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segunda-feira, 18 de abril de 2022

E se formos infiéis?

 As tempestades do fim dos tempos são de apavorar. Por isso, assegure sua ancoragem em seu poderoso Deus.

Mas Deus é fiel!

Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Coríntios 10.13 – ARA).

Que Ele é o eternamente Fiel, isso ninguém tem a menor dúvida. Deus cumpre a Sua Palavra. Aquilo que Ele prometeu, isso será cumprido. Suas milhares de promessas soam como uma forte batida de martelo na bigorna divina: “mas Deus é fiel!”

Qual foi a resposta dos israelitas depois que Deus os salvou milagrosamente? Eles pisaram a fidelidade de Deus com seus pés. Enquanto Ele Se preocupava amorosamente pelo bem-estar deles, os israelitas entregaram-se à rebeldia, saudaram o bezerro de ouro como seu deus. Entregaram-se à devassidão. Tentaram ao Senhor. Murmuraram contra Deus. Se opuseram ao Altíssimo como se fossem crianças malcriadas. Por isso Deus permitiu que eles morressem no deserto.

Que tal, se Deus agisse assim conosco? Quantas vezes também nós O entristecemos! Apenas uma olhada ao nosso coração seria suficiente. Nosso dia a dia confirma isso.

Por esse motivo, o apóstolo Paulo nos lembra dessa chocante história de Israel e nos previne contra qualquer presunção. Seu chamado ecoa através do “dormitório” da Igreja: “Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!” (1Coríntios 10.12).

“Estar firme” não é uma brincadeira infantil. A luta espiritual exige disciplina, autocontrole e firmeza. É por isso que Paulo pede com insistência: andem na trilha correta! Cuidem para não serem subjugados por Mamom! Mantenham a pureza! Não se rebelem contra a vontade de Deus! Assim, por sermos assediados por todos os lados, deveríamos manter essa promessa viva em nossa mente: “mas Deus é fiel!”

As tempestades do fim dos tempos são de apavorar. Por isso, assegure sua ancoragem em seu poderoso Deus. Não é possível ficar parado em uma perna só! E aquele que, mesmo com as duas pernas, fica capengando, certamente em breve perderá o chão sob os pés. A verdadeira fé enxerga o mundo assim como ele realmente é, ou seja, com olhos vigilantes. Ele se opõe às ondas do maligno e está disposto a se empenhar pelo que é mais elevado. A fé vê a eterna fidelidade de Deus em tudo – mesmo que nossa vida seja atribulada.

Ah, seria desesperador se nosso Senhor Jesus apenas avaliasse nossa eficiência e fidelidade. A soma seria miserável! Abaixo do traço constaria apenas um resultado magro.

O que acontece, então, quando os ataques do inimigo se tornam mais intensos, quando forças e poderes se levantam contra nós e nos levam a grandes dificuldades?

“...mas Deus é fiel!” – Como essa ideia nos consola! Não, nosso Senhor não permitirá que o inimigo abra sua goela para nos engolir. Mesmo que os tempos se tornem mais pavorosos e os filhos de Deus estejam cada vez mais à mercê do inimigo: mas Deus é fiel.

Não, nosso Senhor não permitirá que o inimigo abra sua goela para nos engolir.

Esse “mas” de Deus é para nós como uma muralha de concreto à prova de balas que se interpõe. Sem a Sua permissão, nada nos acontece! Nada!

O olhar para a fidelidade de Deus nos proporciona confiança e esperança. Não precisamos perguntar: “O que sucederá no futuro? Como me arranjarei com minha solidão quando for idoso? Como terminará minha jornada aqui? O que acontecerá com os meus queridos, pelos quais orei durante tantos anos? Conseguirei superar os obstáculos da vida? O que será de minha saúde? O que acontecerá com meus filhos e netos?” – Veja você mesmo, se não há milhares de pensamentos opressores que nos querem desviar do bom senso?

Como é bom sabermos a respeito da fidelidade de nosso Salvador! Ele, que começou a boa obra em você e em mim, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus (ver Filipenses 1.6). Completar – você entendeu? Ele não permite que algum dos Seus filhos seja prejudicado. O selo de bondade em nossa vida contém unicamente o Seu Nome. Apesar de todas as falhas em nossa vida, Paulo nos diz:

“Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8.38-39).

Isso não nos comove?... mas Deus é fiel! Eu sei que o inimigo muitas vezes sussurra ao nosso ouvido: “Dessa vez o seu Deus vai abandoná-lo! Onde está o cumprimento daquilo que Ele prometeu?” Deveríamos responder: “Sim”, mas podemos afirmar com vigor: “... mas Deus é fiel!”

Esse pensamento deveria nos levar a colocarmos todos os nossos desejos e esperanças, todos os nossos pedidos e preocupações em um só pacote, com a inscrição: “... mas Deus é fiel!”

Não devemos duvidar da fidelidade de Deus quando ocorrerem horas obscuras em nossa vida.

Recordo-me de um agricultor, o qual, enquanto arava o solo, tinha grandes dúvidas quanto à fidelidade de Deus. Faltava-lhe a certeza da salvação. Cada vez em que ele redirecionava o arado, ele se ajoelhava e convertia-se novamente. Então, ao pensar sobre isso, ele se lembrou dessa maravilhosa promessa que Deus concedeu para todos os que creem Nele.

Imediatamente o agricultor tomou uma estaca, cravou-a no solo, ajoelhou-se e, com lágrimas confessou sua falta de confiança em Deus. Depois disso ele continuou tranquilamente a arar a terra. O Diabo, porém, renovou os ataques e pôs dúvidas na conversão do agricultor. Este, tomado de uma repentina santa ira, gritou: “Olhe para a estaca! Ali eu entreguei minha vida para Jesus!”, e seu coração foi tomado por uma profunda paz que nunca havia sentido anteriormente.

Não devemos duvidar da fidelidade de Deus quando ocorrerem horas obscuras em nossa vida. Através de sua fé inocente, honre ao seu Senhor e Salvador.

Ele é fiel! Que grandioso Salvador nós temos! — Manfred Paul



A importância de ler e estudar a Palavra de Deus

 “Bem-aventurado é aquele que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmos 1.1)


Há uma bênção toda especial para as pessoas que acreditam em Deus e levam sua palavra a sério. O verso 6 diz que “o Senhor conhece o caminho dos justos”.

Você também enfrenta lutas frequentes contra a falta de vontade de ler e estudar a Palavra de Deus? Quando realmente queremos nos empenhar em seguir os ensinos da Bíblia em todas as áreas da nossa vida, o inimigo também vai fazer o que puder para evitar que a leiamos com regularidade, que meditemos nela e frequentemos cultos e estudos bíblicos.

Quando realmente queremos nos empenhar em seguir os ensinos da Bíblia em todas as áreas da nossa vida, o inimigo também vai fazer o que puder para evitar que a leiamos com regularidade.

A Palavra de Deus é a arma que o inimigo não consegue vencer. É ela que nos protege em nossa caminhada. Salmos 119.9 afirma: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra”. E 1João 2.14 também declara: “Jovens, escrevi a vocês, porque são fortes, e a palavra de Deus permanece em vocês, e vocês já venceram o Maligno”. A Palavra de Deus vai manter você afastado do pecado, ou então o pecado manterá você longe da leitura e da meditação sobre a Palavra de Deus.

Feliz é o homem ou a mulher que tem prazer na lei do Senhor. Não negligencie a leitura e a prática da Palavra de Deus, porque assim você viverá bem. Isso também vale para hoje, pois o salmo ainda que “tudo o que ele faz será bem-sucedido” (verso 3)!

Ernesto Kraft



domingo, 17 de abril de 2022

Franklin Graham discute a resposta à ajuda à Ucrânia e defende que os cristãos orem por Putin

O evangelista Franklin Graham, chefe da organização humanitária internacional Samaritan's Purse, está pedindo aos cristãos em todo o mundo que orem pelos líderes da Ucrânia e da Rússia, pois a instituição de caridade abrirá um hospital de campanha no oeste da Ucrânia nesta semana.


Em entrevista ao The Christian Post, o televangelista Franklin Graham discutiu os esforços da Samaritan's Purse para ministrar aos ucranianos que fogem das regiões de seu país visadas pela Rússia para o oeste da Ucrânia.

O grupo está montando um hospital de campanha em Lviv, que o filho de 69 anos do lendário evangelista Billy Graham espera que comece a aceitar pacientes já na quarta-feira.

“Fomos à Ucrânia e perguntamos se havia necessidade disso”, disse ele. “Assim que lhes dissemos que poderíamos trazer um hospital, eles ficaram muito ansiosos para que o fizéssemos.”

Graham disse que as pessoas que deixaram para trás seus pertences para fugir das regiões da Ucrânia devastadas pela guerra têm “necessidades de saúde” gerais que precisam ser atendidas, bem como ferimentos sofridos como resultado da guerra.

“Você tem pessoas que são diabéticas, você tem pessoas com problemas cardíacos, pressão alta, todos esses tipos de coisas são apenas problemas normais da vida cotidiana”, disse Graham. “Além disso, você tem muitas pessoas que… foram feridas… devido ao bombardeio. E assim, você tem que jogar isso na mistura.”

“Faremos muito tratamento de traumas”, previu ele. “Não faremos cirurgias eletivas ou algo assim.”

Além disso, Graham enfatizou a importância da oração como o conflito engole a Europa Oriental. Ele respondeu às críticas que recebeu no mês passado por encorajar seus seguidores nas mídias sociais antes da invasão começar a orar pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Graham pediu especificamente aos crentes que orassem para que Deus trabalhasse no coração de Putin para evitar a guerra. No entanto, alguns críticos sentiram que seu pedido de oração deveria incluir pessoas na Ucrânia. 

Graham disse ao CP que os cristãos devem “orar pelos líderes”, acrescentando que “orar por eles não significa que os apoiamos”.

“Isso não significa que concordamos com eles”, disse Graham. “Estamos fazendo o que Deus nos manda fazer, e isso é orar. Eu encorajaria as pessoas a continuarem a orar pelos líderes desta parte do mundo para que um acordo possa ser alcançado”.

Graham alertou que “esta carnificina que ocorreu” na Ucrânia “prejudicará as relações” entre a Rússia e a Ucrânia por “muitos anos”.

“Não sou um defensor de Putin, mas sou um defensor de ter boas relações. Acho importante que tenhamos boas relações com todas as nações do mundo”, disse Graham. 

Graham, que também dirige a Associação Evangelística Billy Graham, também foi escrutinado na mídia por seus encontros anteriores com líderes religiosos e governamentais russos.

“Quando vou à Rússia, não estamos lá por razões políticas”, elaborou Graham. “Estamos lá por razões espirituais. … Queremos ter um impacto com as igrejas. A Rússia é a maior massa de terra do mundo, e... eles vão de um fuso horário para outro. … Este é um país enorme e devemos tentar ajudar as igrejas da melhor maneira possível”.

Graham atribuiu seus encontros anteriores com Putin e líderes russos ao desejo de “tentar ser uma força positiva na Rússia” para “beneficiar o trabalho dos evangélicos” e “tentar melhorar as relações com as igrejas”.

"Se não formos e se não falarmos com eles, então nada acontece", afirmou Graham. 

No passado, Graham não hesitou em agir em oposição às políticas russas.

Em 2016, ele transferiu a Cúpula Mundial em Defesa dos Cristãos Perseguidos marcada para acontecer em Moscou para fora da Rússia por causa da oposição a uma lei aprovada no país que limita severamente a liberdade de evangelizar em público. 

Especificamente, a lei proibia o evangelismo fora das igrejas, restringia as atividades missionárias em bairros residenciais e exigia que os cristãos obtivessem permissão antes que pudessem compartilhar sua fé com outras pessoas. 

Graham remarcou a cúpula, que ocorreu em Washington, DC, em maio de 2017. 

A Samaritan's Purse, uma organização sem fins lucrativos fundada pelo pastor batista Bob Pierce em 1970 para responder a zonas de conflito e desastres naturais em todo o mundo, tem um relacionamento com a Ucrânia que remonta a 1996.

A instituição de caridade cultivou uma rede de 3.200 igrejas na Ucrânia com a qual fez parceria como parte da Operação Christmas Child, uma iniciativa para enviar caixas de sapatos cheias de presentes de Natal para crianças carentes em todo o mundo. 

“Desde 1996, levamos mais de 12 milhões de presentes em caixas de sapatos”, compartilhou Graham.

A Bolsa do Samaritano deu cerca de 660.000 caixas de sapatos para as igrejas este ano e distribuiu cerca de 400.000 delas antes do início da guerra.

“Espero que possamos distribuir o resto assim que a luta terminar”, disse Graham. 

Graham concluiu a entrevista incentivando os cristãos a “orar pelo povo” no caminho da guerra porque “eles estão sofrendo tremendamente”, acrescentando: “é terrível o que está acontecendo”.

Na segunda-feira, Graham compartilhou um pedido da União Batista da Ucrânia pedindo a “todo ucraniano, toda família, todo cristão e toda a comunidade mundial” para participar de uma Oração Mundial pela Ucrânia que começa na terça-feira e continua até quarta-feira. 

O líder cristão expressou gratidão “pelas igrejas e pastores em toda a Ucrânia e como eles estão ministrando às suas comunidades durante esses dias sombrios e difíceis”. Ele detalhou uma conversa entre a equipe da Bolsa do Samaritano na Ucrânia e um líder da igreja de lá. O líder da igreja disse que seu “maior medo” era a incapacidade de “adorar livremente” no caso de uma ocupação russa prolongada.

“Ele disse que a morte seria melhor do que ser informado de que eles não podiam falar abertamente de Deus. Que todos tenhamos essa mesma convicção e ousadia. Deus os abençoe e os proteja!” Graham proclamou.

Além da liberdade religiosa, Graham disse que a liberdade como um todo está em jogo em meio ao conflito na Ucrânia.

“Estou preocupado com a liberdade, ponto final. Não apenas liberdade religiosa, mas liberdade”, disse ele. 

The Christian Post

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Sobre velhos reis

 Esses dias ouvi uma nova versão de uma história antiga. Infelizmente, mesmo que tenha ouvido em várias versões, a história é muito real. Um pastor brilhante que dedicou sua vida para estabelecer e fortalecer uma igreja, não se dá conta de que envelheceu e que é hora de passar o bastão. 

Assim, ao invés de investir e delegar autoridade a seu sucessor, ele começa a sistematicamente afastar todo e qualquer indivíduo que poderia eventualmente sucedê-lo. Com isso sofrem a igreja, por falta de uma liderança mais nova, sofre o pastor, pois busca completar uma tarefa que está acima de suas forças, sofrem os possíveis sucessores, que são afastados de oportunidades ministeriais e, por fim, sofre o Reino de Deus, por ministérios que se tornam limitados.

Ao longo do tempo, tenho estudado sobre transições em lideranças, seja de igrejas ou de outras organizações. A melhor “parábola” para essa situação é o maravilhoso evento de tornar-se avô. Ana Paula e eu recebemos esse privilégio há quatro anos. Antes do nascimento de nossa neta, conversamos sobre sermos avós que apoiam, mas não são “intrometidos”. Isso pois todos conhecemos avós que, mesmo com as melhores intenções, acabam por afastar seus filhos devido a um comportamento quase invasivo de cuidado dos netos.

Eu entendo, pois avós acumularam muito conhecimento e experiência (inclusive por meio de seus erros) na criação de filhos. Não é incomum acharem que sabem como criar melhor que seus filhos e talvez seja em parte verdade. No entanto, às vezes se esquecem de que eles também não sabiam muita coisa quando começaram a criar seus próprios filhos. Por isso é fundamental que sejam apoiadores, mas extremamente cuidadosos para não assumirem um papel que não é mais deles.

Como líder cristão de qualquer ministério, é importante que você perceba o momento em que você não é mais o pai ou mãe do ministério, mas apenas o avô ou avó.

Voltando para o exemplo dos líderes que envelhecem e não sabem que é hora de recuar; o mesmo se aplica. Ou seja, como líder cristão de qualquer ministério, é importante que você perceba o momento em que você não é mais o pai ou mãe do ministério, mas apenas o avô ou avó. É muito importante que você enquanto líder perceba quando é tempo de se afastar de uma função e abrir espaço para a próxima geração de líderes. Isso não significa abandonar o ministério, mas passar a ser mais um apoiador e um recurso do que o líder executivo. Não creio que exista uma idade mágica para que um líder se afaste. Mas creio que devemos nos preparar para o momento em que o ministério que nos foi confiado por Deus for passado para outros. Na verdade, esse momento deve ser celebrado, pois significa que você serviu fielmente a Deus. Deixe-me alistar algumas dicas:

  1. Prepare sempre a próxima geração de líderes. Paulo fala disso com clareza em 2Timóteo 2.2 “E o que você ouviu de mim na presença de muitas testemunhas, isso mesmo transmita a homens fiéis, idôneos para instruir a outros”. Paulo sabia que não podia atender às igrejas que havia plantado ou estimulado. Era necessário que ele preparasse a próxima geração. Me arrisco a dizer que preparar seu sucessor é tarefa fundamental do líder de qualquer ministério.

  2. Cultive a mentalidade de que o ministério não é SEU, mas apenas foi confiado a você por um tempo limitado. É natural que, após nos dedicarmos intensamente a um ministério, passemos a pensar que ali está nossa identidade. Esse tipo de atitude gera divisões e “donos” de ministérios. Uma vez mais Paulo, tratando do assunto, escreve em 1Coríntios 3.5-9:

    “Quem é Apolo? E quem é Paulo? São servos por meio de quem vocês creram, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um, e cada um receberá a sua recompensa de acordo com o seu próprio trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus, e vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus.”

  3. Devemos nos preparar para o momento em que o ministério que nos foi confiado por Deus for passado para outros. Na verdade, esse momento deve ser celebrado, pois significa que você serviu fielmente a Deus.
    Reconheça e abençoe líderes que vão levar adiante o ministério. Não restrinja o ministério apenas àquilo que você consegue fazer. Quando Deus conduz um ministério é natural que este cresça além daquilo que você consegue dirigir. Nesse caso, ore, identifique outros líderes e abençoe-os para que conduzam o ministério além de seu alcance. O melhor exemplo desse princípio é a situação de Moisés e Jetro em Êxodo 18.17-18: “Não é bom o que você está fazendo. Com certeza todos ficarão cansados, tanto você como este povo que está com você. Isto é pesado demais para você; você não pode fazer isso sozinho”.

     

Por fim, minha oração é que, após servirmos fielmente, nossa atitude seja de sermos apoiadores, aqueles que estão à disposição para contribuir com a sabedoria que acumularam, mas que não têm o direito nem o dever de exercer autoridade direta ou executiva. Enfim, que eu e você vivamos nossa vida de forma que, quando estivermos fora da liderança, outros queiram nosso parecer e não fujam de nossas opiniões.

Fonte: Chamada


domingo, 10 de abril de 2022

A soberania de Deus, o livre arbítrio do homem, ou ambos?

 Nenhuma outra verdade teológica levanta mais controvérsia no Corpo de Cristo em todo o mundo do que se Deus opera mais por Sua soberania ou por meio do livre arbítrio do homem. Na minha opinião, a maioria dos crentes, seja por doutrinação ou preferência pessoal, escolhe um ou outro.

No entanto, um estudo minucioso das Escrituras revela que em quase todos os relatos, Deus usa ambos para cumprir Seus propósitos. Então, se nos sentamos e confiamos em Deus para fazer tudo ou tentamos consertar as coisas nós mesmos, acabamos descobrindo que ambos os extremos não são bíblicos.

Em 2 Timóteo 1:6, Paulo ordenou a Timóteo: "Por isso, te lembro que despertes o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos" (NKJV). Em Apocalipse 2:4, Jesus disse à igreja em Éfeso: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor”. O versículo continua chamando aquela igreja ao arrependimento, para que seu “candelabro” não seja removido! A verdade da questão é que todos os cristãos tendem a ter épocas de suas vidas quando eles se afastam de Deus por uma razão ou outra e têm que ser chamados para "desenvolver seu dom de Deus" ou "arrepender-se" e voltar para o amor que eles tiveram quando vieram ao Senhor inicialmente.

Há duas maneiras pelas quais um cristão morno retorna ao seu primeiro amor. Infelizmente, o mais comum, que vi repetidamente durante esta epidemia de COVID, é quando alguém enfrenta a realidade de sua morte. Muitas vezes, eles imediatamente se tornam muito sérios em colocar Deus em primeiro lugar em suas vidas. Isso não é nada ruim. Deus disse em sua Palavra: "Na sua tribulação, cedo me buscarão" (Oséias 5:15b). Uma alta porcentagem de crentes que estão morrendo tem incríveis reavivamentos espirituais pessoais.

Há uma segunda maneira pela qual as pessoas são revividas, mas no mundo de hoje, não é aquela que a maioria das pessoas percebe que existe. É quando homens e mulheres que foram chamados por Deus ouvem do Céu e pregam mensagens designadas por Deus para agitar os corações e expor a complacência espiritual!

Leia os sermões do final de 1800 e você terá uma ideia da prevalência de tais mensagens durante esse período. Você ficará maravilhado ao ler mensagens destinadas a "lutar" com a vontade do homem, mensagens destinadas a levar crentes de coração frio desviados ao arrependimento. Você ficará emocionado ao ler mensagens que desafiam os crentes a "tomar sua cruz diariamente e seguir a Cristo", mensagens que lembram os verdadeiros crentes do Novo Testamento que devemos confiar e descansar na soberania de Deus e devemos usar nossa própria vontade de lutar contra a tentação e o diabo. Paulo disse: "Não lutamos contra carne e sangue, mas contra Satanás e as forças das trevas" ( Efésios 6:12 ).

O país da Escócia já foi o país mais evangelístico do mundo, lançando missionários, Bíblias e literatura bíblica para mais lugares do que qualquer outro país em sua época. Em seguida, uma "nova" doutrina foi introduzida que abraçava uma visão extremista em relação à soberania de Deus, que parecia indicar que os crentes podiam descansar na soberania de Deus e deixar mensagens secundárias sobre como lidar com o livre arbítrio do homem. Em apenas alguns anos, a Escócia se desintegrou no país que lançou o menor número de missionários, a menor quantidade de Bíblias e a menor quantidade de literatura evangélica de qualquer outro país do mundo. O que causou esse declínio maciço? Foi a falta de "manejar bem a Palavra da verdade", como Paulo acusou Timóteo ( 2 Timóteo 2:15b ).

Caros leitores, você provavelmente escolheu uma posição ou outra em sua caminhada cristã. No entanto, quando você percebe a importância radical tanto da soberania de Deus quanto de sua vontade, sua caminhada espiritual gradualmente se transforma em uma experiência de avivamento pessoal que pode se espalhar para todas as pessoas ao seu redor.

Rev Nolan J Harkness é o presidente e CEO da Nolan Harkness Evangelistic Ministries Inc. desde 1985. Ele passou a maior parte de sua vida adulta trabalhando no ministério de jovens. Ele também sentiu o chamado de Evangelista/Revivalista e viajou enquanto a porta estava aberta realizando reuniões evangelísticas em igrejas de todo o Nordeste. Seu site é www.verticalsound.org.

Fonte: The Christian Post

Deputada cristã Päivi Räsänen pronta para defender a liberdade de expressão novamente enquanto os promotores finlandeses apresentam recurso

 A política cristã finlandesa Päivi Räsänen diz que está pronta para defender a liberdade de expressão e religião novamente, já que os promotores públicos anunciaram que apelarão de sua vitória legal em um processo no qual ela enfrentou a possibilidade de seis anos de prisão por compartilhar suas crenças bíblicas profundamente arraigadas em sexualidade e casamento.

A política cristã finlandesa Päivi Räsänen diz que está pronta para defender a liberdade de expressão e religião novamente, já que os promotores públicos anunciaram que apelarão de sua vitória legal em um processo no qual ela enfrentou a possibilidade de seis anos de prisão por compartilhar suas crenças bíblicas profundamente arraigadas em sexualidade e casamento.

Os promotores públicos da Finlândia anunciaram na semana passada que apelarão do veredicto de 30 de março do Tribunal Distrital de Helsinque, que rejeitou as acusações contra Räsänen, membro do Parlamento do Partido Democrata Cristão, que diz que seus advogados estão prontos para responder.

“Eu esperava que os promotores tivessem concordado com esta decisão … [Mas] estou pronto para defender a liberdade de expressão e religião em todos os tribunais necessários, também no Tribunal Europeu de Direitos Humanos”, Räsänen, ex-ministro do Interior, disse Christian Today em uma entrevista .

Ela diz que seu caso é “importante para os cristãos que acreditam na Bíblia, mas também mais amplamente para a liberdade de expressão”.

“A decisão dá uma base muito sólida e boa para defender nossos direitos fundamentais no Tribunal de Apelação”, continuou ela, explicando que leis vagas de “discurso de ódio” seriam direcionadas contra os cristãos.

“É importante lembrar que não existe uma definição universalmente aceita de 'discurso de ódio'”, disse ela. “Ninguém sabe exatamente o que é. Se o discurso de ódio estivesse em nossa legislação, haveria um grande risco de limitar nossas liberdades”.

Em seu veredicto a favor de Räsänen e do bispo Juhana Pohjola, da Diocese da Missão Evangélica Luterana da Finlândia, um painel de três juízes do Tribunal Distrital de Helsinque determinou que o governo não deveria interpretar “conceitos bíblicos”.

O tribunal argumentou que as declarações feitas pelo ex-ministro do Interior não constituem discurso de ódio, embora possam ter ofendido membros da comunidade LGBT. 

O tribunal ordenou que a acusação pagasse os custos legais associados ao julgamento.

Räsänen e Pohjola enfrentaram processos por seus papéis na criação e publicação de um  panfleto de 2004  intitulado  Masculino e Feminino Ele os criou: relacionamentos homossexuais desafiam o conceito cristão de humanidade.

A acusação acusou Räsänen e Pohjola de incitação ao ódio contra um grupo. O bispo explicou em uma  entrevista coletiva  no ano passado que as acusações se enquadram na seção de “crimes de guerra e crimes contra a humanidade”. Ele disse que eles foram acusados ​​de compartilhar “opiniões e alegações de difamação e insulto a homossexuais como um grupo com base em sua orientação sexual”.

Além do panfleto, Räsänen enfrentou acusações criminais por um  tweet de 2019  criticando a liderança da Igreja Luterana Finlandesa por apoiar o mês do orgulho LGBT e compartilhar suas crenças sobre a homossexualidade em uma aparição em um programa de rádio no mesmo ano.

Alliance Defending Freedom International está representando Pohjola e Räsänen.

Paul Coleman, diretor executivo da ADF International, elogiou a decisão do tribunal como “uma decisão importante, que defende o direito fundamental à liberdade de expressão na Finlândia”.

Ele descreveu a capacidade das pessoas de “compartilhar suas crenças sem medo de censura” como “a base de toda sociedade livre e democrática”.

Na entrevista, Räsänen encorajou “outros a falar publicamente sobre o Evangelho e expressar sua fé”.

“Encorajo os cristãos a fazer lobby junto aos parlamentares e outros tomadores de decisão, tanto em nível nacional quanto internacional, e aumentar a conscientização sobre os perigos da censura e da cultura de cancelamento, que são ameaças a qualquer democracia”, disse ela, alertando: “Caso contrário, o espaço para falar acabará se tornando ainda menor. Quanto mais nos calarmos, mais aumentará o risco para as leis que visam limitar a liberdade de expressão”.

A política cristã disse anteriormente que seus escritos e declarações “estão todos ligados ao ensino da Bíblia sobre o casamento, viver como homem e mulher, bem como o ensino do apóstolo Paulo sobre o pecado”.

“Os pontos de vista pelos quais fui acusada não se desviam do chamado cristianismo clássico e nem minha visão sobre o casamento se desvia da política oficial da Igreja Evangélica Luterana da Finlândia”, observou ela.

Fonte: The Christian Post


domingo, 3 de abril de 2022

A falta de visão bíblica dos pais coloca os filhos em 'desvantagem espiritual': Barna adverte

 6 em cada 10 pais dos EUA não veem a Bíblia como uma 'fonte confiável e precisa da verdade de Deus'.

Um proeminente pesquisador evangélico alertou que a falta de uma cosmovisão bíblica entre os pais de pré-adolescentes coloca os jovens em “desvantagem espiritual”.

O Centro de Pesquisa Cultural liderado por George Barna da Arizona Christian University divulgou o primeiro relatório de seu American Worldview Inventory 2022 na terça-feira, que analisou “o dilema da visão de mundo dos pais americanos”.

O relatório foi baseado em uma pesquisa com 600 pais americanos com filhos menores de 13 anos realizada em janeiro. Os entrevistados responderam a várias dúzias de perguntas relacionadas à visão de mundo que “medem tanto as crenças quanto o comportamento dentro de oito categorias de aplicação da visão de mundo”.

Enquanto 67% dos pais com filhos menores de 13 anos se identificam como cristãos, apenas 2% dos entrevistados concordam com uma cosmovisão bíblica definida pelos pesquisadores. De acordo com o relatório, uma cosmovisão bíblica “emerge da aceitação da Bíblia como um guia relevante e autoritário para a vida.

Entre os dois terços dos pais que se identificam como cristãos, apenas 4% deles possuíam uma cosmovisão bíblica.

“A principal responsabilidade de um pai é preparar uma criança para a vida que Deus pretende para essa criança”, disse Barna, diretor de pesquisa do Centro de Pesquisa Cultural, em um comunicado.

“Um elemento crucial na nutrição é ajudar a criança a desenvolver uma cosmovisão bíblica – o filtro que faz com que uma pessoa faça suas escolhas em harmonia com os ensinamentos e princípios bíblicos.”

De acordo com Barna, que fundou a proeminente empresa de pesquisa evangélica Barna Group, a “pesquisa confirma que muito poucos pais têm o desenvolvimento da visão de mundo de seus filhos em seu radar”.

“O pai americano típico ou está totalmente inconsciente de que existe um processo de desenvolvimento de visão de mundo, ou está ciente de que seu filho está desenvolvendo uma visão de mundo, mas não assume a responsabilidade por um papel no processo”, disse ele. 

“Cada pai ensina o que sabe e modela o que acredita. Eles só podem dar o que têm, e o que têm para dar reflete suas crenças sobre a vida e a espiritualidade.”

Barna alertou que os pais são “uma influência primária e um guardião de outras influências” em seus filhos. 

Embora alguns pais estejam “conscientes de que a visão de mundo da criança está sendo desenvolvida”, Barna disse que eles podem “escolher ou permitir que pessoas de fora cumpram esse dever em nome dos pais”.

“Chocantemente, poucos pais falam intencionalmente com seus filhos sobre crenças e comportamentos baseados em uma cosmovisão bíblica”, disse Barna. “Talvez a lição de cosmovisão mais poderosa que os pais fornecem seja através de seu próprio comportamento, mas nossos estudos indicam consistentemente que as escolhas dos pais geralmente não refletem os princípios bíblicos ou uma abordagem intencionalmente cristã da vida.”

A pesquisa concluiu que as opiniões dos pais americanos sobre a Bíblia desempenham um papel na ausência generalizada de uma cosmovisão bíblica do grupo.

Especificamente, quase seis em cada 10 pais pesquisados ​​não veem a Bíblia como uma “fonte confiável e precisa da verdade de Deus”, enquanto apenas 40% veem a Bíblia como “as palavras exatas de Deus para a humanidade”.

O subgrupo de pais com maior probabilidade de possuir uma cosmovisão bíblica frequentava igrejas protestantes independentes ou não denominacionais (16%). A proporção de pais com visão de mundo bíblica foi medida em 10% entre aqueles que leem a Bíblia diariamente, aqueles que se consideram “muito conservadores em questões teológicas” e aqueles que se consideram “muito conservadores em questões sociais, como aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo”.

Aqueles com uma cosmovisão bíblica compreendiam menos de 10% de todos os outros subgrupos de pais pré-adolescentes, caracterizados com base em suas visões religiosas e políticas. Os grupos com o maior número de pais possuindo uma cosmovisão bíblica foram identificados como politicamente conservadores (9%) e cristãos nascidos de novo teologicamente definidos (8%). No geral, 22% dos entrevistados se identificaram como cristãos nascidos de novo, enquanto 19% se descreveram como politicamente conservadores.

Os grupos menos propensos a possuir uma visão de mundo bíblica foram aqueles que frequentam igrejas católicas, entrevistados que se caracterizaram como politicamente liberais ou progressistas e pais entre 18 e 24 anos.

Apenas 1% dos católicos e liberais tinham uma cosmovisão bíblica, enquanto menos de 1% dos pais com menos de 24 anos têm uma cosmovisão bíblica.

Os católicos representaram 24% dos entrevistados, enquanto os políticos liberais e progressistas representaram 17% dos entrevistados. Treze por cento da amostra incluía pais entre 18 e 24 anos.

Os pais mais velhos eram ligeiramente mais propensos do que os mais jovens a abraçar uma cosmovisão bíblica. Quatro por cento dos pais com 45 anos ou mais, que constituíam 31% dos entrevistados, aderem a essa visão de mundo, seguidos por 2% dos pais entre 25 e 44 anos, que constituíam a maioria (56%) dos pesquisados.

Enquanto os protestantes tradicionais e os protestantes evangélicos representavam cada um 11% da amostra, os evangélicos tinham uma parcela maior de adeptos com uma visão de mundo bíblica (6%) do que os protestantes tradicionais (2%).

Enquanto Barna expressou preocupação com a proporção astronomicamente baixa de pais pré-adolescentes com uma visão de mundo bíblica, ele permaneceu otimista sobre a possibilidade de um reavivamento espiritual nos EUA

“A realidade é que movimentos de mudança de cultura podem transformar uma nação com apenas 2% da população a bordo”, disse ele. “Retornar a escassez de compromisso com a cosmovisão bíblica não pode acontecer da noite para o dia, nos Estados Unidos, mas pode acontecer.”

Ryan Foley é um repórter do The Christian Post. Ele pode ser contatado em: ryan.foley@christianpost.com