Páginas

terça-feira, 25 de julho de 2023

Pai acusa escola nos EUA de ensinar ideologia de gênero para crianças

 Pai apela a Igreja da Inglaterra sobre aulas de Educação sobre Sexo e Saúde para crianças.

Um pai, que deseja permanecer anônimo, apelou ao Oficial Chefe de Educação da Igreja da Inglaterra sobre aulas de Educação sobre Sexo e Saúde (RSHE) consideradas “inapropriadas” e “sexualmente explícitas” na escola de seus filhos.

De acordo com The Christian Post, o pai relatou suas preocupações sobre o material usado na escola primária da Igreja da Inglaterra, localizada em Norfolk, que ensina crianças de apenas 7 anos que algumas pessoas podem nascer como meninos, mas se sentir como meninas, enquanto outras podem se identificar como “pangênero”, alguém que não se sente menino nem menina.

Além disso, também foi alegado que os alunos são autorizados a participar de casamentos do mesmo sexo fictícios. O Centro Jurídico Cristão (CLC), que está apoiando o pai, informou que ele relatou suas preocupações sobre o material para a escola e para uma audiência de revisão independente, mas não obteve resposta.

Assim, ele solicitou à Igreja da Inglaterra que interviesse e explicasse por que tais ensinamentos estavam sendo permitidos em suas escolas. Em resposta, o Oficial Chefe de Educação da Igreja da Inglaterra, o Rev. Nigel Genders, afirmou que é responsabilidade de cada escola decidir sobre a política de RSHE e os materiais usados nas aulas, e direcionou o pai de volta à escola em questão.

Desse modo, ele acrescentou que o governo está prestes a emitir novas orientações sobre como lidar com questões contestadas nas escolas, considerando a atenção significativa dada ao assunto na mídia e em outros lugares. Ele também espera a revisão sobre como a RSHE está sendo ensinada e os materiais utilizados, além de mais clareza sobre a adequação etária em relação ao ensino de aspectos da educação sexual.

Desta forma, o pai optou por transferir seus dois filhos pequenos para outra escola e expressou decepção com a resposta da Igreja da Inglaterra, acusando-a de “passar a responsabilidade” para os diretores. Ele considerou alguns dos materiais usados na escola como “totalmente inadequados para a idade, sexualmente explícitos, influenciados ideologicamente e sem base científica”.

Logo, a CEO do CLC, Andrea Williams, criticou a Igreja da Inglaterra por não apoiar e defender os cristãos que levantam preocupações sobre o ensino secular extremo sobre identidade de gênero em suas escolas. Ela apontou que muitos pais optam pelas escolas da Igreja da Inglaterra por causa de suas bases cristãs mas a liderança da Igreja parece preferir orientações do estado em vez da Bíblia.

Por fim, o caso levanta preocupações sobre a liberdade religiosa e os valores cristãos em escolas da Igreja da Inglaterra, bem como o papel dos pais na educação de seus filhos em questões sensíveis relacionadas à identidade de gênero. A questão permanece sob análise, aguardando novas orientações do governo e possíveis mudanças nas políticas e materiais de RSHE nas escolas da Igreja da Inglaterra.

segunda-feira, 24 de julho de 2023

A Vida e o Ministério do Apóstolo Paulo

 

Saulo de Tarso, também conhecido como Paulo, foi um dos mais importantes apóstolos do cristianismo. Ele nasceu em Tarso, na Cilícia, por volta do ano 5 d.C. Era um judeu zeloso pela lei e perseguia os cristãos. Em sua conversão, Paulo teve uma experiência transformadora que mudou sua vida para sempre.

A história da conversão de Paulo está registrada no livro de Atos dos Apóstolos. Saulo estava viajando para Damasco para prender cristãos quando teve uma visão de Jesus. Jesus disse a Saulo: "Por que me persegues?" Saulo ficou cego e foi para Damasco, onde foi batizado. Depois de sua conversão, Paulo se tornou um dos maiores pregadores do cristianismo. Ele viajou por todo o Império Romano, pregando o evangelho e fundando igrejas. Paulo escreveu muitas cartas aos cristãos, que são agora parte do Novo Testamento.


A transformação de Saulo de Tarso em Apóstolo Paulo foi um evento extraordinário. Ele passou de um perseguidor dos cristãos para um dos seus maiores defensores. Sua história é um lembrete de que Deus pode usar qualquer pessoa para realizar seus propósitos.

Aqui estão alguns dos pontos-chave da transformação de Saulo de Tarso:

  • Saulo era um judeu zeloso pela lei.
  • Saulo perseguia os cristãos.
  • Saulo teve uma visão de Jesus.
  • Saulo ficou cego.
  • Saulo foi batizado.
  • Saulo se tornou um dos maiores pregadores do cristianismo.
  • Paulo escreveu muitas cartas aos cristãos.
  • Paulo foi preso várias vezes por pregar o cristianismo.
  • Paulo nunca desistiu de sua fé.
  • Paulo morreu por volta de 67 d.C.

A transformação de Saulo de Tarso é um evento poderoso que tem sido inspiração para cristãos de todos os tempos. É um lembrete de que Deus pode mudar nossas vidas e nos usar para fazer grandes coisas.

"O Amor Infinito de Jesus pelas Crianças"

  

Hoje, nos reunimos em comunhão para refletir sobre as palavras amorosas de nosso amado Salvador, Jesus Cristo, que disse: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas" (Mateus 19:14).


Nessas simples e poderosas palavras, encontramos um profundo ensinamento sobre a natureza do Reino dos céus e o amor incondicional de nosso Senhor por cada uma das suas crianças. Assim como as crianças são puras de coração, sinceras e confiantes, Jesus nos convida a abraçar essas qualidades em nosso relacionamento com Ele e com o próximo.


Ao olhar para os olhos brilhantes e inocentes de uma criança, somos lembrados de que o Reino dos céus é um lugar de humildade, simplicidade e fé genuína. Em sua sabedoria divina, Jesus nos convida a despojar-nos de nossas preocupações e orgulhos, a deixar de lado as barreiras do ego e a nos entregarmos a Ele com a humildade e a pureza de uma criança.


Também aprendemos com as crianças sobre o poder do perdão e da compaixão. Elas são capazes de amar incondicionalmente e perdoar com facilidade, sem guardar mágoas ou rancor. Ao seguir o exemplo de Jesus e sermos semelhantes a elas, nos abrimos para a graça divina e para a oportunidade de crescer em amor e bondade.


Queridos irmãos, que possamos sempre lembrar-nos da lição que Jesus nos ensinou através das crianças. Que nossos corações sejam abertos para acolher a pureza e a sinceridade que elas possuem. Que possamos cultivar uma fé infantil, confiando inabalavelmente no amor e na proteção do nosso Pai Celestial.


Que o exemplo de Jesus nos inspire a sermos mais compassivos, tolerantes e amorosos com todos que encontramos em nosso caminho. Que possamos ser verdadeiras testemunhas do seu amor, irradiando luz e esperança em um mundo que tanto precisa.


Sigamos, então, as palavras de Jesus: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas." E ao fazer isso, certamente encontraremos a paz e a alegria que só o amor de Deus pode proporcionar.


Que a graça do Senhor esteja sempre conosco, hoje e para todo o sempre.


Compartilhe esta maravilhosa Palavra de Deus com sua família e amigos.


domingo, 23 de julho de 2023

“Eu me odiava e odiava a Deus”

Com braço amputado, jovem cristão egípcio perde a esperança, mas é surpreendido por Jesus.

Hoje é o Dia da Revolução do Egito, quando o país deixou de ser uma monarquia e tornou-se uma república em 1952. Apesar de diversas mudanças políticas e sociais, os cristãos costumam ser tratados como cidadãos de segunda classe e isso influencia até no mercado de trabalho.

Baher e toda a sua família são cristãos e sempre enfrentaram perseguição na região do Alto Egito (região norte do vale do Rio Nilo). Aos 13 anos, ele precisou arriscar a vida diariamente ao trabalhar em uma pedreira, juntamente com seu irmão mais velho.  Ele parou de ir à escola, porque os pais não puderam pagar sua educação e estavam doentes.  

“Os jovens de nossa comunidade estão sempre sob intensa pressão. Somos obrigados a trabalhar na pedreira, pois não há outra alternativa de trabalho. Tive medo só de pensar em ingressar no trabalho do meu irmão, mas a escolha não foi minha. Trabalhar nas pedreiras é assustador e horrível. Todos os anos, vemos várias mortes e feridos por causa das condições de trabalho”, conta o cristão.

O fim da esperança

Em um dia de verão, Baher estava carregando pedras quando foi atingido por uma máquina. O jovem cristão foi levado para o hospital e dias depois descobriu que havia perdido um dos braços. “Eu realmente percebi o tamanho do desastre quando cheguei em casa inválido. Desisti da vida. Eu me odiava e odiava a Deus porque pensava que ele era a razão de tudo o que me acontecia. Ele não era bom para mim, culpei Deus”, revela Baher.


O cristão tem quatro irmãs, mas elas não podem trabalhar, pois vivem em uma comunidade islâmica rígida que não permite que garotas e mulheres estude


trabalhem. “Espera-se que as mulheres se casem, sirvam e satisfaçam exclusivamente as necessidades e expectativas de seus maridos”, explica o jovem.


Seis anos depois do acidente de Baher, o irmão dele adoeceu, mas o empregador não permitiu que ele descansasse e nem procurasse um médico. Com fortes dores, os pulmões do trabalhador estavam cheios de poeira inaladas no trabalho. Por ter que suportar a situação, o irmão de Baher ficou com os batimentos acelerados e morreu no hospital, enquanto o médico foi pegar o estetoscópio para fazer os primeiros exames.


A revolta de Baher contra Deus só aumentou e ele deixou de frequentar a igreja local. Mas apesar do desânimo, ele tentou sustentar a própria família, a cunhada e os sobrinhos. “Comecei a transportar cascalho, areia e outros materiais leves de construção. No entanto, ninguém queria me contratar”, afirma.

Socorro na angústia

Baher se sentiu impotente por não conseguir sustentar sua família com suas próprias forças. Ele ainda não conseguia perceber o cuidado e a provisão de Deus com ele, mas um dia foi visitado pelos parceiros locais da Portas Abertas.

Peça agora seu Curso de Estudos Bíblicos Gratuíto!

 Para muitos milhões, a Palavra de Deus é um território inexplorado e desconhecido. Contudo, a Bíblia não é apenas projetada para ajudar os homens a lidar com um mundo cheio de todos os tipos de crise. 

Ela também contém a Boa Nova do Reino de Deus mostrando como Deus vai resolver os muitos problemas que existem neste mundo que de dia a dia está cada vez mais perto duma grande catástrofe. Nesta lição, você vai descobrir como a Bíblia revela grandes verdades que, quando compreendidas, podem transformar sua vida numa maneira que você nunca imaginou.

Veja a seguir, alguns tópicos do Curso de Estudo Bíblico Porque a Bíblia é a Palavra de Deus?

1º - Como Deus Revela O Seu Conhecimento?

2º - Como a Bíblia Ajuda a Reparar Relacionamentos Rompidos?

3º - Por Que Deus Criou o Home?

Para solicitar agora mesmo seu Curso de Estudos Bíblicos GRATUITAMENTE, clique no BANNER A SEGUIR:

Como Vencer a Tristeza, o Desespero, a Ansiedade, o Ódio e até Mesmo a Morte

 Em meio aos desafios e dificuldades da vida, temos uma promessa gloriosa: em Jesus, podemos vencer a tristeza, o desespero, a ansiedade, o ódio e, um dia, até mesmo a morte.


A tristeza muitas vezes nos assola quando nos deparamos com perdas, decepções e tribulações. No entanto, a palavra de Deus nos conforta, pois Jesus disse: "Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados" (Mateus 5:4). Ele é o nosso refúgio e fortaleza, um socorro bem presente nas horas de angústia.

O desespero pode nos envolver quando nos sentimos sem saída ou sem esperança. No entanto, em Jesus, encontramos a verdadeira esperança que não decepciona. Ele disse: "No mundo, vocês terão aflições, mas tenham coragem! Eu venci o mundo" (João 16:33). Jesus é o caminho, a verdade e a vida, e Nele encontramos a força para enfrentar qualquer situação.


A ansiedade pode nos consumir, mas a Palavra nos orienta a lançar todas as nossas preocupações sobre o Senhor, porque Ele cuida de nós (1 Pedro 5:7). Jesus nos ensina a buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e Sua justiça, prometendo que todas as coisas necessárias nos serão acrescentadas (Mateus 6:33). Em Cristo, encontramos a paz que excede todo entendimento, guardando nossos corações e mentes.


O ódio pode nos corroer, mas Jesus nos ensinou o mandamento supremo: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mateus 22:37-39). O amor de Cristo em nós nos capacita a perdoar, a ser compassivos e a viver em harmonia com os outros. Ele nos exorta a abençoar aqueles que nos perseguem, a fim de vencer o mal com o bem (Romanos 12:21).


E, por fim, a morte, o último inimigo, foi vencida por Jesus Cristo através de Sua ressurreição. Ele disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá" (João 11:25). Por Sua obra redentora, temos a esperança da vida eterna junto a Ele.


Portanto, meu querido(a) amigo(a), em Jesus Cristo, encontramos a vitória sobre todos esses desafios. Ele é a fonte da alegria verdadeira, do consolo divino e da paz duradoura. Permita que Ele guie seus passos, confie em Sua graça e experimente a transformação que só Ele pode realizar.


Que o amor e a paz de Cristo transbordem em sua vida hoje e sempre.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

“Nós derrotamos o bolsonarismo”, diz ministro do STF em congresso da UNE

 O posicionamento do ministro gerou críticas nas redes sociais.


Em um capítulo que causa repulsa e vergonha para a democracia do país, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse neta quarta-feira (12) que o Brasil derrotou o bolsonarismo, durante 59° Congresso do movimento esquerdista UNE (União Nacional dos Estudantes), realizado em Brasília (DF).

“Só ditadura fecha Congresso, só ditadura cassa mandatos, só ditadura cria censura, só ditadura tem presos políticos”, declarou. “Nós percorremos um longo caminho para que as pessoas pudessem se manifestar de qualquer maneira que quisessem”, falou.

Curiosamente, a fala de Barroso se deu no momento em que ele estava sendo alvo de protesto, quando foi vaiado por estudantes ligados à extrema-esquerda, por conta de seu posicionamento no julgamento sobre o piso da enfermagem. Eles também acusaram Barroso de articular golpe no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

O posicionamento do ministro gerou críticas nas redes sociais, já que como ministro do Supremo ele deveria manter uma postura isenta diante da polarização política, mas foi um dos integrantes da Corte que atuou contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Fiel à Mensagem do Evangelho

 Uma seita é qualquer movimento religioso que tem ensinos e/ou práticas que se afastam das doutrinas do cristianismo histórico e ortodoxo.

Ron J. Bigalke


Uma seita é qualquer movimento religioso que tem ensinos e/ou práticas que se afastam das doutrinas do cristianismo histórico e ortodoxo. Esse afastamento significa o abandono, a distorção ou a oposição de doutrinas e ensinos do cristianismo bíblico. Ser ortodoxo significa afirmar as crenças e ensinos que são considerados fundamentais pela maioria dos cristãos desde que a igreja foi formada em Pentecostes, no primeiro século.

Seitas surgem por diversos motivos. Especificamente, seitas se originam ao adicionar-se crenças e ideias espúrias e não ortodoxas à fé cristã. As seitas eliminam certas doutrinas e verdades bíblicas da fé cristã, o que é frequentemente expresso pela negação de ensinamentos bíblicos fundamentais. Elas desenvolvem certas verdades isoladas, e então as distorcem ou as enfatizam em demasia. Seitas tentam combinar várias crenças e fés religiosas em um sistema doutrinário unificado, e prosperam através de completa fraude.

Embora elas afirmem estar alinhadas com o cristianismo, as seitas invariavelmente não acreditam que a salvação seja um presente da graça de Deus, a qual vem até o pecador somente por meio da fé no Senhor Jesus Cristo.

Embora elas afirmem estar alinhadas com o cristianismo, e possam até mesmo confessar crer em Jesus, as seitas invariavelmente não acreditam que a salvação seja um presente da graça de Deus, a qual vem até o pecador somente por meio da fé no Senhor Jesus Cristo. Esses grupos podem até afirmar ensinos que são contrários ao que Jesus ensinou. Eles não afirmam ou reconhecem a Bíblia como a autoridade suprema e final em todas as questões de crença, doutrina e fé.

Embora as seitas afirmem crer em Jesus, elas ensinam que ele não é suficiente para a salvação e, portanto, é preciso fazer outras coisas além de crer nele. As seitas afirmam que a salvação é alcançada por meio de Jesus mais as obras. Quando o livro de Gálatas foi escrito, os judaizantes estavam declarando o mesmo erro: “Creia em Jesus Cristo, mas há também coisas maravilhosas a serem acrescentadas ao que você crê”. Os judaizantes pregavam o evangelho mais a observância da lei de Moisés.

Nos dias atuais, falsificações do evangelho da graça de Deus – por meio da fé em Jesus Cristo – pregam o evangelho “mais” suas ideias e crenças extrabíblicas, sua organização religiosa, seus regulamentos, suas regras e (supostas) revelações especiais. Em resposta a esses falsos ensinos que acrescentam ao evangelho da graça, a Bíblia declara: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu pregue a vocês um evangelho diferente daquele que temos pregado, que esse seja anátema” (Gálatas 1.8).

Na igreja primitiva, um grupo denominado “judaizantes” surgiu, desafiando a liberdade do cristão. A palavra judaizante é derivada do verbo grego ioudaizo, que significa “viver de acordo com os costumes judeus”. A palavra aparece em Gálatas 2.14, onde Paulo confrontou Pedro por forçar os cristãos gentios a se “judaizarem”. Os judaizantes ensinavam que a pessoa recebia a aprovação de Deus conformando-se à lei de Moisés. A doutrina deles era uma combinação da graça (por meio de Cristo) e das obras (obediência à Lei).

Os judaizantes negavam que a salvação (justificação) e a maturidade (santificação) são pela graça mediante a fé em Jesus Cristo. Infelizmente, o falso ensino deles estava influenciando muitos cristãos. Até mesmo hoje, muitos se perguntam se a graça de Deus é verdadeiramente suficiente, de forma que se tornam dependentes de algumas boas obras – apenas para se garantir. Em vez de viver pela fé, muitos que professam ter fé em Cristo avaliam sua suposta justiça por meio da adesão a um conjunto de padrões religiosos. O que as pessoas precisam entender é que lutar para estar “no lado seguro” pode resultar em se estar “no lado errado”.

Gálatas foi escrito para engrandecer a graça de Deus na salvação e para explicar a natureza da liberdade cristã. Em Gálatas 1.1, Paulo se identifica como “apóstolo” (que significa “enviado”). O apostolado de Paulo não era de uma origem secundária, pois viera diretamente “por Jesus Cristo e por Deus Pai”. O único meio de Paulo receber seu apostolado do Senhor Jesus era Cristo ter ressuscitado dos mortos, uma vez que sem ele não haveria evangelho a ser proclamado ou qualquer autoridade apostólica. Embora tenha recebido sua comissão diretamente de Cristo Jesus, o apóstolo não trabalhava sozinho, e por isso reconheceu “todos os irmãos que estão comigo” (v. 2).

A vida cristã também é semelhante a uma corrida, e os cristãos precisam ter certeza de estarem no caminho correto e dirigindo-se ao alvo correto.

Duas coisas são incríveis no livro de Gálatas: a graça de Deus e a tolice daqueles que estavam abandonando o evangelho da graça “para outro evangelho” (v. 6). Exatamente como as seitas de hoje em dia, a combinação de lei e graça dos judaizantes não era nenhuma boa nova, pois era uma distorção da verdade (v. 7). Acrescentar ou subtrair algo da mensagem do evangelho é destruí-la, e é por isso que uma pessoa que proclama um evangelho que exige mais do que a graça de Deus para a salvação merece ser “anátema”, ou amaldiçoada (v. 8-9).

A defesa de Paulo de seu apostolado era crucial, pois Deus revelou a verdade do evangelho através dele (2.1-10). Os crentes atuais são inteiramente subservientes a essa revelação. Falsos mestres estavam influenciando os cristãos para que estes obedecessem à lei de Moisés para sua salvação, o que fez com que Paulo temesse ter “corrido em vão” (v. 2). A vida cristã também é semelhante a uma corrida (v. 1-5; 5.7; 1Coríntios 9.24-27; Filemom 2.16; 3.14; 2Timóteo 4.7-8; Hebreus 12.1-2), e os cristãos precisam ter certeza de estarem no caminho correto e dirigindo-se ao alvo correto. Os judaizantes estavam tentando colocar os crentes verdadeiros em cativeiro e, assim, desviá-los (Gálatas 5.7). Deus confiou o evangelho da graça ao seu povo, e este precisa guardá-lo e compartilhá-lo com outros (2.6-10).

Deus não procurou os que são “de maior influência” (Gálatas 2.6); pelo contrário, ele procura aqueles que são ministros e encarregados fiéis (1Coríntios 4.1-2). Qual é o requisito para ministros? A única coisa que realmente importa para eles é ser encontrado fiel àquele cuja propriedade é administrada. Deus é aquele a quem todos os servos devem prestar contas, pois o sucesso será julgado apenas por ele (1Coríntios 3.2-5). Entender que o serviço a Deus é uma responsabilidade concedida por ele para ser administrada em seu nome é indispensável.

Quando há a possibilidade de que outra pessoa esteja prejudicando o seu ministério fiel, é frequentemente necessário confrontar esse indivíduo para garantir que tudo o que você realizou não seja desfeito. A explicação pessoal de suas intenções pode gerar bênção, em vez de desacordo. Quando seus objetivos são rejeitados, você se encontrará em conflito, contudo, é prudente seguir o exemplo bíblico de confrontação visto em Gálatas 2. Sempre haverá indivíduos que espalham falsidades, todavia, os ministros de Deus nunca devem abandonar a verdade. Confrontar o erro é sempre necessário; mas não negligencie a unidade dos crentes verdadeiros (cf. Efésios 2.11-22).

Embora seja fácil entrar em conflito ao promover uma boa causa e ao combater o erro por amor aos princípios bíblicos, é sábio acolher com alegria todos aqueles que estão de acordo com você. Divisões artificiais e desnecessárias frequentemente surgem devido ao zelo de alguém por aquilo que é verdadeiro. Paulo se opôs a Pedro, mas também reconheceu que Deus “operou eficazmente em Pedro” e “operou eficazmente” também nele (Gálatas 2.8).

Ron J. Bigalke (Ph.D., Tyndale Theological Seminary) fundou em 1999 a missão Eternal Ministries junto com sua esposa. Membro da diretoria do Ministério Chamada nos Estados Unidos, Bigalke colabora frequentemente em revistas, livros e artigos para a internet. Além disso, é o editor-geral de quatro obras. Sua ênfase atual está nas áreas de apologética, estudo bíblico, pensamento eclesiástico, historiografia, teoria política e teologia. Casado com Kristin, possui dois filhos.

sábado, 8 de julho de 2023

O que diz a Bíblia sobre conversão?

 A conversão marca o início de uma jornada de fé e discipulado.

Bíblia enfatiza a necessidade do arrependimento como parte essencial da conversão. O livro de Atos 3:19 declara: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados”. O arrependimento envolve um reconhecimento sincero dos pecados, uma mudança de mente e uma decisão de abandonar o estilo de vida contrário aos princípios de Deus. É um convite amoroso para voltar-se para Deus e receber a Sua graça redentora.

A Transformação Interior

A conversão vai além do arrependimento externo; é uma transformação interior que ocorre pela obra do Espírito Santo. Quando alguém se converte, torna-se uma nova criação em Cristo, como afirma 2 Coríntios 5:17: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação: as coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

A Confissão de Jesus como Senhor

A Bíblia destaca a importância de confessar Jesus como Senhor e crer na Sua ressurreição. Romanos 10:9 afirma: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Essa confissão pública de fé em Jesus Cristo é um passo significativo na jornada da conversão, pois demonstra uma entrega total a Ele como o Senhor da vida.

O Batismo como Símbolo de Conversão

O batismo é um ato de obediência e identificação com Cristo que muitos crentes realizam após sua conversão. O livro de Atos 2:38 revela: “Respondeu Pedro: ‘Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo'”. O batismo simboliza a morte para o pecado e a ressurreição para uma nova vida em Cristo, sendo um testemunho público do compromisso com Jesus.

A Persistência na Caminhada da Fé

A conversão marca o início de uma jornada de fé e discipulado. O caminho cristão envolve uma busca constante pela santidade e uma vida de obediência aos ensinamentos de Jesus. A conversão não é um evento isolado, mas um processo contínuo de crescimento espiritual e renovação interior.

Jesus afirmou em Mateus 18:3: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”. Essa passagem nos lembra da necessidade de humildade, dependência de Deus e de uma postura de aprendizado constante.

Cristão é acusado de blasfêmia no Paquistão por compartilhar versículo no Facebook

Cristão é acusado de blasfêmia após publicar versículos bíblicos no Facebook no Paquistão.

Na sexta-feira (30) a polícia no Paquistão acusou um cristão de blasfêmia depois que ele postou versículos bíblicos no Facebook que enfureceram muçulmanos, causando a fuga dezenas de famílias cristãs de uma vila próxima à cidade de Sargodha.

Segundo Morning Star News, as tensões aumentaram na vila de Chak 49 Shumaali, província de Punjab, após Haroon Shahzad, de 45 anos, postar em sua página do Facebook 1 Coríntios 10:18-21, sobre comida sacrificada a ídolos, no momento em que os muçulmanos iniciavam o festival de Eid al-Adha (Festa do Sacrifício), que envolve o abate de um animal e o compartilhamento da carne.

Nesse sentido, um morador muçulmano tirou uma captura de tela da postagem, enviou para grupos locais de mídia social e acusou Shahzad de desrespeitar a tradição abraâmica de sacrifício de animais e comparar os muçulmanos a pagãos. Eid al-Adha comemora Deus fornecendo um cordeiro para que Abraão sacrificasse em vez de seu filho.

Desse modo, na passagem postada de 1 Coríntios, o Apóstolo Paulo afirma que os sacrifícios pagãos são oferecidos a demônios. De acordo com Tahir Naveed Chaudhry, residente de Sargodha, cristão e ex-legislador, Shahzad não fez nenhum comentário na postagem.

Além disso, Chaudhry disse que ele e outros líderes cristãos locais começaram a monitorar as tensões na quinta-feira à noite (29) e estavam em contato com a administração do distrito e as autoridades policiais. Quando souberam que multidões de outras vilas haviam começado a se reunir após os anúncios da mesquita, eles informaram a polícia do distrito de Sargodha.

“A polícia chegou à vila a tempo e impediu qualquer ataque aos cristãos ou danos à propriedade. No entanto, a presença policial não impediu as multidões de fazerem slogans inflamatórios. Temendo que a situação pudesse fugir do controle, a maioria das famílias cristãs fugiu de suas casas, deixando tudo para trás”, disse Chaudhry.

Desta forma,  Shahzad se escondeu na noite de quinta-feira (29) junto com sua esposa e seus seis filhos. Na sexta feira a polícia registrou um caso contra Haroon sob as seções 295-A e 298, sob pressão das multidões apoiadas pelo extremista Tehreek-e-Labbaik Pakistan (TLP). A polícia deteve duas cunhadas de Shahzad na tentativa de pressioná-lo a se entregar.

Por fim, seus seis irmãos também se esconderam, temendo por suas vidas. Haroon deletou a postagem quando ouviu que algumas pessoas estavam usando isso para inflamar os sentimentos religiosos. A Seção 298 prevê até um ano de prisão e multa, ou ambos, por ferir sentimentos religiosos. A polícia o levou na terça-feira (4) para “custódia protetora” apesar da obtenção da fiança pré-prisão.

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Mais de cinco mil famílias são socorridas na Síria

Parceiros locais estão ajudando as vítimas dos terremotos a se restabelecerem.

A devastação causada pelo terremoto no dia 6 de fevereiro deste ano na Síria e na Turquia foi muito grande. Imediatamente, parceiros locais da Portas Abertas se mobilizaram com os Centros de Esperança para oferecer socorro imediato para as vítimas na Síria.  


Restauração de casas e cuidados pós-trauma
 


Os projetos foram organizados em três fases de curto, médio e longo prazo. A curto prazo foram entregues doações únicas para famílias cristãs em necessidade extrema. Quatro mil famílias cristãs receberam uma ajuda única de 90 dólares. 
 


Na segunda fase, 3.038 famílias que continuaram em necessidade extrema receberam a doação mais uma vez e outras 2.800 receberão auxílio durante seis meses. No total, 5.038 famílias foram socorridas. 
 


A médio prazo, iniciou-se o projeto de restauração de casas. Até agora, foram concluídos os reparos de 265 apartamentos e casas, outras 518 residências estão com a restauração em andamento e 2.600 casas e apartamentos de cristãos estão na lista de espera.
 


Já a longo prazo, há o programa de 
cuidados pós-trauma. Cristãos recebem aconselhamento e apoio emocional em hospitais e clínicas. A partir deste mês, as crianças também participarão de acampamentos de férias e outras atividades voltadas a elas que ajudem a aliviar o fardo emocional que têm enfrentado. A expectativa é de que 10 mil pessoas sejam beneficiadas pelos cuidados pós-trauma. 


Esperança para Rouwayda
 


A cristã Rouwayda, que é mãe de três filhos, foi uma das beneficiadas pela ajuda. Ela teve que fugir de casa, pois a estrutura foi completamente destruída. “Acordamos assim que os tremores começaram e fomos o mais rápido possível para a porta. A casa inteira desabou”, conta a cristã.
 


Depois de dois meses, ela está feliz e segura em uma casa alugada com a ajuda de parceiros da 
Portas Abertas. “Agradecemos a Deus e o louvamos por tudo que tem feito. Minha vida foi completamente mudada. Estamos na nova casa graças à generosidade das pessoas. Essa é a vontade de Jesus. Ele mudou minha vida”, conclui Rouwayda. 


Continue orando pelas famílias cuja casa já está em processo de restauração e pelas que aguardam na lista de espera para que em breve possam voltar para casa. Agradecemos a Deus por tantas famílias recomeçando a vida e pelas doações dos nossos parceiros que permitiram que a ajuda chegasse onde era necessário. Obrigado!
 


Ajuda emergencial para cristãos sírios   
 

As feridas na Síria são profundas, mas não maiores do que a graça e o poder de Deus. Com uma doação, você contribui com o trabalho dos Centros de Esperança que oferecem alimentos, remédios e cuidados pós-trauma para reconstrução da comunidade cristã na Síria.


VOCÊ ESTÁ PROTEGIDO CONTRA A GORDURA NO FÍGADO?

 


1 em cada 4 pessoas terá um fígado gordo, doença que pode progredir para 3 diferentes estágios.

domingo, 2 de julho de 2023

Você se lembra da cristã iraniana Sahar?

 Veja as últimas notícias sobre o trabalho dela com cristãs refugiadas.

Em março deste ano, compartilhamos o testemunho da cristã Sahar e o ministério dela com cristãs de origem muçulmana. Recentemente, recebemos notícias sobre a cristã, sua família e as mulheres que discipula.   


Depois de um longo período na prisão no 
Irã, assim que Sahar foi liberta da prisão, ela e a família fugiram do país. Ela vive agora em um país vizinho onde mantém a promessa que fez a Deus de ajudar cristãs recém-convertidas que vieram de contexto islâmico. “Faço o que posso. Estou do lado delas, as consolo, aconselho e oro por elas”, ela conta.  

 

Apenas uma mulher 


Na igreja da qual participa atualmente, Sahar é responsável pelo ministério de mulheres. Ela organiza encontros de oração e faz aconselhamento e grupos de estudos bíblicos com mulheres. Sahar compartilha as boas novas com refugiadas iranianas e afegãs em encontros online e presenciais. 
 

 

“Eu claramente me lembro de que Deus me chamou para servi-lo entre as nações. Minha resposta foi: ‘Senhor, eu sou apenas uma mulher. O que posso fazer?’. Mas agora, passados 18 anos, olho para trás e vejo como Deus transformou minha vida e está me usando segundo seus propósitos e promessas”, conta a cristã com um sorriso no rosto.     

Mulheres e meninas cristãs têm muitas necessidades. Elas precisam ser ouvidas, se sentirem amadas, precisam de orações, aconselhamento, ensino e recursos. Quero ajudá-las o máximo que puder. Deus me deu uma visão e a estou seguindo. No entanto, desafios são inevitáveis.” 

 

Trauma secundário 

 

O ano de 2023 tem sido ainda mais desafiador. “O local onde estou tem limitações, dificuldades e fatores que geram preocupações para mim como mãe. Estou sob muita pressão. Passo o dia trabalhando desde a manhã até cinco horas da tarde em um projeto de tradução da Bíblia do persa para azeri, um dialeto turcomano. Depois disso, vou a inúmeros encontros”, ela conta.    

 

“Esses encontros são pesados. Escuto as histórias de sofrimento, perseguição e dificuldades que as refugiadas iranianas e afegãs enfrentam todos os dias. Algumas vezes, é pesado demais. É o que eles chamam de trauma secundário, mas Deus continua me curando diariamente e assim sigo em frente e posso continuar meu trabalho.” 


Líder cristão é açoitado e exilado no Irã

  Saheb esteve preso por quase cinco anos e agora enfrenta uma nova condenação.

No último domingo, 25 de junho, o líder cristão Zaman Saheb, de 42 anos, que já havia cumprido aproximadamente cinco anos de prisão descobriu que o perdão oferecido em fevereiro deste ano pelas autoridades iranianas foi parcial, resumindo-se à saída da prisão, não à sentença de chicotadas e do exílio.  

 

Ele havia viajado da sua cidade natal, Rasht, no Norte do Irã, para a capital, Teerã, para regularizar a escritura da casa usada para pagar a fiança dele enquanto esteve preso. Porém, quando foi recuperar a propriedade, as autoridades disseram que ele não havia cumprido a sentença completa.  

 

Separado da família 


Ele recebeu 50 chicotadas e cumprirá dois anos de exílio na cidade de Nehbadan (Sudeste de Teerã). A esposa dele, Marjan, o esperava no lado de fora do prédio sem saber que ele estava sendo açoitado. 
 

 

Saheb foi condenado por liderar uma igreja doméstica para cristãos de origem muçulmana como ele, o que foi considerado como “disseminação de propaganda contra o regime”. Ele foi levado para a cidade de Nehbadan, perto da fronteira com o Afeganistão, e deve permanecer ali em exílio.  

 

Marjan cuidará sozinha da mercearia que ela e Saheb abriram pouco depois da saída dele da prisão em fevereiro e das duas filhas do casal. Ela está se preparando para mais uma vez ficar longe do marido.  

 

Julgamento irregular 

 

O amigo e companheiro de ministério, pastor Yousef Nadarkhani, que foi preso na mesma época que Saheb também foi açoitado depois de sair da prisão e submetido a dois anos de exílio em Nikshar, a mais de 720 km de Nehbandan, cidades que ficam nas duas províncias mais pobres do Irã, onde é difícil conseguir emprego.  

 

É comum que o julgamento de cristãos no Irã aconteça de modo irregular e mesmo depois de sair da prisão eles enfrentem novas condenações. Contamos com suas orações por Saheb e sua família e por todos os cristãos exilados no Irã.  

 

Socorro para cristãos presos 

Cristãos iranianos com frequência são vítimas de prisões arbitrárias, sem julgamento adequado e itens de necessidade básica, como remédios. Tudo por causa da fé em Jesus. Socorra cristãos presos no Irã com uma doação 


Deus, o Sofrimento e a Felicidade

 O salmista diz que na presença de Deus há alegria plena (Sl 16.11). Como ficamos, porém, quando honestamente procuramos essa plenitude no Senhor e mesmo assim parecer que não a encontramos?


Agostinho de Hipona sabia: “Para qualquer um que saiba usar sua inteligência, está claro que toda pessoa quer ser feliz”. A grande arte da vida é buscar felicidade e realização no lugar certo, porque há só um que nos pode tornar plenamente felizes: o único que é perfeito – Deus. Em outras palavras: “Buscar a Deus, encontrar a felicidade”.

Porém, é mais fácil dizer isso do que experimentar. Os vales podem se tornar muito escuros quando nos estendemos para a realização em um Deus que não enxergamos, não ouvimos e não sentimos. Encontrar a felicidade em Deus é uma luta, não um passeio. Por quê?

Encontramos a resposta numa oração do apóstolo Paulo. Ele confessa o anseio que arde em seu coração e, com isso, também revela como podemos encontrar verdadeira felicidade apesar de todas as lutas, tribulações e trevas que possivelmente nos atormentem. Ele escreve: “Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos” (Fp 3.10-11).

O que ele quer dizer com isso e o que isso significa para o “buscar a Deus, encontrar a felicidade”?

Conhecer Cristo

Toda felicidade divina e verdadeira começa com Jesus Cristo. Quem quiser saber como Deus é, precisa buscar Jesus (cf. Jo 1.18). Ele revela Deus para nós e diz: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas” (Mt 11.28-29).

Paulo diz que quer conhecer Cristo. “Buscar a Deus, encontrar a felicidade” começa com uma decisão voluntária da nossa parte. Por intermédio de Cristo, Deus já nos disse “eu quero”. Nosso “sim” para Deus pode, porém, ser difícil. Nós não o vemos nem sentimos porque ele está acima de tudo o que existe. Ele é Deus; nós, não. Muitos imaginam Deus como o ser supremo no topo da escala. Então nos aproximamos dele como também nos aproximaríamos de outros seres. Isso, porém, é um erro. Ele está além da escala e nos cerca por todos os lados.

Que distância existe entre uma formiga e um homem? Ela é muito grande. Mesmo uma criancinha consegue esmagar uma formiga. Na escala da existência, a formiga está muito abaixo de nós. Mesmo assim, contudo, participamos da mesma escala. Tanto homens como formigas são criaturas.

Qual é a distância entre um anjo e um homem? Diríamos que é muito grande porque não podemos enxergar os anjos. Eles são muito mais poderosos do que nós. Mas é interessante que a carta aos Hebreus indica que, na verdade, a humanidade é só “um pouco” inferior aos anjos (cf. Hb 2.9). Seja como for, a distância existe e, por sua natureza diferente, os anjos parecem inacessíveis. Quando o profeta Daniel viu um anjo em sua glória, sua reação foi: “Fiquei sem forças, muito pálido, e quase desfaleci” (Dn 10.8b). Ainda assim, estamos na mesma escala. Tanto anjos quanto homens são criaturas.

Qual a medida da distância entre Deus e o homem? Ainda maior? Talvez trilhões de vezes maior que entre anjos e homens? NãoNão há como medir a distância porque Deus e o homem não estão na mesma escala. Ele é Criador, nós somos criaturas. A distância entre nós é infinita, uma eternidade imensurável e incontável. Deus é Deus, e por isso é tão difícil para nós reconhecê-lo. Ele nem está em nossa escala. Ele é.

Por isso, se quisermos encontrar a felicidade, precisamos dizer: “Sim, eu quero”. Quero conhecer esse Deus que não consigo enxergar. Quero conhecer esse Deus com quem ser nenhum pode concorrer. Quero conhecer esse Deus impossível de ser manipulado ou influenciado. Quero conhecer esse Deus tão diferente de mim.

Na prática, o nosso “sim” significa que tudo o que fazemos ou omitimos, faremos ou omitiremos para o Senhor. Tal como Paulo expressa, toda a nossa vida deve proclamar: “Sim, eu quero!”.

"Devemos buscar em nossa vida diária o que é verdadeiro, bom e belo. Por quê? Porque Deus é assim. Ele é amor, bondade, paz, pureza e toda virtude perfeita."

Mas como será possível fazer isso se Deus está além de toda a natureza e de todo ser? Normalmente sabemos como induzir a reação de outras criaturas a nós. Mas como ficamos com um Deus diante do qual não podemos fingir nada, absolutamente nada? Afinal, Jesus disse que em nossas orações não devemos ficar repetindo coisas como os pagãos, que pensam poder “convencer” Deus com a abundância do seu falatório a finalmente se mover na direção deles.

Paulo dá a resposta no contexto de um apelo a uma alegria genuína: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fp 4.8).

Em nossa vida diária devemos buscar o que é verdadeiro, bom e belo. Por quê? Porque Deus é assim. Ele é amor, bondade, paz, pureza e toda virtude perfeita. É com isso que devemos alinhar nossa vida.

“Quero conhecer Cristo”, diz Paulo, e Cristo não é apenas uma ideia, um ideal, uma abstração ou um nobre pensamento – não, ele é tudo o que é verdadeiro, nobre, direito, amável, convincente e louvável, tudo o que se chama virtude. Por isso dizemos com tudo o que somos: “Eu quero”. Não só porque queremos nos tornar pessoas melhores, mas porque queremos obter o Melhor.

A bem-aventurança da vida eterna consiste em reconhecer o Perfeito: Deus Pai e o Filho Jesus Cristo em comunhão com o Espírito Santo (cf. Jo 17.3). Reconhecer é mais do que conhecer. É união, comunhão íntima – uma união que permeia todo o nosso ser. Como Jesus Cristo é aquele que nos esclarece a respeito do Deus invisível no céu, a felicidade é estar guardado com Cristo em Deus. Quanto mais reconhecermos Cristo na prática e não só na teoria, tanto mais felizes seremos.

O poder da sua ressurreição e a comunhão dos seus sofrimentos

Assim como somos, porém, não somos capazes de buscar a Deus de modo perfeito e de encontrar a felicidade. Muitas vezes fracassamos, tropeçamos e nos equivocamos, mesmo não querendo. Com nossas limitações, simplesmente não temos forças para permanecer ininterruptamente com o Deus ilimitado. É como um arco continuamente retesado. Ele acabará quebrando sob essa tensão. Seria o que nos ocorreria se em nossa imperfeição tivéssemos de nos estender continuamente para o Perfeito.

É algo que não suportaríamos. Falando figuradamente, estouraríamos. Internamente somos agredidos pelo veneno da morte, mas Deus é a fonte da vida. Morte e vida são incompatíveis. Uma tragará a outra. Enquanto formos da terra, não podemos prevalecer diante do celestial. Isso torna a plena felicidade inalcançável para nós em nosso corpo.

Por isso é tão importante reconhecer Cristo. Por meio dele, a divindade uniu-se com a humanidade. Ele se tornou o que nós somos para que possamos ser o que ele é. Em nosso favor ele tragou a morte de dentro para fora. No terceiro dia ele ressuscitou dos mortos. Como Deus-homem, ele vive eternamente. Ele é o fundador da nova humanidade que venceu a morte e está unida a Deus. Essa é a força que ele nos quer dar, ou seja, a força da sua ressurreição. Ele quer nos libertar da morte e de tudo o que nos separa de Deus.

Por essa razão, Paulo também ora pedindo que possa conhecer o poder da ressurreição dele. Porque esse poder que o ressuscitou também habilitará nosso coração para a perfeita felicidade. Cristo é tudo para nós: “É, porém, por iniciativa dele que vocês estão em Cristo Jesus, o qual se tornou sabedoria de Deus para nós, isto é, justiça, santidade e redenção” (1Co 1.30).

Onde quer que estejamos, reportamo-nos a Cristo e ao poder da sua ressurreição.

Contudo, é mesmo assim fácil simplesmente não sentirmos essa bem-aventurança que nos é prometida. Segundo Salmos 88.18, as trevas são a nossa única companhia. – Mesmo se dissermos ou até gritarmos “eu quero” em tudo o que nos diz respeito.

Com isso então chegamos ao grande e assustador mistério da fé cristã, que é a cruz. O Deus que nos conduz à felicidade não se revela por meio de um Jesus qualquer, mas por meio do Jesus crucificado (cf. 1Co 2.2). Na cruz vemos como o Deus invisível realmente é em toda a sua glória (cf. Jo 17.1ss). É como Paulo orou: reconhecemos o nosso Senhor na comunhão dos seus sofrimentos.

Comunhão é mais do que relacionamento: significa participar. Quem quiser ter mais parte no Senhor (portanto, quem cresce na comunhão com ele), também participará dos sofrimentos do seu Senhor.

Quando Jesus morreu na cruz, seus discípulos ficaram arrasados. Eles haviam imaginado de forma bem diferente a trajetória do Deus feito homem. Depois da sua ressurreição, Jesus apareceu a dois dos seus discípulos e explicou-lhes por que ele teve de morrer, mas eles não o reconheceram. Os olhos daqueles dois homens só se abriram para ele quando estava sentado com eles à mesa e partiu o pão.

A comunhão no partir do pão é um símbolo dos sofrimentos do Senhor. Isso significa que os nossos olhos serão abertos para ele quando sofrermos com ele. É no vale tenebroso que ele está conosco. É na presença dos nossos inimigos que ele nos prepara a mesa. “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles” (2Co 4.16-17).

De maneira misteriosa, Deus vai criando nossa felicidade por meio das cruzes que ele nos impõe. Se quisermos conhecê-lo como ele é, ele nos convoca a sermos heróis. Paulo aceitou esse chamado, não pela metade, mas integralmente. Ele não parou no poder da ressurreição de Cristo (o que nós gostaríamos de ter), mas continuou orando e pedindo comunhão com os sofrimentos dele.

A conformação com sua morte visando à ressurreição dentre os mortos

Em nossa procura por Deus, tudo o que nos acontece atende a um objetivo: devemos morrer e viver com o Filho de Deus, tal como Paulo diz: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20).

Ele ora pedindo comunhão com os sofrimentos do seu Senhor a fim de ser conformado à morte dele. Só depois de morrermos é que viveremos. Encontrar a felicidade significa renunciar ao nosso eu e crucificá-lo com Cristo. Mas como?

“Pecar é errar o alvo. Pecado é o espinho da morte. Pecado é a ausência de tudo o que é bom, verdadeiro e belo.”

A resposta não muito atraente para nós é: pecado. Pecar é errar o alvo. Pecado é o espinho da morte. Pecado é a ausência de tudo o que é bom, verdadeiro e belo. Pecado é o que envenena toda a nossa vida. Deixamos de desenvolver todo o nosso potencial porque os pecados nos prendem e tolhem.

A humanidade toda sofre com o pecado como se fosse uma doença incurável, contagiosa e mortal. Tornamo-nos simultaneamente vítimas e agentes do pecado. Deus nos purifica desse pecado sempre que lhe pedirmos, porque foi para isso que Jesus morreu. Seu sangue foi derramado para que a consequência do pecado, a saber, a morte e a separação de Deus, fosse destruída e ele deixe de nos ameaçar.

Apesar da purificação, da redenção e da santificação que Deus nos concede de bom grado, livre e sem acusação, as marcas do pecado sempre permanecem em nosso corpo. É como o caso de um médico que pode nos garantir a cura de um terrível câncer. Ele terá prazer em nos tratar, até de graça! A cura é certa. Jamais teremos de pagar a conta. Mesmo assim, teremos de passar pelo doloroso tratamento. As células doentes precisam morrer para que possamos nos restabelecer.

O mesmo ocorre com a salvação quando buscamos a Deus e encontramos a felicidade. Deus trabalha em nós a fim de nos preparar para sua indizível glória. E esse é o caminho através do deserto, penetrando na escuridão, onde ele se torna incompreensível para nós e onde seu amor nos fere para que possamos ser curados.

Morrer não é algo bonito. A morte não se acompanha de sentimentos de bem-estar. Nossa natureza se defende contra ela. Quando a morte começa a agir em nossa vida e roubar o que amamos, nós reclamamos e não entendemos mais o mundo. Mas é bem desse processo doloroso que emerge o fruto da vida eterna.

A carta aos Hebreus fala dos santos de Deus. Alguns deles aceitaram conscientemente o sofrimento e a morte e recusaram a libertação a fim de alcançar uma ressurreição melhor. – Deus nos molda aqui na terra para a eternidade junto dele, para a vida perfeita da ressurreição. Quanto mais aceitarmos sua atuação em nós, tanto mais ele também aumenta o vaso com que contemplaremos e assimilaremos sua indizível glória. Em última análise, isso significa que o amor de Deus nos fere para multiplicar a nossa bem-aventurança.

Paulo escreve o seguinte a respeito da transformação que Deus quer nos proporcionar: “E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito” (2Co 3.18).

Essas maravilhosas palavras não flutuam no vácuo, porque em seguida o apóstolo começa a falar na comunhão com os sofrimentos de Cristo (cf. 2Co 4.7-10). Ela está onde, com a face descoberta, contemplamos a glória do Senhor como num espelho. Essa é a misteriosa lógica da cruz.

É assim: todo aquele que ama a Deus e o busca, também o verá. Isso significa que todo vaso transbordará no céu. Porém, alguns que aceitam corajosamente a luta tornam seus vasos na terra maiores do que outros, de modo que receberão mais de Deus. Esse é o sentido da comunhão com os sofrimentos dele e a conformação com a morte dele. Quanto mais reconhecermos agora Cristo e seu poder, sofrermos e morrermos com ele, tanto mais também viveremos, reinaremos e seremos glorificados com ele na eternidade (cf. Rm 8.17-18).

Por isso não desanime se você não encontrar a felicidade imediatamente, se o seu anseio por Deus não for satisfeito do modo como você imagina e se você até precisar exclamar: “As trevas são a minha única companhia” (Sl 88.18b), porque o poder da ressurreição de Cristo levará você para a comunhão com os sofrimentos dele, na qual você perguntará: “Como?”, e se sentirá obrigado a se lamentar com a noiva no Cântico dos Cânticos:

“Eu abri, mas o meu amado se fora; o meu amado já havia partido. Quase desmaiei de tristeza! Procurei-o, mas não o encontrei. Eu o chamei, mas ele não respondeu. As sentinelas me encontraram enquanto faziam a ronda na cidade. Bateram-me, feriram-me; e tomaram o meu manto, as sentinelas dos muros! Ó mulheres de Jerusalém, eu as faço jurar: se encontrarem o meu amado, que dirão a ele? Digam-lhe que estou doente de amor” (Ct 5.6-8).

Caso você tenha aberto a porta ao seu amado e, afinal, só quiser agir segundo sua Palavra, mas parece não conseguir encontrá-lo e então, em vez disso, as sentinelas no muro baterem em você, lembre-se dessa oração do apóstolo Paulo e seu profundo significado: “Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos” (Fp 3.10-11).

René Malgo é encarregado do trabalho editorial das revistas da Chamada em alemão. Também é autor e coautor de diversos livros.