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domingo, 1 de novembro de 2020

O que significa, na vida diária, ser um amigo de Deus? A vida de Abraão fornece indícios.

 

Tiago escreve: “Cumpriu-se assim a Escritura que diz: ‘Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça’, e ele foi chamado amigo de Deus” (Tg 2.23).

Que predicado esse que Abraão recebeu de Deus! Ele é o único homem que a Bíblia chama de “amigo de Deus”. Jesus também chamou alguns de amigos, como por exemplo Lázaro, mas também outros: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu ordeno” (Jo 15.13-14). Isso também nos inclui – aqueles que creem nele, o seguem e querem levar uma vida santificada.

Amizade tem a ver com serviço mútuo. Abraão, o amigo de Deus, nos demonstrou isso. Sua fé, que lhe foi creditada como justiça, manifestou-se de forma exemplar em seu serviço para o Senhor.

Certo dia, Abraão recebeu uma visita inesperada na hora mais quente do dia. Provavelmente ele estava sentado à sombra, descansando junto à entrada da sua tenda. “O Senhor apareceu a Abraão perto dos carvalhos de Manre, quando ele estava sentado à entrada da sua tenda, na hora mais quente do dia. Abraão ergueu os olhos e viu três homens em pé, a pouca distância” (Gn 18.1-2a).

Amizade tem a ver com serviço mútuo. Abraão, o amigo de Deus, nos demonstrou isso.

Aquela significativa visita foi a resposta de Deus à obediência de Abraão em fé. Dois desses homens devem ter sido anjos, e o terceiro ninguém menos do que Deus em forma humana, ou seja, visível. É bem possível que se tratasse do Filho de Deus, Jesus Cristo, antes da sua encarnação, como anjo do Senhor. Afinal, Jesus disse: “Eu afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!” (Jo 8.58).

Portanto, Abraão estava ali, face a face com Deus. Ele viu três homens desconhecidos num momento em que pouca gente estaria a caminho, já que era a hora mais quente do dia. “Quando os viu, saiu da entrada de sua tenda, correu ao encontro deles e curvou-se até o chão. Disse ele: ‘Meu Senhor, se mereço o seu favor, não passe pelo seu servo sem dar uma parada’” (Gn 18.2b-3).

Abraão serviu a esses homens e os alimentou (v. 2-8). Trouxe-lhes água para lavarem os pés, proveu-lhes um lugar à sombra para descansarem e mandou Sara assar pão para que pudessem fortalecer seus corações. Além disso, Abraão incumbiu um servo de preparar um bom novilho para eles. É significativo aqui que Abraão serviu pessoalmente ao seu Senhor (v. 3,8). Ele assume a condição de servo dos seus hóspedes. Isso também revela sua humildade. Ele se curvou, dando-lhes boas-vindas. Ele mesmo quis trazer-lhes o pão (v. 5). Portanto, não encarregou daquilo simplesmente os numerosos servos que o acompanhavam.

Imaginemos o cenário de forma bem concreta. Naquela ocasião, Abraão tinha 99 anos de idade. Mesmo assim, ele decidiu servir pessoalmente o seu Senhor. Ele correu imediatamente até os três visitantes quando os viu. – Você conhece algo semelhante? Você vai a um restaurante e não é atendido. Já ao entrar os atendentes olham ostensivamente em outra direção. Com Abraão ocorreu exatamente o contrário. Ele não vacilou quando se tratou de servir o seu Senhor! Ele foi diligente e se apressou (v. 2,6). Correu de um lado a outro e mobilizou tudo o que podia e tinha (v. 7). É tremenda essa atitude, e não esqueçamos que era a hora mais quente do dia.

“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.”

Quando então os visitantes receberam a refeição e estavam servidos, ele parou e manteve comunhão com eles (v. 8). A isso se acrescenta a generosidade de Abraão. O pão que Sara assou era da melhor farinha, e a carne era macia e boa – certamente o melhor dos novilhos, e foi preparada com manteiga e leite. Os hóspedes de Abraão não receberam pão amanhecido ou alguma outra coisa vencida ou de segunda linha.

Que diferença com os sacerdotes do povo de Deus nos tempos do profeta Malaquias! Eles ofereciam ao Senhor animais defeituosos e doentes, embora o mandamento de Deus fosse que os animais dos sacrifícios fossem sem defeito. Deus então disse que seria melhor fecharem o templo a celebrar cultos desse modo. O fogo do altar era inútil (cf. Ml 1). Abraão, por sua vez, fez exatamente como Paulo escreveu mais tarde: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo” (Cl 3.23-24).

O serviço de Abraão ao Senhor continua sendo exemplar para nós até hoje. Seu coração pertencia aos valores espirituais. Abraão, o amigo de Deus, era muito zeloso e dedicado ao nosso Senhor. E nós, como agimos? Também temos tanto zelo por Jesus, nosso amigo? Em sua disposição para servir, Abraão também reflete a imagem de Cristo. Justamente o nosso Senhor Jesus Cristo não veio para se deixar servir, mas para ele mesmo servir.

Continuando a leitura de Gênesis 18, encontramos a promessa do Senhor de que Sara teria um filho. Em seguida, os três homens continuaram sua caminhada em direção a Sodoma e Abraão os acompanhou. Quando se puseram a caminho para se dirigirem à cidade, o Senhor começou a falar das suas intenções: “Então o Senhor disse: ‘Esconderei de Abraão o que estou para fazer?’” (v. 17).

Essas palavras do nosso Senhor são mais uma demonstração da sua graça – Deus, cuja grandeza é insondável, cuja majestade brilha gloriosamente e cujo domínio dura por todas as gerações. E nós, humanos, somos como um sopro, nossos dias são como uma sombra que se desfaz. Sim, o que é o homem para que nosso Senhor se lembre dele? O que é o homem, para que lhe dê atenção? Ele cuida tanto de nós que em sua Palavra nos revela seus propósitos – algo que ele não precisaria fazer.

Quanta coisa ele nos mostra em sua Palavra! Ele nos informa o que sucederá no futuro à humanidade e a Israel. A Bíblia fala do fim dos tempos. Não se trata de mensagem agourenta, como muitas vezes se prega e se diz. É graça. É graça saber que o nosso Senhor retornará e o que acompanhará esse evento. Assim podemos alertar nossos contemporâneos. Foi o que ocorreu com Abraão, o amigo de Deus. “Esconderei de Abraão o que estou para fazer?”

Jesus Cristo diz: “Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu tornei conhecido a vocês” (Jo 15.15).

Inicialmente, Jesus revelou o plano divino aos seus discípulos. Este agora está registrado na Bíblia e pode ser conferido a qualquer momento. Assim, ele também o revelou a nós, e Deus também contou suas intenções a Abraão:

“Disse-lhe, pois, o Senhor: ‘As acusações contra Sodoma e Gomorra são tantas e o seu pecado é tão grave que descerei para ver se o que eles têm feito corresponde ao que tenho ouvido. Se não, eu saberei’. Os homens partiram dali e foram para Sodoma, mas Abraão permaneceu diante do Senhor. Abraão aproximou-se dele e disse: ‘Exterminarás o justo com o ímpio?’” (Gn 18.20-23).

Antes disso, Abraão havia servido ao Senhor. Correu de um lado a outro para que tudo fosse feito rapidamente. E agora Abraão estava parado, quieta e reverentemente, perante o Senhor e intercedeu de modo maravilhoso. E como intercedeu! William MacDonald escreve a respeito disso:

Após o Senhor revelar a Abraão seus planos de destruir Sodoma e enquanto os dois anjos caminhavam em direção à cidade, o patriarca iniciou uma intercessão em contagem regressiva: cinquenta [...] quarenta e cinco [...] quarenta [...] trinta [...] vinte [...] dez. O Senhor prometeu que não destruiria Sodoma caso encontrasse dez pessoas justas! A oração de Abraão é um exemplo extraordinário de intercessão eficaz. Seu pedido se baseava no caráter justo do Juiz de toda a terra (v. 25) e demonstrou a ousadia e a humildade profunda que somente o conhecimento íntimo de Deus pode oferecer. O Senhor só partiu depois que Abraão terminou sua intercessão (v. 33).[1]

Deus deu atenção a Abraão até o fim. Só depois de terminada a oração é que ele seguiu adiante. Nosso Senhor toma tempo para os seus filhos. Abraão apresentou-se como intercessor. Um intercessor precisa conhecer o Senhor pessoalmente e obedecer à sua vontade. Quando Abraão começou com sua oração, ele não ficou apenas parado – não, ele se aproximou ainda mais do Senhor. A proximidade com o nosso Deus é decisiva, porque então percebemos que efetivamente carregamos no coração os motivos de oração. Isso revigora nossa vida de oração.

Justamente quando intercedemos pelo nosso próximo é que nos tornamos particularmente semelhantes ao nosso Senhor.

Abraão sabia muito mais sobre o terrível futuro de Sodoma do que os habitantes da cidade, inclusive Ló. Só quem se orienta pelo Senhor e a sua Palavra reconhece os “mistérios” de Deus. E Abraão se preocupava com os justos – Ló e sua família. Essas pesadas cargas ele tinha de expor ao Senhor. Isso, é claro, nos lembra Jesus Cristo, nosso intercessor. De fato, é assim que o atual ministério do nosso Senhor, à direita do Pai nos céus, é a intercessão por todos os crentes. “Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).

Quantas vezes nos apresentamos ao Senhor em favor de outros? Será que intercedemos pelos que sofrem? Por crentes que lutam com o pecado? Justamente quando intercedemos pelo nosso próximo é que nos tornamos particularmente semelhantes ao nosso Senhor.

Abraão serviu ao Senhor quando este o visitou. Por meio da intercessão também vemos como ele serviu os crentes, ou seja, Ló e sua família. Além disso, Deus o escolhera para instruir seus filhos a se manterem no caminho do Senhor (Gn 18.19). Do mesmo modo, Abraão serviu sua família. Ele era um servo e levava uma vida dedicada. Os assuntos espirituais eram prioritários. É exatamente isso que caracteriza um amigo de Deus como Abraão.

Nota

  1. William MacDonald, Comentário Bíblico Popular – Antigo Testamento (São Paulo: Mundo Cristão, 2010), p. 30.

Philipp Ottenburg estudou teologia na Bibelschule Breckerfeld, Alemanha, e agora trabalha nos setores editorial e de vendas da Chamada na Suíça.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

39 países expressam à ONU preocupação com perseguição religiosa praticada pela China

 A Alemanha está encabeçando uma lista de 39 países que exortam a China a respeitar a liberdade religiosa e outros direitos humanos.

O vento está mudando para a China, à medida que cada vez menos países democráticos aceitam ser intimidados pela ameaça de retaliações comerciais se falarem sobre o péssimo histórico de direitos humanos de Pequim.


A Alemanha já publicou uma lista de signatários de um documento lido em 6 de outubro nas Nações Unidas em Nova York. O grupo de 39 países que assinaram a carta inclui: Albânia, Austrália, Áustria, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Canadá, Croácia, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Haiti, Honduras, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, República das Ilhas Marshall, Mônaco, Nauru, Reino dos Países Baixos, Nova Zelândia, Macedônia do Norte, Noruega, Palau, Polônia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos, além da própria Alemanha.


A presença de países que não assinaram documentos semelhantes no passado, incluindo a Itália, é significante. Talvez uma viagem muito difamada recente pela Europa do Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, tenha dado frutos, afinal.


O documento enfoca a situação dos direitos humanos em Xinjiang e em Hong Kong, e também menciona o Tibete e a perseguição religiosa na China em geral. Menciona que, "em junho de 2020, 50 titulares de mandatos de Procedimentos Especiais da ONU emitiram uma carta excepcional de preocupação, apelando à República Popular da China para respeitar os direitos humanos".


Os 39 países compartilham suas preocupações e "exortam a China a respeitar os direitos humanos, particularmente os direitos das pessoas pertencentes a minorias religiosas e étnicas, especialmente em Xinjiang e no Tibete".


Os 39 países denunciam a existência em Xinjiang do que chamam de “uma grande rede de campos de‘ reeducação política’, onde denunciam que mais de um milhão de pessoas foram detidas arbitrariamente. Temos visto um número crescente de relatos de graves violações dos direitos humanos. Existem severas restrições à liberdade de religião ou à liberdade de movimento, associação e expressão, bem como à cultura uigur. A vigilância generalizada continua a visar desproporcionalmente os uigures e outras minorias e mais relatórios estão surgindo sobre o trabalho forçado e o controle de natalidade forçado, incluindo esterilização”.


Um grupo de especialistas da ONU, afirma o documento, também concluiu que "uma série de normas da Lei de Segurança Nacional de Hong Kong não está em conformidade com as obrigações internacionais da China".


Os 39 países expressam “profundas preocupações sobre os elementos da Lei de Segurança Nacional que permitem que certos casos sejam transferidos para julgamento no continente chinês”. Eles “exortam como autoridades competentes a garantia os direitos protegidos pelo PIDCP e pela Declaração Conjunta Sino-Britânica, incluindo liberdade de expressão, imprensa e reunião”.


O documento pede à China que "permita o acesso imediato, significativo e irrestrito a Xinjiang para observadores independentes, incluindo a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e seu Gabinete, e detentores de mandatos de procedimentos especiais relevantes" e ponha fim à "detenção arbitrária de uigures e membros de outras minorias”.


O documento também exorta a China a “defender a autonomia, os direitos e as liberdades em Hong Kong e a respeitar a independência do poder judiciário de Hong Kong”.


Por fim, o documento trata da situação de quem foge da perseguição na China e busca asilo no exterior. O texto também adverte que todos os países do mundo devem “respeitar o princípio de não repulsão”, o que significa que os refugiados da China não devem ser enviados de volta a um país onde serão detidos e perseguidos. Parece razoável esperar que agora os 39 signatários comecem a respeitar este princípio eles jurídicos.

Maioria dos pastores americanos é a favor de Trump continuar na presidência, diz pesquisa

 Quase todos os pastores planejam participar da eleição de 2020, mas cerca de um quarto ainda não decidiu quem terá seu voto presidencial.

De acordo com uma pesquisa feita pela LifeWay Research, 53 por cento dos pastores nos Estados Unidos querem votar no presidente em exercício Donald Trump em 3 de novembro. Mas também há simpatia por Joe Biden - especialmente entre teólogos liberais e afro-americanos - e muitos indecisos.

A pesquisa do instituto evangélico apresentada em 13 de outubro diz que 21 por cento preferiram o desafiante democrata Joe Biden, 22 por cento ainda estão indecisos.


“Os pastores votam como qualquer outro americano”, disse Scott McConnell, diretor executivo da LifeWay Research.

“O grande número de pastores que ainda estão indecisos pode refletir a dificuldade em encontrar um candidato que se alinhe com suas crenças gerais. Além disso, alguns pastores são intensamente privados sobre suas preferências políticas e podem preferir responder 'indecisos' do que até mesmo compartilhar confidencialmente suas intenções de voto”, explica.

68 por cento dos pastores evangélicos e 20 por cento dos pastores das chamadas igrejas tradicionais, que representam uma teologia mais moderada, dizem que querem votar em Trump. 61 por cento dos pastores afro-americanos querem votar em Biden.

Para Trump, 70 por cento dos pastores de orientação pentecostal, 67 por cento dos batistas, 43 por cento dos luteranos, 24 por cento dos presbiterianos e 22 por cento dos metodistas, dizia.

A LifeWay Research, com sede em Nashville, Tennessee, entrevistou 1.000 pastores protestantes por telefone e online para a pesquisa.

domingo, 11 de outubro de 2020

Biden promete que aborto em qualquer mês de gestação vire lei nos EUA

 O candidato democrata da extrema-esquerda comunista dos Estados Unidos apontou essa proposta como 'a única coisa responsável a fazer', para evitar que o aborto se torne mais restrito no país.


Durante um tipo de “sabatina” realizada pela emissora NBC em Miami, na última segunda-feira (5), o ex-vice-presidente Joe Biden prometeu “aprovar uma legislação” garantindo o aborto sob demanda (não apenas em casos de gestação de risco, mas conforme a vontade da gestante) e em todos os estágios da gravidez, caso seja eleito à presidência dos Estados Unidos.

O comentário veio em resposta a uma pergunta feita a ele pela estudante Cassidy Brown, de Orlando. A jovem prefaciou sua pergunta, sugerindo que as mulheres precisam do aborto para ter sucesso. Ela então expressou preocupação de que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre o caso Roe v. Wade (1973), que impõe o aborto sob demanda em todo o país, possa ser anulada se a juíza conservadora Amy Coney Barrett for confirmada na Suprema Corte.

Biden respondeu que, embora o resultado da nomeação de Barrett ainda seja incerto, "' seria aprovar uma legislação que torne a decisão de 1973 uma lei do país".

“Isso é o que eu faria”, acrescentou.

Em resposta à declaração de Biden, o presidente Donald Trump tuitou: “Uau. Joe Biden acaba de assumir uma posição sobre a decisão Roe v. Wade mais liberal do que Elizabeth Warren em sua mais alta posição”.

O plano da senadora Warren de maio de 2019 para fortalecer as leis pró-aborto incluía medidas como a criação de "direitos federais estatutários paralelos ao direito constitucional em Roe v. Wade", aprovando "leis federais para impedir os esforços estaduais que limitam funcionalmente o acesso aos cuidados de saúde reprodutiva” e garantindo o aborto em todas as coberturas de saúde.

A companheira de chapa de Biden, Kamala Harris, divulgou um plano semelhante pouco depois de Warren. Porém os links desse novo plano agora redirecionam o internauta para a página da campanha presidencial de Biden e Harris (vice).

Na época em que o plano foi lançado por Kamala, o site pró-vida Life Site News reportou as premissas da proposta, citando parte do texto divulgado pela então senadora democrata dos EUA.

"Harris exigirá, pela primeira vez, que estados e localidades com histórico de violação da decisão sobre Roe v. Wade obtenham a aprovação de seu Departamento de Justiça antes que qualquer lei ou prática de aborto possa entrar em vigor", dizia o texto.

Esse plano também afirmava que os estados pró-vida teriam o ônus da prova de que “nenhuma nova lei ou prática nega ou restringe o direito fundamental de acesso ao aborto”.

No debate vice-presidencial em 7 de outubro, Harris reiterou seu compromisso com o aborto sob demanda.

China intensifica guerra contra os cristãos, que não param de crescer

 À medida que os fiéis crescem em número, Pequim intensifica a repressão que é ampla e profunda.

Em 4 de junho de 1989, os fiéis da China passaram a viver sob uma nova condição, enquanto o governo chinês massacrava milhares de manifestantes pró-democracia na Praça Tiananmen, em Pequim, líderes do Partido Comunista criavam estratégias para aumentar o controle sobre a religião.

Os grupos cristãos foram obrigados a se registrar em associações “patrióticas” do Estado ou a viver sob o risco de punição como “cultos do mal”.

Ansiosa por manter o acesso aos mercados ocidentais, Pequim aplicou seletivamente essas regras nas grandes cidades. A clandestinidade cristã rural suportou o peso do fechamento de igrejas e do aprisionamento em massa de seus membros em campos de trabalho forçado.

Apesar disso, o cristianismo chinês ainda experimentou um crescimento espetacular nos 30 anos seguintes.

Segundo reportagem do Wall Street Journal, hoje pode haver mais de 100 milhões de cristãos chineses. Todos, com exceção de 36 milhões, praticam sua fé fora do controle do governo.

O sociólogo de Purdue, Fenggang Yang, projetou que a China poderá ter quase 250 milhões de cristãos até 2030. O Partido Comunista fala em 90 milhões de pessoas.

Restrições religiosas

Em 2018, o presidente Xi Jinping começou a aplicar as normas religiosas para conter o crescimento da igreja e a adaptar a crença cristã aos ditames do partido. Ele colocou o controle direto das igrejas ao oficialmente ateu Partido Comunista.

Com essa postura, algumas megaigrejas subterrâneas urbanas foram fechadas. Milhares de fiéis foram presos e vários pastores protestantes proeminentes receberam longas sentenças de prisão.

No início de Maio, o regime lançou uma campanha nacional para erradicar as igrejas não registradas.

O presidente Xi chama essa política de “sinicização”. O objetivo é tornar as religiões instrumentos do Partido Comunista, que fazem propagada ao lado de materiais religiosos das igrejas.

O governo confirmou isso quando inadvertidamente postou documentos internos, baixados pela ChinaAid, uma organização cristã de direitos humanos sem fins lucrativos, revelando que pretendia “conter o crescimento superaquecido do cristianismo”.

No ano passado, na província de Henan, 10.000 igrejas protestantes foram condenadas, embora a maioria tenha sido registrada no estado. Durante 2018, mais de um milhão de cristãos foram ameaçados ou perseguidos e 5.000 presos.

Entre eles está um residente permanente americano, o pastor John Sanqiang Cao, 60 anos, que está cumprindo sete anos por “organizar travessias ilegais de fronteira” para levar ajuda a Mianmar.

Os regulamentos do presidente chinês também proíbem que menores de idade entrem nas igrejas e proíbam escolas dominicais e acampamentos bíblicos. Nas igrejas, os símbolos cristãos às vezes são substituídos por retratos de Xi Jinping. As igrejas sobreviventes podem ter de substituir os ensinamentos bíblicos por valores socialistas.

O Pentágono estima que até três milhões de muçulmanos uigures tenham sido detidos na província de Xinjiang, mas Pequim não pode fazer o mesmo com 100 milhões de cristãos. Porém, a tecnologia ainda permite a repressão em massa.

A polícia encomendou câmeras de reconhecimento facial instaladas dentro de Zion, uma megaigreja protestante não oficial em Pequim, levando o pastor a fechá-la.

Se a história é qualquer medida, a repressão pode, em última análise, fortalecer a fé dos crentes. O pastor Wang Yi e sua esposa foram presos em dezembro e aguardam julgamento por subversão.

Em uma carta de despedida, ele encorajou todos os crentes: “Nessa guerra, em Xinjiang, em Xangai, em Pequim, em Chengdu, os governantes escolheram um inimigo que nunca pode ser aprisionado - a alma do homem. Portanto, eles estão condenados a perder essa guerra”.


Somente a graça, com Pr. Isaías Fernandes | Escola Bíblica 11/10/2020

Acompanhe, ao vivo, a Escola Bíblica, todo domingo, às 9h, com transmissão direta da Lagoinha Matriz. A Pr. Isaías Fernandes compartilha uma passagem da Bíblia, faz uma reflexão sobre os ensinamentos presentes no texto e aplicações práticas na vida do cristão. Assista e conheça mais sobre Deus!

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Regime chinês obriga igrejas a fazerem doações para “reabrirem”

Líderes religiosos sugeriram fazer doações diretamente para pessoas afetadas, mas regime não autorizou.
O Partido Comunista da China (PCCh) está exigindo que locais de culto, como igrejas cristãs e templos de outras religiões, façam contribuições para um fundo que, supostamente, será usado para o combate ao coronavírus no país asiático.

Religiosos estão sendo obrigados a oferecer serviços ou produtos para sobreviver, como é o caso de uma freira budista de Chengshan, uma cidade na província de Liaoning, onde fica o templo em que a atua. Ela tem se obrigado a vender pães nas ruas para conseguir sustento, já que com os templos fechados não é possível receber doações.
Em maio, um guardião do templo budista na cidade de Xiantão, na província de Hubei, foi avisado pelo Departamento de Assuntos Religiosos local que o templo, assim como outros locais de culto, deveria fazer doações para as áreas mais afetadas pelo surto do coronavírus.
“Eu vivo uma vida difícil e não tenho dinheiro para doar”, disse o monge, impotente. O templo permanece fechado desde 24 de janeiro e, sem doações, o guardião sobrevive com a comida dos fiéis. “É o suficiente para mim, mas a demanda do governo de doar para alívio da epidemia me colocou em dificuldades”, continuou o homem. “Eles coletam informações sobre as contribuições dos templos e, se perdermos um pagamento, seremos punidos e até fechados.”
As igrejas cristãs que tem permissão estatal para funcionar também estão sendo ameaçadas a fazer contribuições, sob ameaça de não obterem permissão para reabrir caso não entreguem valores para membros do regime comunista chinês.
As autoridades da cidade de Zhangcun, que é ligada a província de Henan, emitiram cotas de doações que variam de 4.000 a 10.000 RMB (entre US $ 560 e 1.400). As igrejas sugeriram que as doações fossem feitas diretamente na conta bancária das pessoas afetadas pela pandemia, mas funcionários do partido comunista não autorizaram.
No mês de fevereiro, algumas igrejas de Três Eus em Xianju, um condado administrado pela cidade de Taizhou, na província oriental de Zhejiang, receberam avisos do governo da cidade e dos Dois Conselhos Cristãos Chineses, exigindo que cada membro da congregação doasse 100 RMB (cerca de US$ 14 ) para Wuhan, o epicentro do surto de coronavírus.
“Os frequentadores da igreja na cidade de Hangzhou em Zhejiang também foram forçados a doar”, explicou um diretor da igreja de três pessoas na cidade. “Alguns membros idosos da congregação moram sozinhos e não têm fontes de renda, mas também são forçados a dar dinheiro”, disse segundo o Bitter Winter.

domingo, 17 de maio de 2020

Pandemias e Mudanças

Em uma reportagem recente ouvi que há três situações que transformam o modo como uma sociedade pensa: guerras, revoluções e epidemias. O curioso é que cada uma dessas foge ao controle de qualquer pessoa ou grupo. Ninguém consegue controlar os efeitos de uma guerra, ou os rumos de uma revolução ou mesmo as reações a uma epidemia. Um exemplo foi o efeito nos EUA sobre o papel da mulher na família e sociedade após a Segunda Guerra. Tendo assumido um papel mais protagonista durante a guerra, enquanto os homens estavam combatendo, a sociedade norte-americana teve de lidar com as consequências desta mudança inesperada no pós-guerra.

Parece também seguro afirmar que estas crises não mudam uma sociedade por si, são apenas contextos em que mudanças são aceleradas. Oportunidade (boas ou más) são descobertas. Crises apenas revelam e possibilitam mudanças que nosso coração já vinha desejando. Assim como Jesus afirmou que “a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12.34), crises trazem à tona o que já estava no coração. Nesta pandemia vejo gente se dedicando mais e mais a estudar a Palavra, assim como tenho visto alguns gastarem mais tempo diante da TV e dos celulares. Tenho visto alguns buscarem maneiras de servir ao próximo enquanto outros estão mais preocupados com seu entretenimento. Uma pergunta que cabe aqui é: qual tem sido a sua busca? Como você tem usado sua rotina alterada?
Certamente temos mudado durante esta pandemia. O mundo como o conhecemos não será o mesmo após ela. Tenho ouvido pastores e líderes de igrejas ansiosos para que “tudo volte ao normal”. Temo por eles, pois não creio que o novo normal será igual ao antigo normal. Nossas igrejas estão descobrindo, com maior ou menor eficácia, maneiras diferentes de conviver. Algumas igrejas não têm se preocupado em manter contato com os membros enquanto outras inundam a internet com “lives”, encontros e eventos virtuais. A pergunta também cabe neste caso: como sua igreja tem reagido ao novo contexto?
Nossas formas são desafiadas numa nova realidade, não nossa essência. Jesus deixa claro que nossa essência é amar a Deus e ao próximo.
Minha grande pergunta não é se a pandemia passará (mesmo as previsões mais pessimistas reconhecem que esta pandemia passará, ainda que deixe um trágico rastro em vidas perdidas e economias abaladas), minha curiosidade é como sermos igreja, como cumprirmos nosso chamado em uma nova realidade. Isso nos traz ao tema de forma e essência. Aquilo que realmente importa e que somos chamados a fazer e ser é a essência; o modo como fazemos é a forma. Essência, no entanto, precisa de forma para poder existir. Se eu amo minha esposa (essência), mas não expresso meu amor (forma), este é irrelevante ou até duvidoso. Já formas sobrevivem muito tempo após perderem sua essência. Toda vez que você ouvir, em uma igreja, empresa ou família, a frase “Nós sempre fizemos assim” como defesa de uma posição, desconfie que esta forma já perdeu sua essência e precisa ser abandonada ou reinventada. Nossas formas são desafiadas numa nova realidade, não nossa essência.
Jesus deixa claro que nossa essência é amar a Deus e ao próximo (Marcos 12.28-34). Esta é nossa essência como cristãos. Nossa rotina anterior não é nossa essência. Nossa essência podia ser expressa e ajudada (ou atrapalhada) por nossa rotina, mas nossa essência é algo muito mais profundo e consequentemente impermeável às mudanças como guerras, revoluções ou pandemias. Como seres humanos, somos muito apegados à nossa forma de viver. É comum que formas que antes promoviam nossa essência tenham perdido sua relevância com o tempo. Desta forma, um período de crise como esta pandemia é um excelente momento para avaliarmos de que maneira temos vivido e expresso nossa essência.
Deixe-me propor um exercício pessoal, de família ou mesmo como igreja: avalie nestes próximos dias o que realmente faz falta em termos de vivermos nossa essência como cristãos. Com certeza encontraremos coisas que gostamos, que nos fazem falta, mas não colaboravam com nosso chamado de amar a Deus e ao próximo. Algumas formas talvez até atrapalhassem. Não sabemos o que a realidade pós-pandemia nos trará, mas faça a si mesmo a seguinte pergunta: de que forma posso melhor expressar meu amor a Deus e ao próximo neste momento? E, ao encararmos a realidade que virá, faça a mesma pergunta. Tenho certeza de que vamos encontrar formas das quais desapegar e outras a desenvolvermos. Com isso este período de provação nos deixará mais íntegros e, pela graça de Deus, mais próximos dele.

domingo, 5 de abril de 2020

Cresce no Brasil transmissões de cultos online pelas igrejas

As transmissões estão sendo feitas nas diferentes plataformas disponíveis, como Facebook e YouTube.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Curada do coronavírus aos 90 anos diz: “A obra de Deus em mim ainda não acabou”

“Este é um presente de Deus para minha vida”, afirmou a tataravó.
Geneva Wood tem 90 anos, cinco filhos, onze netos, doze bisnetos, três tataranetos e uma história surpreendente de superação contra o Covid-19. “Ela sempre foi uma sobrevivente”, resume sua filha.

A tataravó estava no The Life Care Center se recuperando de um derrame quando no dia 6 de março testou positivo para o vírus chinês. A família ficou em choque.
“Depois de tudo que ela passou, esse vírus seria o problema que iria levá-la?”, questionou Kate Neidigh, neta de Wood que escreveu um artigo ao Seattle Refined sobre a experiência da família.
A saúde de Geneva se deteriorou rapidamente e a família se despediu através de um painel de vidro. Um médico lia a Bíblia para ela porque sua família não podia manter contato direito.
Mas então algo incrível aconteceu: Wood começou a melhorar. No dia 18 de março a jovem senhora já estava livre do coronavírus.
Os médicos a liberaram para ir para casa ficar em quarentena com a família. Na saída do hospital Geneva afirmou: “Este é um presente de Deus para minha vida, sua obra em mim ainda não acabou”.
Mais de 127.531 pessoas já se recuperaram da Covid-19 em todo mundo.

sábado, 21 de março de 2020

China possui o maior banco de vírus do mundo em Wuhan com mais de 1.500 tipos

A Publicidade do próprio Partido Comunista em 28 de Maio de 2018 reconheceu que o Instituto de Pesquisa em Vírus Wuhan de Hubei possui o maior inventário de vírus do mundo.

A Igreja somos nós

O episódio da transfiguração de Cristo, relatado em Mateus 17:1-5, fala-nos de forma eloquente sobre uma verdade espiritual simples: não importa onde estamos, importa apenas que estejamos em comunhão com Cristo.
Devido à actual situação pandémica do Covid-19 alguns países declararam estado de emergência e grande parte das igrejas cessaram os seus actos de culto, a fim de quebrar as cadeias de transmissão do vírus, única forma de vencer esta pandemia que está a assolar o mundo. Muitas dessas igrejas mantém o apoio aos fiéis de diversas formas, desde transmissão de cultos pela internet, comunicação e envio de materiais através das suas redes sociais assim como prestação de apoios pontuais aos que mais necessitam deles.
Todavia outros líderes persistem em manter os ajuntamentos religiosos em oposição às recomendações das autoridades de Saúde, pelo que a situação tem originado muita polémica, até porque há notícia de infecção passada em cultos de igrejas cristãs pelo menos na Europa e na Ásia.
Mas o texto bíblico em questão mostra-nos claramente que a comunhão com Deus não passa necessariamente pelo local físico em que nos encontramos mas sim pela nossa cartografia espiritual, isto é, pelo facto de estarmos ou não em comunhão pessoal com Jesus.
Pedro, Tiago e João, além do próprio Senhor, frequentavam o Templo de Jerusalém com regularidade, como se pode atestar pelo relato dos evangelistas ou do livro de Actos. Porém, esta experiência única mostrou-lhes que o mais importante é mesmo a comunhão com Cristo.
Vejamos então o que aconteceu com Pedro, Tiago e João: 
Não estavam no Templo, mas deixaram-se conduzir por Jesus
De facto Pedro, Tiago e João estavam longe do Templo de Jerusalém, mas nem por isso deixaram de ser guiados pelo Mestre: “Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte” (v 1). Dentro ou fora da casa do Senhor podemos e devemos ser guiados por Ele em todas as coisas.
Não estavam no Templo, mas ficaram na presença de Jesus
O simples facto de os discípulos não se encontrarem no centro de adoração não obstou a que permanecessem na presença de Jesus. Se apenas pudéssemos estar na presença do Senhor quando estamos num templo, seríamos uns tristes e estaríamos muito longe do que Ele mesmo nos ensinou e mandou fazer.
Não estavam no Templo, mas viram a glória do Senhor
Os três companheiros não estavam no Templo mas puderam presenciar a glória do Senhor. Jesus transfigurou-se diante deles no cimo daquele monte: “E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (v 2).
Nunca eles tinham tido uma experiência tão impactante dentro dos muros do Templo, e talvez nunca mais na vida a tenham tido, com excepção, eventualmente, da visão do Cristo glorificado que João Evangelista teve mais tarde na ilha de Patmos.
Não estavam no Templo, mas tinham a Lei e os Profetas com eles
Moisés representa aqui a Lei e Elias os profetas, isto é, o fundamental da Tanak, a bíblia judaica ou as escrituras veterotestamentárias: “E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (v 3).
A fidelidade à Palavra passa mais pelo seu conhecimento e a nossa obediência à mesma do que pela presença num culto.
Não estavam no Templo, mas não queriam sair dali
Apesar de estarem longe do Templo ou de qualquer sinagoga, Pedro, Tiago e João sentiam-se tão bem que não queriam sair daquele lugar.
Queriam prolongar o momento e dilatar a experiência: “E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias” (v 4).
Não estavam no Templo, mas Deus falou com eles
Finalmente, mesmo no meio do campo, no cume dum monte, Deus falou com os discípulos: “E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o” (v 5). Deus não fala connosco apenas no acto do culto, fala sempre que estivermos dispostos a ouvir a Sua voz, onde quer que nos encontremos.
 De facto, a Igreja somos nós, os fiéis, não o edifício. O compromisso com uma comunidade local de fé, o culto, a comunhão dos santos, o ouvir a pregação e ensino da Palavra de Deus são fundamentais para a nossa vida de fé, mas Deus pode estar onde nós estamos, assim estejamos nós disponíveis para Ele.
Nasceu em Lisboa (1954), é casado, tem dois filhos e um neto. Doutorado em Psicologia, Especialista em Ética e em Ciência das Religiões, é director do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona, em Lisboa, coordenador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo e investigador.

Os desafios da Igreja, sua natureza e missão

Devemos nos orientar pela Palavra de Deus e seguirmos as instruções do Espírito Santo.
Desde a sua fundação a Igreja enfrenta desafios constantes, perseguições e ameaças. E quando falo de Igreja, com letra maiúscula, estou me referindo ao corpo místico de Cristo, não a uma denominação específica.
A Igreja é parte do plano de Deus para com o homem, preestabelecido antes mesmo da fundação do mundo e possui uma natureza divina e missão específica na terra, cujo propósito remete a Cristo.
Jesus disse: “Edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.16).
O termo “igreja”, no original grego, significa “chamados para fora”, apontando por etimologia um grupo de cidadãos que foram chamados para fora de suas casas, a fim de se reunirem por um propósito. Uma assembleia dos santos.
Ao contrário do que alguns acreditam a Igreja não é um prédio, mas é constituída por pessoas, formando assim um corpo espiritual. Essas pessoas se reúnem em locais para juntas prestarem culto a Deus.
Sabendo disso, entendemos que a Igreja foi chamada para andar na contramão do mundo, de forma a cumprir determinada missão. Ela então é apontada como corpo de Cristo, como parte da revelação da vontade de Deus (Efésios 1.9).
Essa vontade nos foi revelada através do nascimento do nosso Senhor Jesus, quando a “plenitude dos tempos” de Deus chegou e o mundo conheceu o perfeito amor divino.
Através de Cristo, a Bíblia nos ensina que um novo homem foi formado e a Igreja então nasceu nEle. Tornamo-nos um só corpo em Cristo, “e cada membro está ligado a todos os outros” (Romanos 12.5).
Por isso, quanto à missão da Igreja, sua principal função é promover a edificação mútua dos santos. Um membro edificando e abençoando ao outro, contribuindo assim para o crescimento.
A Igreja também tem missão de buscar almas, resgatar pecadores por meio da verdade. Billy Graham disse certa vez: “A Bíblia não manda que os pecadores procurem a igreja, mas ordena que a igreja saia em busca dos pecadores”.
Portanto, todo o ataque promovido contra o corpo místico de Jesus Cristo, que é a Igreja divina, aquela que será buscada por Ele, representa um confronto direto contra Deus.
No entanto, aprendemos que por mais duros que sejam os ataques, as portas do inferno não prevalecerão contra aqueles que fazem parte do corpo do Senhor.
Todavia, precisamos permanecer unidos como corpo, resistindo juntos as investidas do inimigo de nossas almas. Devemos nos orientar pela Palavra de Deus e seguirmos as instruções do Espírito Santo.
A Confissão de Fé Belga, documento protestante, diz que a Igreja é “a santa congregação e assembleia dos verdadeiros crentes em Cristo, que esperam toda a sua salvação de Jesus Cristo, lavados pelo sangue dEle, santificados e selados pelo Espírito Santo”.
Cristão, advogado, esposo, escritor, discípulo e Presidente da Assembleia de Deus em Madureira.

Bolsonaro critica ações para fechar igrejas durante pandemia

Presidente ecoa palavras de Silas Malafaia, apesar da gravidade da situação.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou, em entrevista ao apresentador Ratinho, no SBT, as ações tomadas por governos estaduais e municipais para o fechamento de igrejas durante a pandemia do novo coronavírus, Covid-19.
Politizando a questão mais uma vez, Bolsonaro disse que “muita gente” quer dar satisfação ao seu eleitorado e toma “providências absurdas”. “Tem gente que quer fechar igreja, [que] é o último refúgio das pessoas”, afirmou o presidente, ecoando o que vem sendo dito por Silas Malafaia.
Sem levar em conta as milhares de denominações e igrejas espalhadas pelo Brasil, nem as dificuldades que a igreja brasileira enfrenta, o líder da nação acredita que “o pastor vai saber conduzir seu culto. Ele vai ter consciência – o pastor, o padre -, se a igreja está muito cheia, falar alguma coisa. Ele vai decidir lá”.

sexta-feira, 6 de março de 2020

AJUDA EMERGENCIAL PARA SÍRIA

Os cristãos precisam de nosso apoio urgente.
Para apoiar os cristãos perseguidos da Síria, país assolado por uma guerra que já dura oito anos, a Portas Abertas desenvolve vários tipos de projetos, como reconstrução de casas e igrejas, reabertura de escolas e bibliotecas e microcrédito. No entanto, ainda há uma grande necessidade de ajuda emergencial e distribuição de cestas básicas para os irmãos. Através de parceiros locais, inclusive nos Centros de Esperança, a Portas Abertas distribui alimentos para 15 mil pessoas na Síria. Sua doação possibilita que, em um mês, três cristãos recebam cestas básicas.

A perseguição na Síria
O Estado Islâmico foi derrotado no Iraque e Síria, mas isso não significa que a pressão sobre a igreja nesses países tenha acabado. Autoridades governamentais sírias restringem as atividades de cristãos evangélicos para prevenir instabilidade. Eles são, muitas vezes, interrogados e monitorados. Discursos de ódio contra cristãos por líderes islâmicos ocorrem, mas não são permitidos em áreas controladas pelo governo.
Um apelo urgente
Os conflitos no norte da Síria se intensificaram no dia 11 de outubro de 2019, com as ações militares de tropas turcas, em cidades como Kobani e Qamishli. O número de mortos ainda é incerto, porém, muitas são as pessoas que já tiveram que abandonar suas casas na região. Segundo as Nações Unidas, dez mil pessoas já foram afetadas pela ofensiva militar turca.Um membro da equipe da Portas Abertas no país nos contou: 

“O que podemos confirmar até agora é que existe um grande deslocamento interno na região nordeste”. Isso significa que pode haver ainda mais pessoas forçadas a deixar suas casas. Vale salientar que esse movimento está acontecendo em um local que já estava devastado pela guerra civil e pelo Estado Islâmico. 
Você pode fornecer ajuda prática aos cristãos perseguidos - não apenas nas zonas de conflito, onde muitos de nossos irmãos foram afetados, mas em toda a Síria - hoje.
Sua contribuição de R$ 96,50 ajuda os cristãos da Síria a se levantarem. 

Doe agora! 
Ao doar para qualquer projeto você se torna um parceiro e recebe de presente a assinatura da Revista Portas Abertas, com validade de um ano.
Caso o valor arrecadado ultrapasse o orçamento do projeto, as doações serão utilizadas em outras necessidades do campo.

Iraque: cristão relata fuga do Estado Islâmico

 O cristão iraquiano Basman teve que fugir com a família quando o Estado Islâmico invadiu sua cidade, em agosto de 2014

Há exatos 5 anos, a invasão do Estado Islâmico no Iraque levou muitos cristãos a fugir para salvar a vida.

Como taxista e DJ, o iraquiano Basman conseguia sustentar a família com facilidade na cidade de Bartella, no Iraque, que é de maioria cristã. Mas tudo mudou para esse pai de família cristão em agosto de 2014, quando o autoproclamado Estado Islâmico (EI) ameaçou invadir os vilarejos na Planície do Nínive. Ele precisou fugir para salvar sua vida e da família.
O cristão de 41 anos tinha casa própria em Bartella. Apesar de terem pequenos problemas com um grupo de muçulmanos, ele não esperava que tudo mudasse do dia para a noite. Mas foi o que aconteceu. Somente em 2017, ele recomeçou a vida como DJ de casamentos usando o microcrédito, concedido através de parceiros locais da Portas Abertas. Basman é um dos mais de 200 beneficiários de microcrédito e nos conta um pouco de sua história. Em resumo, ele diz: “Vocês salvaram minha vida”.
Exatamente em 6 de agosto de 2014, a ameaça do EI foi tanta que todos os moradores de Bartella tiveram que fugir. Além da própria família, formada por esposa e três filhos, Basman também era responsável pelos pais idosos e pela família da irmã viúva. Quando todos começaram a fugir, a família de Basman ficou na cidade até o último momento, até que ficaram sem opção. “Estávamos quietos em casa quando, de repente, os guardas cristãos do vilarejo bateram a nossa porta dizendo que precisaríamos sair imediatamente, pois o EI estava vindo”, relembra.
Basman conta que foi um momento muito difícil, pois não sabiam se conseguiriam chegar a Erbil. Ele descreve: “Houve bombardeios e tiros naquela noite e não sabíamos de onde eles estavam atirando e quem estava lutando. Eu me senti tão responsável por minha família – estava com todas essas vidas comigo no meu veículo. Não sabíamos o que aconteceria conosco, se ficaríamos a salvo ou não”.
Ele conseguiu um lugar para a família em uma fazenda na região de Erbil, onde 52 pessoas se abrigaram. Mas pensava que seria por dois ou três dias. “No verão era bom, mas quando o inverno chegou, foi difícil viver lá, por estar muito longe da cidade”, explica. Como o preço do aluguel de casas na cidade era alto, Basman só tinha uma opção: “Eu decidi que deveríamos sair do país, então vendi meu micro-ônibus e fugimos para o Líbano, onde fomos registrados como refugiados. Eu pedi visto para a França, mas não obtivemos”, diz. (Essa história continua).
Assim com o Iraque, a Síria também foi atingida pela invasão do Estado Islâmico. Hoje, os cristãos de ambos os países ainda dependem de ajuda externa para conseguir sobreviver. Com uma doação, você permite que três cristãos sírios recebam uma cesta básica, o que faz uma grande diferença para que famílias possam se manter.
Fonte: Portas Abertas