sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Foursquare Missions International - The Foursquare Church

Foursquare has landed in nearly 140 countries. We have some really amazing people stationed around the world with one goal—telling others about the love of Jesus!

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The Foursquare family may have started in the U.S., but our family has grown far beyond the U.S. border. We now have over 75,000 ministers in 64,000 churches and meeting places serving more than 8 million members around the world. In addition, we have close to 100 missionaries serving local people, not to mention thousands of people joining them on short-term missions trips each year.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Análise do filme "Todo Poderoso"

"Estão brincando com Deus, não há reverência, nem temor, e com Deus não se brinca, Ele é fogo consumidor" (letra da canção "Brincando Com Deus", pastor André de Oliveira).

A comédia Todo Poderoso (título original: Bruce Almighty) foi mais um sucesso de bilheteria que chegou aos cinemas para competir com o filme Matrix Reloaded. Todo Poderoso passou a ser comentado e divulgado pela imprensa em geral. E quando a mídia quer, ela vende até esterco enlatado como se fosse barra de ouro.

O ator Jim Carrey faz o papel de Bruce Nolan, um repórter de televisão em Buffalo, Nova Iorque, que está descontente com quase tudo na vida, apesar do amor de sua namorada Grace (Jennifer Aniston). Ao término do pior dia de sua vida, Bruce fica irado, passa a xingar e reclamar de Deus, e Ele responde.

Deus aparece em forma humana (o ator Morgan Freeman) vendo na angústia de Nolan uma oportunidade para tirar férias. Ele diz para Bruce ficar no Seu lugar, por algum tempo e lhe transfere Seus poderes divinos. Deus deixa a jurisdição da área de Buffalo sob a responsabilidade do Seu substituto. Bruce fica deslumbrado com todos aqueles poderes e passa a resolver seus probleminhas pessoais.

Imitadores de Adão e Eva

Muito tempo atrás, mais precisamente nos primórdios da humanidade, no Paraíso do jardim do Éden, o sedutor das nossas almas passeava com suas falas adocicadas, para dissimular seu bafo espiritualmente cadavérico, e iludia Eva com as palavras: "É certo que não morrereis... no dia em que dele comerdes... como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal" (Gênesis 3.3-5). O relato do livro de Gênesis prossegue, dizendo que Eva comeu do fruto proibido e ofereceu-o também a Adão. Ambos não tornaram-se deuses, mas tentaram esconder-se da presença de Deus.

Desde então, o ser humano passou a copiar o equívoco de Adão e Eva. Essa história se repetiu, com outros personagens, durante a saga da humanidade. Até parece que os primeiros seres humanos, ao tentarem ser divinos, estavam iniciando uma linha de produção, que passa pelo hinduísmo, pelo esoterismo e chega a Hollywood com o filme Todo Poderoso.

Essa ânsia de querer ser Deus é típica de muita gente vaidosa e de quem está patologicamente possuído pela síndrome luciferiana. Isso não é de hoje, é coisa antiga, feijão requentado, fruta podre de fim de feira, a grande mentira!

A grande mentira

Não sei se esta é a maior de todas as mentiras, mas certamente é a que mais tem enganado as pessoas: "Nós somos deuses". Esse é um pensamento ambicioso, que age como um redemoinho ao longo da história e vem seduzindo milhões de pessoas por onde passa. Ele seduziu primeiro a mais formosa e inteligente criatura do Universo (Lúcifer). Essa idéia maluca foi também a causa da queda da raça humana e tem invadido cultura após cultura, conquistando cada vez mais os corações e as mentes das pessoas. É um pensamento irresistível, que parece suprir nossas necessidades e anseios.

"Ser um com Deus" é a pedra fundamental do hinduísmo, do budismo, do sufismo, do jainismo, do taoísmo, da cabala, do gnosticismo, da teosofia e da Nova Era, entre outras religiões e visões de mundo.

"Ser um com Deus" é a pedra fundamental do hinduísmo, do budismo, do sufismo, do jainismo, do taoísmo, da cabala, do gnosticismo, da teosofia e da Nova Era, entre outras religiões e visões de mundo.

"A grande mentira" promete delícias temporais: "Oh! sermos divinos e fazermos tudo o que queremos, na hora que quisermos e como quisermos. Quão saboroso deve ser pecar divinamente!", sonham aqueles que já caíram nessa ilusão.

Mal sabem que esse pensamento é uma faca de dois gumes: pode levar ao êxtase espiritual como também a uma depravação moral e espiritual. Foi esse pensamento que levou Rajneesh, aquele que possuía noventa Rolls Royce e ficou conhecido como o guru sensual da década de oitenta, a ser processado e deportado dos Estados Unidos. Foi esse pensamento que levou Maharishi Mahesh Yogi, o guru dos Beatles, a ser flagrado por eles tentando levar a atriz Mia Farrow para a cama.

O surpreendente é que essa mudança de comportamento, do êxtase espiritual para a depravação moral, acontece com a mesma presteza com que os astros de Hollywood trocam de cônjuges.

É impressionante como isso ficou claro no filme Todo Poderoso. Quando o repórter Bruce Nolan assumiu o posto de "Deus", uma de suas ações foi fazer um forte vento soprar e levantar a saia de uma moça que andava na calçada. É essa inconcebível fusão, do divino com o depravado, que acaba gerando um deus safadinho!

Zombando de Deus

Quando Bruce passa a ser "Deus", inicia-se um festival de idiotices que leva a platéia às gargalhadas. O que se apresenta na tela seria realmente hilariante, se não fosse espiritualmente trágico. Bruce Nolan, como "Deus", é extremamente debilóide.

Em uma cena, Nolan está ingerindo uma sopa de tomates e resolve separá-la sem tocá-la. Um forte vento sopra dentro do pequeno restaurante, o líquido avermelhado corre para os lados do prato e surge um espaço (um caminho) livre no meio da sopa. O forte vento e a sopa dividida em duas metades assemelha-se à abertura do Mar Vermelho, por onde o povo de Deus passou com os pés em seco. "Grande! Triunfante, Bruce!" A platéia se deleita.

O escárnio prossegue: o "Deus" abilolado faz com que o seu cachorrinho se assente na privada lendo jornal e transforma seu carro amassado em uma Ferrari para seu bel-prazer. "Magnífico, Bruce!" A platéia se derrete.

A profanação continua: "Deus" faz com que um membro de uma gangue malvada, literalmente "defeque um macaquinho". Mais: quase indo à loucura com os sons de várias vozes (orações), Bruce decide se livrar delas respondendo positivamente a todos os pedidos e o caos é instalado na cidade de Buffalo. "Generoso e engenhoso, Bruce!" A platéia funga de tanto rir.

Mesmo que, ao término do filme, Bruce tenha percebido o quão difícil é ser Deus, tomar conta de tudo que ocorre em uma cidade e responder a todas as orações, a gozação em cima de Deus já estava completa.

Mesmo que, ao final, se passe a mensagem verdadeira e louvável de que ser Deus não é tarefa que o ser humano deva almejar ou suportar, essa película cinematográfica peca em ridicularizar o que não deve ser objeto de brincadeira.

Mesmo que, no apagar das luzes, Bruce tenha aprendido a amar sua namorada e tenha havido a intenção de mostrar uma mensagem cristã de que o homem não está qualificado para o cargo de Deus, a maior parte do filme passa uma mensagem anticristã.

Conclusão

Ninguém passa incólume por imitar e zombar de Deus. Bruce, ou qualquer outro ser humano que postule o papel de Deus, desconhece a inviabilidade técnica, moral e ética do ser humano pleitear a posição do Todo-Poderoso.

Bruce, do ponto de vista cristão, é um louco, pois zomba do pecado (Provérbios 14.9) e desconhece, ou não considera, as conseqüências dos seus atos: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gálatas 6.7). "Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hebreus 10.31).

Como membro desta raça humana corrupta que necessitou da salvação trazida por Jesus Cristo, concluo esta análise com grande temor e tremor diante do Único, Maravilhoso e Insubstituível Todo-Poderoso. Faço minhas as palavras paulinas em Romanos 11.33-36: "Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém". (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa - http://www.chamada.com.br)

O Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa é médico em Recife/PE. Ele é autor dos livros A Nova Era, Os Anos Obscuros da Mocidade de Jesus Cristo e Harry Potter – Enfeitiçando Uma Cultura.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Global Report: Persecution Increases

Intolerance toward Christians continued to grow in 2011, according to year-end assessments by human-rights and Christian organizations. In particular, acts of violence against Christians during the holidays increased drastically.

Stonegate Institute, a nonprofit organization that researches human rights issues, cited recent Nigerian church bombings — in which the Islamic extremist group Boko Haram killed more than 40 people attending a Christmas service — as an obvious example of intensifying violence. And in Iran, the State Security centers of the Islamic Republic ordered local churches to cancel Christmas and New Year’s celebrations. Churches in Egypt, Malaysia and Pakistan also closed during the holidays to avoid attacks.

“Around the Muslim world, Christmas time for Christians [was] a time of increased threats, harassment and fear, which is not surprising, considering that some Muslim clerics maintain that saying ‘Merry Christmas’ is worse than fornication or killing someone,” wrote Raymond Ibrahim of Stonegate Institute.

In Indonesia, incidents of Christian persecution nearly doubled in 2011, and an Islamic extremist group is threatening to have five churches demolished because they don’t have permits, according to Compass Direct News. In Ethiopia, a group of 500 Muslims burned down a church, also citing the church’s lack of a permit. The church had existed there for 60 years on land owned by Christians.

In countries like Egypt, Iraq, Malaysia, the Philippines and Saudi Arabia, Christians are often viewed as second-class citizens. Persecution in these countries is commonly manifested through the sexual abuse of Christian women; forced conversions to Islam; unjust enforcement of apostasy and blasphemy laws; the theft of Christians’ property and the plunder and burning of their homes; and physical attacks and murder.

Despite the growth of Islamic extremism around the world, evangelicalism has surged in an unlikely place — Afghanistan. As a country with one of the lowest percentages of evangelicals, with an estimated 500 to 8,000 Christians, Afghanistan now has the second fastest growing evangelical population in the world, according to Operation World and WORLD Magazine.

Nearly all instances of persecution in 2011 were connected by one thing, according to Stonegate’s Ibrahim — “Islam, whether the strict application of Islamic Sharia law or the supremacist culture born of it.”

Sources: Stonegate Institute, Operation World, WORLD Magazine

VISIT: http://www.persecution.com

Os 10 Mandamentos da Lei de Deus

LEITURA BÍBLICA:ÊXODO 20

1 Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:

2 Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

3 Não terás outros deuses diante de mim.

4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.

6 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.

7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.

8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

9 Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;

10 mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.

11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.

12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

13 Não matarás.

14 Não adulterarás.

15 Não furtarás.

16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

17 Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

Profecia contra os pastores infiéis

EZEQUIEL 34

1 Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:

2 Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?

3 Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.

4 A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.

5 Assim se espalharam, por não haver pastor; e tornaram-se pasto a todas as feras do campo, porquanto se espalharam.

6 As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procurasse, ou as buscasse.

7 Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor:

8 Vivo eu, diz o Senhor Deus, que porquanto as minhas ovelhas foram entregues à rapina, e as minhas ovelhas vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuraram as minhas ovelhas, pois se apascentaram a si mesmos, e não apascentaram as minhas ovelhas;

9 portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor:

10 Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos requererei as minhas ovelhas, e farei que eles deixem de apascentar as ovelhas, de sorte que não se apascentarão mais a si mesmos. Livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para que não lhes sirvam mais de pasto.

11 Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que eu, eu mesmo, procurarei as minhas ovelhas, e as buscarei.

12 Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas. Livrá-las-ei de todos os lugares por onde foram espalhadas, no dia de nuvens e de escuridão.

13 Sim, tirá-las-ei para fora dos povos, e as congregarei dos países, e as introduzirei na sua terra, e as apascentarei sobre os montes de Israel, junto às correntes d'água, e em todos os lugares habitados da terra.

14 Em bons pastos as apascentarei, e nos altos montes de Israel será o seu curral; deitar-se-ão ali num bom curral, e pastarão em pastos gordos nos montes de Israel.

15 Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas, e eu as farei repousar, diz o Senhor Deus.

16 A perdida buscarei, e a desgarrada tornarei a trazer; a quebrada ligarei, e a enferma fortalecerei; e a gorda e a forte vigiarei. Apascentá-las-ei com justiça.

17 Quanto a vós, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes.

18 Acaso não vos basta fartar-vos do bom pasto, senão que pisais o resto de vossos pastos aos vossos pés? e beber as águas limpas, senão que sujais o resto com os vossos pés?

19 E as minhas ovelhas hão de comer o que haveis pisado, e beber o que haveis sujado com os vossos pés.

20 Por isso o Senhor Deus assim lhes diz: Eis que eu, eu mesmo, julgarei entre a ovelha gorda e a ovelha magra.

21 Porquanto com o lado e com o ombro dais empurrões, e com as vossas pontas escorneais todas as fracas, até que as espalhais para fora,

22 portanto salvarei as minhas ovelhas, e não servirão mais de presa; e julgarei entre ovelhas e ovelhas.

23 E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor.

24 E eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse.

25 Farei com elas um pacto de paz; e removerei da terra os animais ruins, de sorte que elas habitarão em segurança no deserto, e dormirão nos bosques.

26 E delas e dos lugares ao redor do meu outeiro farei uma bênção; e farei descer a chuva a seu tempo; chuvas de bênçãos serão.

27 E as árvores do campo darão o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e estarão seguras na sua terra; saberão que eu sou o Senhor, quando eu quebrar os canzis do seu jugo e as livrar da mão dos que se serviam delas.

28 Pois não servirão mais de presa aos gentios, nem as devorarão mais os animais da terra; mas habitarão seguramente, e ninguém haverá que as espante.

29 Também lhes levantarei uma plantação de renome, e nunca mais serão consumidas pela fome na terra, nem mais levarão sobre si o opróbrio das nações.

30 Saberão, porém, que eu, o Senhor seu Deus, estou com elas, e que elas são o meu povo, a casa de Israel, diz o Senhor Deus.

31 Vós, ovelhas minhas, ovelhas do meu pasto, sois homens, e eu sou o vosso Deus, diz o Senhor Deus.

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A Geração Que "Verá" A VOLTA DE CRISTO

A Geração que Verá a Volta de Cristo

Sempre me pareceu estranho que o teólogo reformado R. C. Sproul começasse sua defesa do Preterismo moderado (do qual ele declaradamente é um dos adeptos) com uma citação do famigerado filósofo cético e ateu Bertrand Russell. Em seu livro The Last Days According to Jesus1 [Os Últimos Dias Segundo Jesus], Sproul parecia tentar agradar a Russell e seus seguidores com uma resposta à questão que Russel levantara sobre a divindade de Cristo. Ele tentou fazer com que a expressão “não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (Mt 24.33-34), se referisse à geração dos discípulos, alguns dos quais ainda eram vivos quando o exército romano (não o Anticristo, como mostra a profecia) destruiu a cidade de Jerusalém no ano 70 d.C.

Russell, que corretamente demonstrara o fato de que aqueles discípulos não viram a volta de Cristo nem o cumprimento de muitas profecias proferidas naquele sermão do monte das Oliveiras, deu então um “salto” interpretativo para chegar à conclusão errônea de que Jesus não podia ser Deus em carne humana, visto que fracassara em cumprir aquela profecia durante o tempo de vida daqueles discípulos. Ao que parece, nunca lhe ocorreu que a expressão “esta geração” não era uma referência àquela geração de discípulos do primeiro século, mas sim uma alusão à geração que veria a seqüência de eventos do fim dos tempos que acontecerá conforme Jesus profetizou. Eu pessoalmente não acredito que Russell tenha sido movido por um forte desejo de identificar Jesus como “o profeta” que Moisés predissera ser o Messias em Deuteronômio 18.18-19. É provável que ele tenha sido influenciado pelos céticos acerca de Jesus que viveram em sua própria geração ou pelos racionalistas alemães ou, ainda, pelos céticos franceses que o antecederam, os quais negaram a divindade de Jesus e a inspiração sobrenatural das Escrituras. O uso equivocado que ele fez de Mateus 24.32-34 foi, muito provavelmente, uma tentativa descarada de tirar a credibilidade de Jesus.

O uso equivocado que Bertrand Russell fez de Mateus 24.32-34 foi, muito provavelmente, uma tentativa descarada de tirar a credibilidade de Jesus.

Essa é apenas uma das razões pelas quais o Pre-Trib Research Center [Centro de Pesquisas Pré-Tribulacionistas], o Dr. Thomas Ice e tantos outros escritores eruditos abordaram esse assunto em livros, folhetos e periódicos. É importante que se faça isso, não pelo texto das Escrituras em si mesmo, mas por causa da interpretação errada. Uma das coisas básicas que aprendi no estudo da lógica é que se você começa um argumento baseado numa premissa falsa, chegará a uma conclusão falsa. Essa é a razão pela qual a primeira coisa que se faz num debate é averiguar a veracidade ou falsidade da premissa básica (i.e., primeira premissa).

Infelizmente, nossos amigos ligados à Igreja Reformada (na sua maioria, amilenistas ou pós-milenistas), que chegaram às suas conclusões em virtude de seu sistema teológico e não pelo sentido claro da interpretação das Escrituras, tentam ler nesse texto aquilo que simplesmente nele não está escrito. Erram em não aceitar a declaração feita por Jesus de que “não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (v. 34) dentro de seu contexto, a qual refere-se à geração que veria os eventos que Ele acabara de profetizar. Jesus respondeu à pergunta levantada pelos discípulos em Mateus 24.3, “...que sinais haverá da tua vinda e da consumação do século?”. Contudo, os preteristas cometem o erro de pular falaciosamente para a conclusão de que Jesus se referia àqueles que estivessem vivos quando o templo fosse destruído. Daí, então, os preteristas ficam presos à obrigação de dizer, por exemplo, que Nero (o qual nunca esteve em Jerusalém para cumprir o que está escrito em 2 Tessalonicenses 2.8) é o Anticristo ou a “besta” de Apocalipse 13 (a qual ainda se manifestará no futuro) e que Satanás está preso. Alguns chegam mesmo a dizer que a Segunda Vinda de Cristo já aconteceu no ano 70 d.C. (ainda que tal “cumprimento” não preencha os requisitos das promessas feitas por Jesus acerca de Sua Vinda, muito menos do que foi predito pelos anjos e pelos apóstolos). A concepção de que estejamos vivendo hoje em dia no reino é ridícula; várias outras idéias, igualmente sem base nas Escrituras, têm sido por eles propagadas e parece que não se dão conta [do seu engano] (tudo isso tem sido cuidadosamente abordado nos livros e artigos escritos pelo Dr. Thomas Ice).

Em vez de adotar o sentido claro desse texto das Escrituras a fim de entender seu significado, nossos colegas de linha reformada e preterista querem nos levar a crer que Jesus fazia uma alusão aos discípulos do primeiro século. Sua motivação ao fazê-lo não é porque o texto bíblico em questão ensine isso, mas porque suas pressuposições teológicas o exigem; do contrário, teriam de abandonar suas crenças amilenistas e pós-milenistas. Aqueles que “interpretam as Escrituras em seu sentido literal, a menos que os fatos do contexto imediato nitidamente indiquem o contrário”, crêem, na sua esmagadora maioria, que Jesus voltará imediatamente após a concretização de muitos sinais que Ele apresentou nessa passagem como placas sinalizadoras em resposta às seguintes perguntas dos discípulos: “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinais haverá da tua vinda e da consumação do século” (Mt 24.3).

"Porque se levantará nação contra nação, reino contra reino."

Portanto, é importante examinar os eventos preditos por Jesus acerca de dias obviamente futuros, a fim de constatar se Ele aludia àquela geração do primeiro século ou fazia referência aos crentes que hão de contemplar os eventos profetizados. Estude a relação abaixo e chegue à sua própria conclusão.

A Introdução do Discurso no Monte das Oliveiras

• Mateus 24.4-5: “Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos”. Desde o momento da ascensão de Jesus aos céus, centenas de falsos cristos já apareceram.

• Mateus 24.6: “E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras...”. Desde que Jesus predisse isso, já houve, pelo menos, 12 mil guerras.

• SUA MENSAGEM: “...vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim”.

Jesus Predisse Sinais Que Antecederiam a Tribulação

• Mateus 24.5: “Porque virão muitos em meu nome [...] e enganarão a muitos”. Centenas de falsos mestres apareceram em cena desde o primeiro século até agora.

• Mateus 24.7 – O primeiro sinal ou “dor de parto”: “Porque se levantará nação contra nação, reino contra reino”. Uma vez que a visão apresentada por Jesus neste versículo era de amplitude mundial, poderia ser uma alusão à I Guerra Mundial (1914-1917), a qual, historicamente, foi o primeiro conflito de proporções mundiais, iniciada por uma nação contra outra e que acabou por envolver as nações do mundo. “...e haverá fomes [a versão Almeida Revista e Corrigida acrescenta: ‘...e pestes’,] e terremotos em vários lugares”, que, literalmente, significa “em vários lugares ao mesmo tempo”. Isso ocorreu, pela primeira vez, depois da I Guerra Mundial. Nos idos de 1918 a 1920, a influenza foi provavelmente a “peste” mais letal do mundo em toda sua história. Os quatro elementos do primeiro sinal referiam-se à I Guerra Mundial.

• Mateus 24.8: “...tudo isto é o princípio das dores” (i.e., dores de parto) ou sinais da Sua Vinda. É interessante que depois disso, muitos outros sinais do fim dos tempos começaram a aparecer – Israel recebeu permissão para retornar à sua terra (em 1917, através da Declaração Balfour) e a Revolução Russa, que resultou no erguimento dessa nação como uma potência mundial, dentre outros sinais.

• Mateus 24.11: “Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos”.

• Mateus 24.12-13: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (ou seja, entrará no Milênio).

E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.

• Mateus 24.14: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”. (Temos nos aproximado rapidamente do cumprimento dessa profecia à medida que o Evangelho se torna conhecido ao redor do mundo). Muitos expositores da Bíblia crêem que os versículos acima descrevem os primeiros três anos e meio do período da Tribulação, tratado detalhadamente nos capítulos 6 a 12 de Apocalipse.

A Grande Tribulação

• Mateus 24.15: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel...”. Esse texto ensina que a [segunda metade da] Grande Tribulação terá inicío no momento em que o templo for profanado e destruído.

• Mateus 24.21-22: “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais”. (Para mais detalhes sobre esses três anos e meio da Tribulação, leia Apocalipse 13 a 18, período esse após o qual Jesus Cristo voltará com poder para estabelecer Seu Reino, conforme os capítulos 19 e 20 de Apocalipse). Visto que nunca houve um tempo como esse na história, fica evidente que os versículos profetizam eventos ainda futuros.

• Mateus 24.24: “Porque surgirão muitos falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito”. Embora a Igreja tenha ficado infestada de falsos mestres que alegam ser “Cristo” ou “profetas”, os tais nunca realizaram “sinais e prodígios” capazes de enganar até mesmo os eleitos. A batalha entre os seguidores de Satanás e do Anticristo contra o Espírito Santo e os servos de Deus, durante a última metade do período da Tribulação será a maior batalha da história deste mundo.

• Mateus 24.29-30: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias [...] todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória”. O texto insiste em repetir veementemente que a Segunda Vinda de Cristo acontecerá imediatamente depois do pior período da história humana. Para qualquer leitor imparcial, a conclusão óbvia é a de que tal período ainda não ocorreu, mas aguarda sua concretização no futuro [...] futuro esse que, segundo a opinião de muitos, pode estar bem próximo.

Conclusão

E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.

A geração que, conforme os versículos 32-34, contemplará todas essas coisas, de modo nenhum podia ser a geração de discípulos que viveu no primeiro século. Infelizmente, até onde se sabe, Bertrand Russell morreu e foi sepultado com a enganosa concepção de que Jesus cometeu um erro ao profetizar que Sua geração veria a Segunda Vinda dEle, concluindo, assim, que as palavras de Cristo não eram confiáveis. Na verdade, Jesus se referia à geração acerca da qual os discípulos indagaram ao perguntarem: “que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século”. Cristo descreveu “esta geração” como aquela que estará viva no momento em que “sucederão todas estas coisas”.2 Visto que muitos sinais, ao que parece, já começaram a se cumprir, todos nós deveríamos orar e trabalhar a fim de advertir as pessoas para que não percam a oportunidade de encontrá-lO na Sua Vinda para buscar a Igreja, por ocasião do Arrebatamento. Tenho certeza de que eu e você temos o mesmo desejo de que muitos não sejam Deixados Para Trás! (Tim LaHaye - Pre-Trib Perspectives - http://www.chamada.com.br)

Notas:

  1. A série de citações que R. C. Sproul faz dos escritos de Bertrand Russell encontra-se no livro de Sproul intitulado The Last Days According to Jesus (Grand Rapids: Baker, 1998, p. 11-15). As citações foram extraídas do livro de Bertrand Russell intitulado Why I Am Not a Christian: And Other Essays on Religion and Related Subjects, organizado por Paul Edwards (Londres: Allen & Unwin / Nova York: Simon & Schuster, 1957).
  2. Para uma apresentação mais detalhada e aprofundada desse assunto, por favor, veja em: Thomas Ice e Tim LaHaye, The End Times Controversies, Eugene: Harvest House, 2003, p. 83-108 (no capítulo 4, sob o título: Preterist “Time Texts”).