quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Estar diante de Deus


Elias, esse grande homem de Deus, “era humano como nós” (Tiago 5.17), com as mesmas tentações, com as mesmas provações, com as mesmas fraquezas. Mesmo assim, Deus pôde abençoá-lo e usá-lo de um modo ilimitado. Em 1Reis 17.1, lemos sobre a primeira aparição do profeta Elias. Ela desde já nos apresenta a chave do segredo de sua vida, de sua força e de sua vitória: “Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra” (ARA)[1].
Agora conhecemos o segredo. Ele o revelou diante do ímpio rei Acabe: “Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou...”. Não há limites para aquilo que Deus pode fazer na vida de uma pessoa se esta estiver disposta a permanecer sem reservas diante dele. Elias estava diante de Acabe, mas isso para ele era algo secundário, pois, em primeiro lugar, ele estava diante do Senhor – o que ele afirmou claramente diante do rei.
Não há limites para aquilo que Deus pode fazer na vida de uma pessoa se esta estiver disposta a permanecer sem reservas diante dele.
Estar diante de Deus não é algo tão simples assim, pois requer um profundo quebrantamento interior. Por essa razão, a maioria das pessoas que ainda não encontraram Jesus Cristo está fugindo de Deus. Elas não querem estar diante de Deus, o Senhor, porque ele vive em uma luz inacessível e porque, em sua presença, são reveladas as motivações mais profundas e os pecados mais ocultos. É impossível estar diante de Deus sem reconhecimento próprio e sem experimentar o quebrantamento interior do próprio ser. É a primeira coisa que precisa acontecer. No entanto, é um fato triste que muitas pessoas que creem em Jesus estejam diante de pessoas ou de coisas e bens materiais. Elas não estão diante de Deus. Por isso, Deus não pode usá-las, pois suas asas estão frouxas.
Em Elias podemos ver as maravilhosas consequências na vida de uma pessoa que está diante de Deus.


Wim Malgo (1922-1992) nasceu em Maassluis, Holanda. Formou-se no Instituto Bíblico Beatenberg, na Suíça. Fundou a Obra Missionária Chamada da Meia-Noite na Suíça em 1955. Autor de mais de 40 livros, durante décadas suas mensagens bíblicas, proféticas e de santificação, profundas e atuais, transmitiram uma visão clara do plano de Deus e ajudaram inúmeras pessoas em sua vida de fé.

Resistência Cristã!


Nesta segunda-feira pós-eleição o Brasil amanheceu ainda dividido. Não apenas entre os que votaram em um ou outro candidato, mas em 3 grupos: os satisfeitos, os insatisfeitos e os temerosos. Dentre estes grupos há, e sempre haverá, indivíduos ou mesmo grupos radicais, tanto na alegria como na frustração. De um lado alguns entendem que teve início no Brasil uma teocracia bíblica... de outro, aqueles que apontam para o início da perseguição a minorias, muito embora o candidato eleito nem sequer tenha assumido o cargo. Devo me declarar como participante do terceiro grupo, o dos temerosos. Isso não significa nem por um momento que eu tenha perdido minha esperança em Deus e em seu cuidado, ou sequer que tenha me eximido de votar, mas sim que vejo nosso processo democrático fragilizado, por vezes desrespeitado e com certeza polarizado. Vejo partidos e indivíduos que já se anunciam como uma oposição tácita, do tipo: “Não importa o que ele faça, eu sou contra”. A estes eu lembro que se um número suficiente fizer uma oposição assim, podemos ter uma certeza: a situação de nosso país vai piorar muito! De outro lado, uma onda de apoiadores que parecem ter encontrado seu messias. A estes eu lembro que Messias mesmo houve um só, que foi morto na cruz mas ressuscitou. Como comprova nossa experiência recente, assim como a história em geral, humanos apontados como “messias” tendem a se tornar grandes e catastróficas decepções.
Conta-se que o imperador romano Constantino, no ano de 311, teve uma visão de que sob o símbolo cristão ele venceria sua campanha. Baseado nessa visão ele marchou seu exército através de um rio e os declarou batizados e, portanto, cristãos. Essa manobra pode ter convencido alguns, mas o próprio Constantino permaneceu pagão até seus últimos dias de vida. Poucos historiadores cristãos acreditam que ele tenha de fato se convertido. Essa história nos traz a uma questão muito delicada. Ambos os candidatos na eleição deste último domingo têm tentado se passar por cristãos, mas claramente defendido valores contrários ao reino. É evidente que toda e qualquer tortura deve ser condenada, não importam quais crimes o torturado tenha cometido. É também verdade que, a partir de um ponto de vista cristão, qualquer proposta de legalização do aborto equivale a validar quase um genocídio e a afirmação de que esta é uma questão de saúde pública apenas muda o fórum do debate, não seu resultado. Se por um lado apologias são feitas ao preconceito, por outro, ataques diretos à família tradicional são propostos em documentos oficiais. Afirmo estas obviedades não para acirrar posições, mas para que tenhamos o devido cuidado de não repetir o barateamento do cristianismo repetindo o erro de Constantino.
Fui surpreendido por um número de cristãos por quem tenho apreço que se declaram como resistência... Como assim resistência?
No entanto, nesta segunda-feira fui surpreendido por um número de cristãos por quem tenho apreço que se declaram como resistência... Como assim resistência? Já estamos ocupados por um exército invasor? O inimigo já apresentou seus planos nefastos? Devo me unir a um dos movimentos de resistência? Fui investigar e rapidamente vejo que o termo foi lançado como tema da campanha de pelo menos dois partidos, o Partido Comunista do Brasil (PcdoB) e o Partido dos Trabalhadores (PT). Ainda sem entrar no mérito da escolha individual na hora da eleição, gostaria de convidar estes irmãos em Cristo, assim como todos nós cristãos que temem a Deus, a considerar em primeiro lugar a exortação da Palavra de Deus e só depois decidir se devemos ou não assumir bandeiras propostas por estes ou quaisquer outros partidos. Na verdade, o conhecido trecho de Romanos 12.2 deve servir de alerta a embarcarmos em um movimento proposto por partidos políticos. O trecho abaixo foi escrito pelo apóstolo Paulo em um contexto de um império cruel e opressivo, o qual era declaradamente dominador, classista, machista, racista e anticristão (curiosamente não homofóbico). O texto é Filipenses 1.27-30:
27Não importa o que aconteça, exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo, para que assim, quer eu vá e os veja, quer apenas ouça a seu respeito em minha ausência, fique eu sabendo que vocês permanecem firmes num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica, 28sem de forma alguma deixar-se intimidar por aqueles que se opõem a vocês. Para eles isso é sinal de destruição, mas para vocês, de salvação, e isso da parte de Deus; 29pois a vocês foi dado o privilégio de não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por ele, 30já que estão passando pelo mesmo combate que me viram enfrentar e agora ouvem que ainda enfrento.
Alguns pontos são fundamentais para nossa reflexão. Há uma discussão sobre qual cidadania o apóstolo está se referindo no verso 27. Para alguns é a cidadania do céu e para outros a cidadania romana. Ainda que um debate relevante, eu gostaria de propor que, em última análise, a conclusão debe obrigatoriamente ser a mesma. Se por ser cidadão do céu eu me comporto de um modo digno em minha vida terrena ou se exerço minha cidadania nesta terra de modo digno do evangelho, o resultado me parece o mesmo. Nosso modo de viver a vida deve ser digno do evangelho de Cristo.
Ainda que possamos enxergar em um candidato traços que se alinham com o evangelho, minha lealdade precisa estar além destas impressões. Meu critério é o evangelho de Cristo. Qual a essência do evangelho? Em primeiro lugar, que há um Deus santo e perfeito, que é ao mesmo tempo amoroso e misericordioso. O evangelho inclui também obrigatoriamente o fato de que, como seres humanos, somos todos pecadores e que, exceto pela graça salvadora deste Deus, estamos condenados à perdição eterna. Por fim, o evangelho se baseia em um arrependimento que me faz reconhecer a santidade de Deus, minha necessidade e o amor divino manifesto no sacrifício de Cristo em meu lugar para que meus pecados fossem pagos, possibilitando que eu entrasse em comunhão com ele. Sem arrependimento, o evangelho continua apenas como uma possibilidade... Esse é nosso critério fundamental. Essa é nossa base. A partir desse ponto devemos viver nossa cidadania, exercer nossos direitos e nossos deveres.
No final do verso o apóstolo declara qual sua esperança para os cristãos de Filipos – que eles estejam firmes num só espírito. Estas últimas semanas tenho visto muito pouco disso. Com isso não estou dizendo que não se deve ter opiniões, mas o que deve nos unir e o que deve nos separar? Qual o espírito no qual devemos permanecer firmes? O apóstolo responde rapidamente esta pergunta: “... lutando unânimes pela fé evangélica”. Uma frase da “resistência” é que ninguém solte a mão de ninguém... Eu gosto da frase, é poética e inspiradora, mas preciso ter certeza de que estou de mão dadas com outros que defendem uma causa que realmente tenha impacto eterno. Caso contrário serei apenas um inocente útil, uma peça de manobra em partidos e movimentos que não resistem ao teste do tempo e do crivo cristão. Volte à descrição da essência do evangelho acima. É por isso que você declara resistência? Se é, me chame, pois quero estar lutando junto contigo pela fé no evangelho. Se não é esta sua bandeira, se não é esta sua causa, deixe-me recomendar extremo cuidado para que você não se deixe moldar por causas e argumentos deste mundo.
O tema de submissão é muito impopular em nossos dias, mas nem por isso menos bíblico ou relevante para aquele que teme a Deus.
O tema de submissão é muito impopular em nossos dias, mas nem por isso menos bíblico ou relevante para aquele que teme a Deus e que se apresenta como seguidor de Jesus. Muito embora uma consideração plena deste tema deva ser deixada como tarefa de outro artigo, quero refletir brevemente sobre o texto de Romanos 13.1-5:
1Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. 2Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se opondo contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. 3Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser por aqueles que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. 4Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas, se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. 5Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência.
Gostaria de destacar apenas alguns pontos sobre a submissão às autoridades: primeiro, autoridades são permitidas por Deus para nossa benção ou nossa disciplina. Segundo, quem se rebela contra uma autoridade de forma tácita (não importa o que ele faça, eu sou contra...) se rebela contra Deus! Isso não significa que não devemos nos levantar em nossa função profética e protestar contra atos ou programas injustos que este governo esteja propondo. Paulo sofreu por se levantar contra a idolatria do estado romano. Cuidado para que seja contra o que o governo está propondo e não apenas com aquilo que seus opositores políticos estão acusando. Terceiro, nossa submissão não deve ser apenas por medo das consequências, mas por um espírito quebrantado e submisso em primeiro lugar à Deus.
Por fim, uma outra palavra de Paulo deve nos guiar em nossa reação ao governo eleito. Trata-se 1Timóteo 2.1-4:
1Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; 2pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. 3Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, 4que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.
Quero destacar que nossa batalha em oração não terminou. Repare que a exortação não é uma batalha de cunho político contra um governante, mas uma batalha espiritual, por valores eternos. A seguir, o apóstolo afirma que uma vida tranquila e pacífica, com piedade e dignidade, é boa e agradável a Deus. O propósito de tudo isso é que todos cheguem ao conhecimento da verdade e à salvação. Essa é nossa resistência! Isso deveria nos unir, isso deveria nos consumir.
Minha sincera oração é, em primeiro lugar, que o próximo governo nos traga um período em que possamos viver em paz, tranquilos, em piedade e dignidade. Oro também para que você e eu possamos escolher com muito discernimento quais as causas e bandeiras pelas quais vale a pena lutar e quais são apenas manobras do mundo. Eu oro para que possamos fazer resistência, sim, mas aos ataques do inimigo em qualquer forma que estes surjam: por meio de projetos do governo, por meio de atitudes de grupos ímpios, por meio de movimentos da mídia ou qualquer outra forma. E que Cristo seja honrado por vivermos de maneira digna do evangelho.


Daniel Lima foi pastor de igreja local por mais de 25 anos. Formado em psicologia, mestre em educação cristã e doutorando em formação de líderes no Fuller Theological Seminary, EUA. Daniel foi diretor acadêmico do Seminário Bíblico Palavra da Vida por 5 anos, é autor, preletor e tem exercido um ministério na formação e mentoreamento de pastores. Casado com Ana Paula há mais de 30 anos, tem 4 filhos e vive no Rio Grande do Sul desde 1995.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

POR QUE DEVEMOS VOTAR EM BOLSONARO 17 PARA PRESIDENTE


BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS
Nossos valores, crenças e cultura não podem ser deturpadas para que se atinjam propósitos estranhos ao povo brasileiro. Somos um país que tem orgulho da nossa bandeira e não desejamos importar ideologias que destruam nossa identidade e de nossas crianças.
Conclamamos a todos a votar em Jair Bolsonaro para Presidente do Brasil!
VOTE EM CANDIDATOS DO PSL 17 QUE AJUDARÃO BOLSONARO A GOVERNAR O BRASIL!
CANDIDATOS DE BOLSONARO LINK:
https://www.pslnacional.org.br/Candid...

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

O Valor da Palavra Empenhada


Daniel Lima
Após semanas e meses de discussões, na sexta-feira passada (31) parece que finalmente ficou definida a questão da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva[1] – ainda cabe um apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para uns uma injustiça, uma tragédia, para outros um alívio, uma esperança. Gostaria de avaliar contigo um aspecto deste drama que nos afeta diretamente como cristãos, assim como nos afeta outros movimentos de candidatos de direita ou esquerda… a questão da palavra empenhada.
Uma devida análise jurídica está além da minha capacidade, mas apenas com o intuito de relembrar os leigos, a Lei Complementar nº 135 de 2010, mais conhecida como Lei da Ficha Limpa, foi resultado de uma longa campanha que colheu mais de um milhão e meio de assinaturas. Esta lei foi aprovada no Congresso no primeiro semestre de 2010 e sancionada pelo então presidente Lula em 4 de junho de 2010. Diante de contestações, em fevereiro de 2012 o STF decidiu que a mesma era compatível com a constituição.
Este resumo é amplamente documentado. O que gerou tumulto nas últimas semanas foi a aplicação desta lei sobre aquele que é, talvez, o mais conhecido personagem político nestas eleições. Uma vez condenado em segunda instância e por órgão colegiado, Lula tornou-se inelegível por oito anos, segundo a lei que ele mesmo sancionou. Peço que, por um momento, você suspenda sua avaliação pessoal da condenação do ex-presidente. O debate tem sido sobre a possibilidade deste candidato concorrer sub judice, o que significa concorrer sob a condição de que sua condenação possa vir a ser revertida no STF. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral desta sexta-feira encerrou este estágio da discussão.
É curioso, embora não surpreendente, que os mesmos agentes que tenham lutado pela aprovação dessa lei venham agora buscar subterfúgios ou brechas que permitam a um indivíduo esquivar-se da mesma. E, deixe-me acrescentar rapidamente, manobras assim são comuns a políticos tanto da esquerda como da direita. Quantas vezes um candidato promete em campanha que, se for eleito, cumprirá seu mandato até o final somente para no meio do mesmo romper abertamente seu compromisso anterior com o argumento passageiro de que isso faz parte do “jogo político”? Seja com respeito à impugnação de uma candidatura, seja com respeito a quebrar promessas de campanha, seja com respeito a mudar compromissos assumidos, como sociedade estamos sofrendo de uma profunda crise de integridade.
É curioso, embora não surpreendente, que os mesmos agentes que tenham lutado pela aprovação dessa lei venham agora buscar subterfúgios ou brechas que permitam a um indivíduo esquivar-se da mesma.
A própria palavra “integridade” parece fora de lugar em uma era de verdade fluída ou “pós-verdade”. Integridade se refere a estar “por inteiro” em algum lugar ou em alguma posição. Íntegro, então, contrapõe-se a alguém dividido. Muito embora o processo de decisão passe por um período em que opções devem ser avaliadas, o que é condenado aqui é a incoerência entre palavras e ações. No âmbito de nossa política, o que temos com muita frequência é a mesma prática de falar uma coisa e fazer outra; em alguns casos com uma transparência que beira à esquizofrenia.
O que a Bíblia tem a nos ensinar sobre este tema? O que significa ser íntegro em tempos assim? Qual a relação entre fé e integridade? Davi foi um homem que lidou com política, poder, liderança, bajuladores e corrupção; no entanto, era um homem segundo o coração de Deus (Atos 13.22). É dele o Salmo 15:
1Senhor, quem habitará no teu santuário? Quem poderá morar no teu santo monte? 2Aquele que é íntegro em sua conduta e pratica o que é justo; que de coração fala a verdade 3e não usa a língua para difamar; que nenhum mal faz ao seu semelhante e não lança calúnia contra o seu próximo; 4que rejeita quem merece desprezo, mas honra os que temem o Senhor; que mantém a sua palavra, mesmo quando sai prejudicado; 5que não empresta o seu dinheiro visando a algum lucro nem aceita suborno contra o inocente. Quem assim procede nunca será abalado!
Após perguntar quem pode estar na presença de Deus, ele reponde “aquele que é íntegro”. Ao descrever o íntegro, uma das primeiras características é “falar de coração a verdade”. Esta expressão em si representa muito bem o que é integridade. Se falo a verdade a partir do meu coração, então não há falsidade ou dualidade em mim. É importante ressaltar que para o judeu o coração não era só o centro das emoções, como para nós no Ocidente. Coração seria o equivalente à alma. Assim, falar a verdade de coração significa que a pessoa não só fala a verdade, mas que o que disse vem do mais profundo de seu ser; é o que ele ou ela crê, sente, percebe e com o que está comprometido.
O íntegro mantém sua palavra, mesmo quando sai prejudicado.
No verso 4 Davi afirma que o íntegro “mantém sua palavra, mesmo quando sai prejudicado”. Esta afirmação confronta o que temos visto em nossos políticos e em nossa sociedade em geral. As promessas e os compromissos são feitos até que condições melhores, ou um acordo que me traga maior benefício, surjam. Caso o acordo anterior seja considerado prejudicial, muitas vezes a pessoa simplesmente nega o que afirmou até então e muda de posição. É revelador o fato de que houve uma época onde o “fio de bigode” era tido como um acordo inabalável, já hoje temos contratos cada vez mais complexos, com clausulas cada vez mais rigorosas e, ao mesmo tempo, as rupturas são cada vez mais frequentes. É evidente que acordos e mesmo relacionamentos são cada vez mais descartáveis.
É óbvio que princípios têm aplicações diversas em diferentes circunstâncias, mas o princípio, a essência, não pode mudar.
Tiago também toca nesta questão de integridade. Ele escreveu sua carta ensinando sobre várias áreas do relacionamento humano e com Deus. No capítulo 5, verso 12, lemos:
Sobretudo, meus irmãos, não jurem, nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outra coisa. Seja o sim de vocês, sim, e o não, não, para que não caiam em condenação.
Neste caso o texto indica diretamente que aquilo que não for “sim, sim e não, não” implica em condenação. Ou seja, o que afirmamos não pode ser negado logo a seguir. O que rejeitamos não pode ser aceito em condições diferentes. Este modo de pensar aponta para um raciocínio por princípios e não por circunstâncias. É óbvio que princípios têm aplicações diversas em diferentes circunstâncias, mas o princípio, a essência, não pode mudar.
Há muitos outros textos bíblicos que abordam este tema. A lei mosaica, lidando com um povo em formação, com pouca instrução moral e, conforme o registro histórico, dado a mudar de opinião com muita facilidade, afirma em Números 30.2, por exemplo:
Quando um homem fizer um voto ao Senhor ou um juramento que o obrigar a algum compromisso, não poderá quebrar a sua palavra, mas terá que cumprir tudo o que disse.
Já o apóstolo Paulo afirma em Efésios 4.25:
Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo.
Nesta passagem, o argumento de Paulo para deixarmos a mentira é curioso. Ele afirma que devemos falar a verdade por sermos membros do mesmo corpo. Com isso ele dá início a um raciocínio de que a mentira ou falsidade é contrária à comunhão.
Por que a verdade e manter a palavra empenhada são tão enfatizados na Bíblia? Parece-me que uma das razões é a natureza de nossas relações. Caso eu estabeleça uma relação de troca, um negócio, este se mantém enquanto for interessante para ambos os lados – ainda que para se conduzir um negócio seja necessário credibilidade e, portanto, integridade. Mesmo um parceiro de negócios pode eventualmente mudar sua parceria quando esta não for mais interessante.
Já uma relação pessoal ou familiar é, ou pelo menos deveria ser, algo essencialmente diferente. Quando um filho nasce, os pais assumem de imediato um compromisso unilateral com a criança. O bebê não tem nada a oferecer em troca, ele na verdade nem sequer opta por entrar em uma relação de troca. O pai e a mãe assumem uma relação de amor e de integridade unilateral e incondicional. Isso é ainda mais evidente quando um casal tem um filho que exige cuidados especiais, às vezes por anos e anos.
Nestes casos o compromisso assumido é incondicional, não é uma questão de se trocar quando surgir uma proposta mais interessante. Compromissos assim exigem integridade, exigem a verdade, e são destruídos pela mentira. O casamento, em uma perspectiva cristã, se encaixa na mesma categoria. Ao casar, um cônjuge promete cuidar do outro em quaisquer condições, mesmo que o outro não possa corresponder ao cuidado e amor. Neste sentido tive o privilégio de observar o sr. Dieter Steiger, fundador da Chamada no Brasil, cuja esposa, dona Helga, teve Alzheimer muito cedo. Por anos assisti seu esposo saindo com ela para passear, e mesmo quando os cuidados exigiram sua internação eu o vi visitá-la com frequência no lar em que estava internada. Ao conversar com ele certa vez, ele me disse: “Ela não sabe quem eu sou ou mesmo percebe que estou aqui… mas eu sei quem ela é!”. Permanecer com o outro mesmo que este nem sequer perceba é talvez a maior prova de integridade, do valor da palavra empenhada.
Nosso Deus é fiel e cumpre sua Palavra. Podemos contar com ele, mesmo que nem sempre entendamos seus planos. Minha oração é que, contrariando exemplos políticos, você, eu e o povo de Deus sejamos exemplos de integridade. Deixe-me concluir com algumas perguntas que eu creio que poderão nos ajudar a refletir sobre como anda nosso compromisso com a palavra empenhada:
  1. Quando você diz a alguém que vai orar por ele ou ela… você ora mesmo?
  2. Quando você diz a alguém que pode contar com você… esta pessoa pode mesmo contar com você?
  3. Quando você diz que vai estar em algum lugar em determinada hora, o quão importante é para você manter este compromisso?
  4. Quando você afirma que vai pagar uma dívida dentro de determinado tempo, mesmo que não haja uma multa, você paga mesmo?

Mulher é flagrada passando a faca para comparsas no atentado contra Bolsonaro


Em recuperação após ter sido esfaqueado nessa quinta-feira, ele deixou a Santa Casa de Juiz de Fora e foi levado para o Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo.

sábado, 1 de setembro de 2018

LEAH SHARIBU PEDE AJUDA A PRESIDENTE NIGERIANO

Adolescente cristã sequestrada pelo Boko Haram é a única que continua em cativeiro

Leah Sharibu pede ajuda a presidente nigeriano
Pai de Leah diz que a gravação da filha deu novas esperanças à família
Leah Sharibu, a adolescente cristã sequestrada pelo grupo islâmico Boko Haram, pediu ao presidente da Nigéria para intervir em seu caso e ajudar na sua soltura. Em uma gravação de áudio de 35 segundos, obtida por Ahmad Salkida para o jornal nigeriano The Cable, a garota pede ajuda para ela e sua família. “Eu também imploro ao público para que ajudem minha mãe, meu pai, meu irmão mais novo e parentes. Por gentileza, me ajudem a sair da minha situação. Eu estou implorando para vocês me tratarem com compaixão. Estou pedindo para o governo, particularmente ao presidente, que tenha pena de mim e me tirem dessa situação tão séria. Obrigada”, ela disse.
Uma foto da jovem sentada em um tapete rosa com um hijab (véu islâmico) foi enviada para servir como prova de que ela continua viva. De acordo com o The Cable, essa evidência foi solicitada para possíveis novos esforços de negociação entre o governo e o Estado Islâmico da província da África Ocidental (ISWAP, da sigla em inglês), uma facção separatista do Boko Haram, que aparentemente está mantendo-a refém.
“É realmente a voz dela. Antes eu pensava que ela não estivesse mais viva”, disse Nathan, pai de Leah à BBC. Ele disse que a gravação deu esperança à família e que esperam que o governo faça mais. “Nós estamos muito, muito tristes em nossa família. Eu espero que eles possam colocar mais pressão em relação à libertação dela”, pediu Nathan.
Pedidos de oração
  • Ore por Leah, para que ela possa ser solta e estar novamente com sua família.
  • Apresente as autoridades nigerianas, que eles possam se engajar na causa de soltar Leah.
  • Interceda por aqueles que sequestraram a adolescente, que eles possam ser tocados e transformados pelo amor de Cristo.

Conferência Missionária "Para Que Todos os Povos Adorem" 14 A 16 de Setembro na África