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sexta-feira, 7 de abril de 2023

O que significa acreditar na santidade da vida?

 A vida é uma dádiva de Deus e deve ser respeitada.

A crença na “santidade da vida” é baseada na ideia de que a vida humana é inerentemente sagrada, uma vez que os seres humanos foram criados à imagem de Deus, conforme descrito em Gênesis 1:26-27Embora a humanidade tenha recebido autoridade sobre outras formas de vida para matar e comer, o assassinato de outro ser humano é estritamente proibido, e a pena é a morte, como descrito em Gênesis 9:6.

No entanto, a imagem de Deus na humanidade foi corrompida pelo pecado, o que significa que a santidade da vida humana não se deve a um valor intrínseco do ser humano caído. Em vez disso, a santidade da vida se aplica à humanidade por causa da imagem de Deus presente em cada pessoa. Embora a imagem divina tenha sido manchada pelo pecado, ela ainda está presente em todos os seres humanos, o que significa que a vida humana deve ser tratada com dignidade e respeito.

A santidade da vida implica que a humanidade é mais sagrada do que o resto da criação, embora a vida humana não seja santa da mesma maneira que Deus é santo. A vida humana é santa porque é “separada” de todas as outras formas de vida criadas por Deus. Embora a santidade da vida seja frequentemente aplicada a questões como aborto e eutanásia, ela deve nos motivar a combater todas as formas de mal e injustiça que se perpetuam contra a vida humana. Isso inclui a violência, o abuso, a opressão, o tráfico humano e muitos outros males que também violam a santidade da vida.

No entanto, além da santidade da vida, existem argumentos mais convincentes contra essas questões, como os maiores mandamentos estabelecidos por Jesus em Mateus 22:37-39. Ele disse: “’Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento.’ Este é o maior e mais importante mandamento. O segundo é semelhante a este: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo.’” Esses mandamentos nos mostram que nossas ações devem ser motivadas pelo amor a Deus e ao próximo. Devemos valorizar nossas próprias vidas como parte do plano de Deus e fazer Sua vontade até que Sua vontade seja melhor atendida por nossas mortes. Devemos amar e cuidar de Seu povo, como descrito em Gálatas 6:10 e Colossenses 3:12-15. Isso inclui cuidar das necessidades dos idosos e doentes e proteger os outros de danos, seja por meio do aborto, da eutanásia, do tráfico humano ou de outros abusos.

Em resumo, a santidade da vida humana é um princípio importante na espiritualidade cristã, mas deve ser vista dentro do contexto maior dos mandamentos de amor de Jesus. Devemos amar a Deus acima de tudo e amar nosso próximo como a nós mesmos. Isso implica valorizar todas as vidas como sagradas e lutar contra todas as formas de injustiça que violam a santidade da vida.

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Ex-produtor da Nickelodeon lança série para crianças aprenderem a Bíblia

Produtor fala sobre intensa “campanha de marketing do inimigo” para tentar fazer Deus parecer mal.

Recentemente, o ex-produtor da Nickelodeon, Butch Hartman,  e sua esposa lançaram o desenho animado de 40 episódios “The Garden” (O Jardim), que também tem um aplicativo e uma Bíblia que inclui ilustrações dos personagens da série. Os primeiros seis episódios foram lançados pelo  PureFlix, Yippee e Christian Cinema.

Desta forma, Butch agora se concentra em fazer o máximo possível de conteúdo cristão para crianças e famílias. O desenho “The Garden” está centrado nos personagens Lenny, o leão, e Lucy, a cordeira. Juntos eles vivem em um jardim onde tudo o que é belo cresce e eles conseguem falar com Deus diariamente.

Assim, Deus desce como um arco-íris, fala com eles e lhes dá uma tarefa, o que normalmente não fazem bem até que reflitam sobre as Escrituras que os ensinam a melhor maneira de alcançar seus objetivos. O produtor afirma que seu objetivo é levar a Escritura o mais cedo possível ao coração das crianças.

Segundo The Christian Post, Julieann afirma que por causa do programa, as crianças estão aprendendo a buscar a Deus e a falar com Ele por conta própria. O casal compartilhou como Deus impressionou em seus corações a urgência de alcançar as crianças com a mensagem de mudança de vida do Evangelho na série.

“Eu me tornei um cristão no ano 2000, e já estava na indústria de Hollywood há cerca de nove anos. Quando conheci Jesus Cristo, todo meu coração mudou, e eu queria começar a fazer coisas para Ele (…) mas não sabia como”, conta Hartman.

Sendo assim, em 2005 Hartman teve uma ideia e não sabia o que fazer com ela. Até que em 2015, o Senhor os liderou para fazer a série. Eles fizeram sete episódios, mas não fizeram nada com eles. Ele saiu da Nickelodeon em 2018, e então, em 2021, teve a oportunidade de lançar “The Garden”.

Sendo assim, Butch apontou que existe uma campanha de marketing muito intensa que o inimigo tem colocado em prática e que tenta fazer Deus parecer mal a cada dia, e cabe as pessoas ensinar suas crianças que Deus não partiu, ele aponta que esse é o caminho estreito de que a Bíblia fala.

Por fim, Hartman descreve The Garden como uma maneira de procurar esse caminho estreito. Eles esperam que as crianças guardem as canções em seus coração e vejam esses episódios e digam: “Sabe de uma coisa? Deus é muito legal. Eu quero estar com Ele”.

“Ele é o Príncipe da paz, então se você permitir que Ele seja o Príncipe da paz em sua vida, Ele será. Estamos apenas tentando apresentar Jesus às crianças. “Ei, aqui está quem Jesus é. Conheça-o. Ele quer estar com você e conhecê-lo”, afirmou.

domingo, 2 de abril de 2023

Encarando a Morte

  

A última igreja que pastoreei era uma igreja histórica, centenária, por isso tinha um grande número de membros idosos. Uma característica, então, de meu ministério ali, foram os muitos funerais de cristãos que partiam. Devo confessar que a princípio não era um ministério pelo qual eu ansiava. Com o tempo, no entanto, passei a ser profundamente ministrado em muitas dessas situações. O testemunho daqueles que acompanharam as últimas horas dos que partiam eram de fé, esperança e até mesmo alegria. Lembro-me de uma senhora em particular, que fui visitar no hospital quando ela havia acabado de receber o diagnóstico de um câncer terminal. Conversei um pouco com ela e ela me pediu para cantarmos. Quando perguntei qual hino, ela prontamente falou: “Por tudo que tens feito, por tudo que vais fazer, eu te agradeço”. Aqui estava uma mulher cristã, viúva, que havia recebido um diagnóstico que sua vida em breve iria acabar e ela só queria agradecer!

No último artigo (Vendo com Outros Olhos) vimos como Paulo, ao perceber os frutos para o Reino advindos de sua prisão domiciliar em Roma, passou a encará-la com alegria. Nos versículos 19 a 26, ele deixa de enfatizar os frutos externos e passa a considerar de que forma seu sofrimento e possível execução o afetavam. Muito embora a maioria de nós nunca passe pelo perigo de uma execução por nossa fé, somente escaparão da morte física aqueles que estiverem vivos no retorno de nosso Senhor (1Tessalonicenses 4.15-17). Paulo, ao discorrer sobre sua possível morte, ensina-nos como podemos encarar esse evento. Os versículos 20 e 21 são particularmente reveladores:

“Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Ao contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida, quer pela morte; porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.”

No texto, Paulo afirma que espera ser libertado (o que de fato ocorreu), mas não é aí que está sua esperança e alegria. No versículo acima ele declara que quer pela morte, quer pela vida, Jesus Cristo será engrandecido. Com uma perspectiva assim, realmente a morte perde todo seu “poder”, uma vez que, se minha vida aqui terminar, minha vida na presença do Pai começará. O famoso evangelista Billy Graham disse certa vez, demonstrando na prática essa verdade: “Um dia você vai ouvir que Billy Graham morreu. Não acredite nisso. Naquele dia, eu vou estar mais vivo do que nunca! Vou ter apenas mudado de endereço”.

Com uma perspectiva assim, realmente a morte perde todo seu “poder”, uma vez que, se minha vida aqui terminar, minha vida na presença do Pai começará.

Paulo vai ainda mais longe ao afirmar no versículo 23 que “desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor”. Esta é uma pergunta fundamental de nossa fé: cremos realmente que estar com Jesus é muito melhor que nossa vida aqui? Se realmente cremos, não temos por que temer a morte. Para Paulo, mesmo com essa perspectiva, havia mais um elemento a ser considerado, que era seu chamado, seu ministério. Ele conclui esse parágrafo afirmando que sua vida será preservada, para que a igreja seja edificada. Em outras palavras, seu tempo ainda não havia terminado. O contraste com o final de sua segunda carta a Timóteo é evidente. Em 2Timóteo 4.6-7 lemos:

“Eu já estou sendo derramado como uma oferta de bebida. Está próximo o tempo da minha partida. Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.”

Voltando a Filipenses, Paulo continua seu raciocínio afirmando que, para os Filipenses, não importava o resultado do julgamento. Eles também tinham um chamado, quer Paulo fosse levado ou libertado. Esse chamado é composto de três elementos: em primeiro lugar, eles eram chamados a manter um compromisso com o evangelho (v. 27), em segundo lugar, a preservar a unidade na igreja (v. 27) e, em terceiro lugar, eram chamados a proclamar com ousadia. Sua exortação final no capítulo afirma que parte de nosso chamado inclui sofrer pelo nome de Jesus.

Esta é uma pergunta fundamental de nossa fé: cremos realmente que estar com Jesus é muito melhor que nossa vida aqui?

Pessoalmente, oro para que nossa caminhada com Jesus fortaleça nossa mente e coração e, quando chegar o dia de partirmos, caso o Senhor não venha nos buscar antes, que eu e você possamos cantar com aquela irmã:

“Por tudo o que tens feito
Por tudo o que vais fazer
Por tuas promessas e tudo o que és
Eu quero te agradecer
Com todo o meu ser
Te agradeço, meu Senhor
Te agradeço, meu Senhor
Te agradeço, meu Senhor

Te agradeço, meu Senhor.” 

Masturbação é um pecado de acordo com a Bíblia?

 Somos chamados à abnegação, não à autogratificação.

Bíblia não menciona diretamente a masturbação como um pecado, mas delineia o propósito do sexo, que envolve um relacionamento conjugal entre marido e mulher.

A masturbação, portanto, é considerada um ato desconectado do relacionamento e do propósito do sexo de acordo com as escrituras bíblicas.

Embora a Bíblia não se refira especificamente à masturbação, algumas passagens são frequentemente citadas como evidência de que a masturbação é pecado. No entanto, essas passagens não tratam diretamente do assunto, mas se referem a outros assuntos.

Por exemplo, a história de Onã em Gênesis 38:9-10 não está falando sobre masturbação, mas sobre a obrigação familiar de fornecer um herdeiro.

Jesus em Mateus 5:27-30 fala sobre pensamentos lascivos e não especificamente sobre a masturbação. No entanto, as Escrituras delineiam o propósito do sexo como um ato conjugal entre marido e mulher e enfatizam a importância do autocontrole.

Os solteiros que lutam contra o desejo sexual são incentivados a se casar (1 Coríntios 7:9), e o autocontrole é enfatizado como o melhor caminho. A satisfação sexual não é vista como uma necessidade na Bíblia, e Paulo diz aos solteiros que é melhor ficar solteiro (1 Coríntios 7:8).

Então, masturbação é pecado? Embora a Bíblia não responda diretamente, podemos observar alguns princípios:

(1) “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” ( 1 Coríntios 10:31 ). Se não podemos dar glória a Deus por algo, não devemos fazê-lo.

(2) “Tudo o que não provém da fé é pecado” ( Romanos 14:23 ). Se essa atividade não nos convence de que estamos honrando a Deus, melhor abandoná-la.

(3) “Não me deixarei dominar por nada” ( 1 Coríntios 6:12 ). Se qualquer prática está lhe dominando, algo está errado.

(4) “Eu disciplino meu corpo e o mantenho sob controle” ( 1 Coríntios 9:27 ). Ter alto disciplina é honroso diante de Deus.

(5) “O fruto do Espírito é . . . autocontrole” ( Gálatas 5:22–23 ). A masturbação é quase sempre um sinal de falta de autocontrole.

(6) “Não satisfaçam os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, para que você não faça o que quiser” ( Gálatas 5:16–17 ).