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sexta-feira, 27 de março de 2020

Curada do coronavírus aos 90 anos diz: “A obra de Deus em mim ainda não acabou”

“Este é um presente de Deus para minha vida”, afirmou a tataravó.
Geneva Wood tem 90 anos, cinco filhos, onze netos, doze bisnetos, três tataranetos e uma história surpreendente de superação contra o Covid-19. “Ela sempre foi uma sobrevivente”, resume sua filha.

A tataravó estava no The Life Care Center se recuperando de um derrame quando no dia 6 de março testou positivo para o vírus chinês. A família ficou em choque.
“Depois de tudo que ela passou, esse vírus seria o problema que iria levá-la?”, questionou Kate Neidigh, neta de Wood que escreveu um artigo ao Seattle Refined sobre a experiência da família.
A saúde de Geneva se deteriorou rapidamente e a família se despediu através de um painel de vidro. Um médico lia a Bíblia para ela porque sua família não podia manter contato direito.
Mas então algo incrível aconteceu: Wood começou a melhorar. No dia 18 de março a jovem senhora já estava livre do coronavírus.
Os médicos a liberaram para ir para casa ficar em quarentena com a família. Na saída do hospital Geneva afirmou: “Este é um presente de Deus para minha vida, sua obra em mim ainda não acabou”.
Mais de 127.531 pessoas já se recuperaram da Covid-19 em todo mundo.

sábado, 21 de março de 2020

China possui o maior banco de vírus do mundo em Wuhan com mais de 1.500 tipos

A Publicidade do próprio Partido Comunista em 28 de Maio de 2018 reconheceu que o Instituto de Pesquisa em Vírus Wuhan de Hubei possui o maior inventário de vírus do mundo.

A Igreja somos nós

O episódio da transfiguração de Cristo, relatado em Mateus 17:1-5, fala-nos de forma eloquente sobre uma verdade espiritual simples: não importa onde estamos, importa apenas que estejamos em comunhão com Cristo.
Devido à actual situação pandémica do Covid-19 alguns países declararam estado de emergência e grande parte das igrejas cessaram os seus actos de culto, a fim de quebrar as cadeias de transmissão do vírus, única forma de vencer esta pandemia que está a assolar o mundo. Muitas dessas igrejas mantém o apoio aos fiéis de diversas formas, desde transmissão de cultos pela internet, comunicação e envio de materiais através das suas redes sociais assim como prestação de apoios pontuais aos que mais necessitam deles.
Todavia outros líderes persistem em manter os ajuntamentos religiosos em oposição às recomendações das autoridades de Saúde, pelo que a situação tem originado muita polémica, até porque há notícia de infecção passada em cultos de igrejas cristãs pelo menos na Europa e na Ásia.
Mas o texto bíblico em questão mostra-nos claramente que a comunhão com Deus não passa necessariamente pelo local físico em que nos encontramos mas sim pela nossa cartografia espiritual, isto é, pelo facto de estarmos ou não em comunhão pessoal com Jesus.
Pedro, Tiago e João, além do próprio Senhor, frequentavam o Templo de Jerusalém com regularidade, como se pode atestar pelo relato dos evangelistas ou do livro de Actos. Porém, esta experiência única mostrou-lhes que o mais importante é mesmo a comunhão com Cristo.
Vejamos então o que aconteceu com Pedro, Tiago e João: 
Não estavam no Templo, mas deixaram-se conduzir por Jesus
De facto Pedro, Tiago e João estavam longe do Templo de Jerusalém, mas nem por isso deixaram de ser guiados pelo Mestre: “Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte” (v 1). Dentro ou fora da casa do Senhor podemos e devemos ser guiados por Ele em todas as coisas.
Não estavam no Templo, mas ficaram na presença de Jesus
O simples facto de os discípulos não se encontrarem no centro de adoração não obstou a que permanecessem na presença de Jesus. Se apenas pudéssemos estar na presença do Senhor quando estamos num templo, seríamos uns tristes e estaríamos muito longe do que Ele mesmo nos ensinou e mandou fazer.
Não estavam no Templo, mas viram a glória do Senhor
Os três companheiros não estavam no Templo mas puderam presenciar a glória do Senhor. Jesus transfigurou-se diante deles no cimo daquele monte: “E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (v 2).
Nunca eles tinham tido uma experiência tão impactante dentro dos muros do Templo, e talvez nunca mais na vida a tenham tido, com excepção, eventualmente, da visão do Cristo glorificado que João Evangelista teve mais tarde na ilha de Patmos.
Não estavam no Templo, mas tinham a Lei e os Profetas com eles
Moisés representa aqui a Lei e Elias os profetas, isto é, o fundamental da Tanak, a bíblia judaica ou as escrituras veterotestamentárias: “E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (v 3).
A fidelidade à Palavra passa mais pelo seu conhecimento e a nossa obediência à mesma do que pela presença num culto.
Não estavam no Templo, mas não queriam sair dali
Apesar de estarem longe do Templo ou de qualquer sinagoga, Pedro, Tiago e João sentiam-se tão bem que não queriam sair daquele lugar.
Queriam prolongar o momento e dilatar a experiência: “E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias” (v 4).
Não estavam no Templo, mas Deus falou com eles
Finalmente, mesmo no meio do campo, no cume dum monte, Deus falou com os discípulos: “E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o” (v 5). Deus não fala connosco apenas no acto do culto, fala sempre que estivermos dispostos a ouvir a Sua voz, onde quer que nos encontremos.
 De facto, a Igreja somos nós, os fiéis, não o edifício. O compromisso com uma comunidade local de fé, o culto, a comunhão dos santos, o ouvir a pregação e ensino da Palavra de Deus são fundamentais para a nossa vida de fé, mas Deus pode estar onde nós estamos, assim estejamos nós disponíveis para Ele.
Nasceu em Lisboa (1954), é casado, tem dois filhos e um neto. Doutorado em Psicologia, Especialista em Ética e em Ciência das Religiões, é director do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona, em Lisboa, coordenador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo e investigador.

Os desafios da Igreja, sua natureza e missão

Devemos nos orientar pela Palavra de Deus e seguirmos as instruções do Espírito Santo.
Desde a sua fundação a Igreja enfrenta desafios constantes, perseguições e ameaças. E quando falo de Igreja, com letra maiúscula, estou me referindo ao corpo místico de Cristo, não a uma denominação específica.
A Igreja é parte do plano de Deus para com o homem, preestabelecido antes mesmo da fundação do mundo e possui uma natureza divina e missão específica na terra, cujo propósito remete a Cristo.
Jesus disse: “Edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.16).
O termo “igreja”, no original grego, significa “chamados para fora”, apontando por etimologia um grupo de cidadãos que foram chamados para fora de suas casas, a fim de se reunirem por um propósito. Uma assembleia dos santos.
Ao contrário do que alguns acreditam a Igreja não é um prédio, mas é constituída por pessoas, formando assim um corpo espiritual. Essas pessoas se reúnem em locais para juntas prestarem culto a Deus.
Sabendo disso, entendemos que a Igreja foi chamada para andar na contramão do mundo, de forma a cumprir determinada missão. Ela então é apontada como corpo de Cristo, como parte da revelação da vontade de Deus (Efésios 1.9).
Essa vontade nos foi revelada através do nascimento do nosso Senhor Jesus, quando a “plenitude dos tempos” de Deus chegou e o mundo conheceu o perfeito amor divino.
Através de Cristo, a Bíblia nos ensina que um novo homem foi formado e a Igreja então nasceu nEle. Tornamo-nos um só corpo em Cristo, “e cada membro está ligado a todos os outros” (Romanos 12.5).
Por isso, quanto à missão da Igreja, sua principal função é promover a edificação mútua dos santos. Um membro edificando e abençoando ao outro, contribuindo assim para o crescimento.
A Igreja também tem missão de buscar almas, resgatar pecadores por meio da verdade. Billy Graham disse certa vez: “A Bíblia não manda que os pecadores procurem a igreja, mas ordena que a igreja saia em busca dos pecadores”.
Portanto, todo o ataque promovido contra o corpo místico de Jesus Cristo, que é a Igreja divina, aquela que será buscada por Ele, representa um confronto direto contra Deus.
No entanto, aprendemos que por mais duros que sejam os ataques, as portas do inferno não prevalecerão contra aqueles que fazem parte do corpo do Senhor.
Todavia, precisamos permanecer unidos como corpo, resistindo juntos as investidas do inimigo de nossas almas. Devemos nos orientar pela Palavra de Deus e seguirmos as instruções do Espírito Santo.
A Confissão de Fé Belga, documento protestante, diz que a Igreja é “a santa congregação e assembleia dos verdadeiros crentes em Cristo, que esperam toda a sua salvação de Jesus Cristo, lavados pelo sangue dEle, santificados e selados pelo Espírito Santo”.
Cristão, advogado, esposo, escritor, discípulo e Presidente da Assembleia de Deus em Madureira.

Bolsonaro critica ações para fechar igrejas durante pandemia

Presidente ecoa palavras de Silas Malafaia, apesar da gravidade da situação.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou, em entrevista ao apresentador Ratinho, no SBT, as ações tomadas por governos estaduais e municipais para o fechamento de igrejas durante a pandemia do novo coronavírus, Covid-19.
Politizando a questão mais uma vez, Bolsonaro disse que “muita gente” quer dar satisfação ao seu eleitorado e toma “providências absurdas”. “Tem gente que quer fechar igreja, [que] é o último refúgio das pessoas”, afirmou o presidente, ecoando o que vem sendo dito por Silas Malafaia.
Sem levar em conta as milhares de denominações e igrejas espalhadas pelo Brasil, nem as dificuldades que a igreja brasileira enfrenta, o líder da nação acredita que “o pastor vai saber conduzir seu culto. Ele vai ter consciência – o pastor, o padre -, se a igreja está muito cheia, falar alguma coisa. Ele vai decidir lá”.

sexta-feira, 6 de março de 2020

AJUDA EMERGENCIAL PARA SÍRIA

Os cristãos precisam de nosso apoio urgente.
Para apoiar os cristãos perseguidos da Síria, país assolado por uma guerra que já dura oito anos, a Portas Abertas desenvolve vários tipos de projetos, como reconstrução de casas e igrejas, reabertura de escolas e bibliotecas e microcrédito. No entanto, ainda há uma grande necessidade de ajuda emergencial e distribuição de cestas básicas para os irmãos. Através de parceiros locais, inclusive nos Centros de Esperança, a Portas Abertas distribui alimentos para 15 mil pessoas na Síria. Sua doação possibilita que, em um mês, três cristãos recebam cestas básicas.

A perseguição na Síria
O Estado Islâmico foi derrotado no Iraque e Síria, mas isso não significa que a pressão sobre a igreja nesses países tenha acabado. Autoridades governamentais sírias restringem as atividades de cristãos evangélicos para prevenir instabilidade. Eles são, muitas vezes, interrogados e monitorados. Discursos de ódio contra cristãos por líderes islâmicos ocorrem, mas não são permitidos em áreas controladas pelo governo.
Um apelo urgente
Os conflitos no norte da Síria se intensificaram no dia 11 de outubro de 2019, com as ações militares de tropas turcas, em cidades como Kobani e Qamishli. O número de mortos ainda é incerto, porém, muitas são as pessoas que já tiveram que abandonar suas casas na região. Segundo as Nações Unidas, dez mil pessoas já foram afetadas pela ofensiva militar turca.Um membro da equipe da Portas Abertas no país nos contou: 

“O que podemos confirmar até agora é que existe um grande deslocamento interno na região nordeste”. Isso significa que pode haver ainda mais pessoas forçadas a deixar suas casas. Vale salientar que esse movimento está acontecendo em um local que já estava devastado pela guerra civil e pelo Estado Islâmico. 
Você pode fornecer ajuda prática aos cristãos perseguidos - não apenas nas zonas de conflito, onde muitos de nossos irmãos foram afetados, mas em toda a Síria - hoje.
Sua contribuição de R$ 96,50 ajuda os cristãos da Síria a se levantarem. 

Doe agora! 
Ao doar para qualquer projeto você se torna um parceiro e recebe de presente a assinatura da Revista Portas Abertas, com validade de um ano.
Caso o valor arrecadado ultrapasse o orçamento do projeto, as doações serão utilizadas em outras necessidades do campo.

Iraque: cristão relata fuga do Estado Islâmico

 O cristão iraquiano Basman teve que fugir com a família quando o Estado Islâmico invadiu sua cidade, em agosto de 2014

Há exatos 5 anos, a invasão do Estado Islâmico no Iraque levou muitos cristãos a fugir para salvar a vida.

Como taxista e DJ, o iraquiano Basman conseguia sustentar a família com facilidade na cidade de Bartella, no Iraque, que é de maioria cristã. Mas tudo mudou para esse pai de família cristão em agosto de 2014, quando o autoproclamado Estado Islâmico (EI) ameaçou invadir os vilarejos na Planície do Nínive. Ele precisou fugir para salvar sua vida e da família.
O cristão de 41 anos tinha casa própria em Bartella. Apesar de terem pequenos problemas com um grupo de muçulmanos, ele não esperava que tudo mudasse do dia para a noite. Mas foi o que aconteceu. Somente em 2017, ele recomeçou a vida como DJ de casamentos usando o microcrédito, concedido através de parceiros locais da Portas Abertas. Basman é um dos mais de 200 beneficiários de microcrédito e nos conta um pouco de sua história. Em resumo, ele diz: “Vocês salvaram minha vida”.
Exatamente em 6 de agosto de 2014, a ameaça do EI foi tanta que todos os moradores de Bartella tiveram que fugir. Além da própria família, formada por esposa e três filhos, Basman também era responsável pelos pais idosos e pela família da irmã viúva. Quando todos começaram a fugir, a família de Basman ficou na cidade até o último momento, até que ficaram sem opção. “Estávamos quietos em casa quando, de repente, os guardas cristãos do vilarejo bateram a nossa porta dizendo que precisaríamos sair imediatamente, pois o EI estava vindo”, relembra.
Basman conta que foi um momento muito difícil, pois não sabiam se conseguiriam chegar a Erbil. Ele descreve: “Houve bombardeios e tiros naquela noite e não sabíamos de onde eles estavam atirando e quem estava lutando. Eu me senti tão responsável por minha família – estava com todas essas vidas comigo no meu veículo. Não sabíamos o que aconteceria conosco, se ficaríamos a salvo ou não”.
Ele conseguiu um lugar para a família em uma fazenda na região de Erbil, onde 52 pessoas se abrigaram. Mas pensava que seria por dois ou três dias. “No verão era bom, mas quando o inverno chegou, foi difícil viver lá, por estar muito longe da cidade”, explica. Como o preço do aluguel de casas na cidade era alto, Basman só tinha uma opção: “Eu decidi que deveríamos sair do país, então vendi meu micro-ônibus e fugimos para o Líbano, onde fomos registrados como refugiados. Eu pedi visto para a França, mas não obtivemos”, diz. (Essa história continua).
Assim com o Iraque, a Síria também foi atingida pela invasão do Estado Islâmico. Hoje, os cristãos de ambos os países ainda dependem de ajuda externa para conseguir sobreviver. Com uma doação, você permite que três cristãos sírios recebam uma cesta básica, o que faz uma grande diferença para que famílias possam se manter.
Fonte: Portas Abertas

Dia Mundial da Oração: interceda pelos cristãos rohingya em Bangladesh

 Interceda pelos cristãos rohingya, que perderam tudo o que tinham em Bangladesh

A igreja de refugiados de Mianmar precisa de encorajamento e de condições mínimas para viver.

Hoje é o Dia Mundial da Oração e a Portas Abertas convida a igreja brasileira para interceder pelos cristãos da minoria rohingya. Eles são originários de Mianmar e estão refugiados em Bangladesh. Por serem seguidores de Jesus enfrentam a opressão de outras pessoas da comunidade de maioria muçulmana. Eles não têm cidadania do país onde vivem e por isso a causa deles é tratada com descaso pelas autoridades.
Em 27 de janeiro, aconteceu um ataque a alguns cristãos da minoria rohingya. O resultado da violência foram as destruições de uma igreja, 18 casas e agressão de alguns seguidores de Jesus, deixando muitos hospitalizados. Um pastor ainda está sequestrado pelos extremistas ligados ao Arakan Rohingya Salvation Army (ARSA), grupo muçulmano secular. Um dos colaboradores da Portas Abertas no país informou que os cristãos estão frustrados com as condições que eles têm vivido.
O grupo de 84 seguidores de Jesus ficou apenas com as roupas do corpo e continua em um campo de trânsito da ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados). Eles não podem sair livremente como os demais rohingya, que são muçulmanos. Por isso, sentem-se presos e sem privacidade. “O acampamento apenas lhes fornece comida e nada mais. Portanto, eles precisam compartilhar roupas e outras necessidades, pois todos perderam tudo durante o ataque”, afirma o parceiro.
Apesar das autoridades desejarem mandá-los de volta para dentro do campo de refugiados, eles temem pela segurança, mesmo que elas garantam escolta para os cristãos. Já que na ocasião dos ataques, os policiais viram o que aconteceu, mas não fizeram nada para ajudar. O resultado disso é o medo de praticar a fé abertamente e manter a paz entre os cristãos.  
Pedidos de oração
  • No dia Mundial da Oração, clame pelas 22 famílias no campo de trânsito da ACNUR, para que as autoridades tomem medidas rápidas para realocá-los para um lugar seguro, onde possam praticar a fé livremente.
  • Interceda pela segurança do líder desaparecido, para que Deus mova os corações dos sequestradores para libertá-lo. Peça pela família dele, para que tenha esperança e confiança em Deus neste momento difícil.
  • Ore para que as autoridades sejam justas e se importem com a causa dos cristãos de minoria rohingya. Que elas cumpram o que prometeram e protejam a igreja em Bangladesh.
  • Ore por quebrantamento dos corações dos extremistas islâmicos, que eles tenham os olhos abertos por Deus e possam ver a Cristo e entender as maravilhas que fez por eles.
Portas Abertas

A igreja deve ser relevante?

No famoso desfile de Carnaval no Rio este ano, uma versão distorcida do evangelho foi apresentada. A mim pessoalmente não ofendeu, pois aqueles que fizeram a apresentação estão cegados em seu entendimento pelo príncipe deste mundo. Meu espanto foi com um pastor de renome nacional que fez uma declaração bombástica, defendendo ou buscando encontrar relevância na clara distorção do evangelho.

Não sei por que este pastor, que considero um amigo, ainda que distante, fez o comentário que fez. Talvez ele creia no que disse, o que seria triste pois o afasta da pureza do evangelho. Talvez ele apenas tenha tentado dialogar com a cultura nacional, em especial a cultura do Carnaval. A Palavra afirma que não conhecemos o coração do homem e portanto não podemos julgar motivações (1Coríntios 2.11), mas ela nos convida a fazer julgamentos justos com relação a afirmações (João 7.24).
No entanto, neste artigo eu gostaria de discutir sobre o perigo de tentar, a todo custo, ser relevante. Ser relevante tem sido propagado como uma das tarefas essenciais da igreja e de todo cristão. Por um lado, eu concordo – afinal somos chamados para sermos testemunhas de nosso Senhor Jesus Cristo. O que poderia ser mais relevante do que isso? Por outro lado, há um perigo gigantesco em buscar essa relevância.
O que define relevância? O termo veio da palavra “relevo” ou “superfície”. Uma das definições mais antigas seria “parte saliente de uma superfície plana”. Hoje em dia é mais usado como “aquilo que tem importância ou relevo num contexto determinado; pertinência”.[1] Curiosamente, é relevante – no sentido original – aquilo que se destaca, aquilo que é diferente. No segundo (e mais popular) sentido, relevância é aquilo que é importante em determinado assunto.
Jesus não nos autorizou a modificarmos o evangelho para obter o máximo de relevância. Ele nos chama a viver em amor e a proclamar em verdade.
Diante disso, temos de responder à pergunta: o evangelho é importante na sociedade de hoje? Todo cristão afirmaria que sim, pois trata de nossa relação com Deus, de nosso significado pessoal e de nosso destino eterno. Mas o problema é que o mundo não percebe o evangelho, e, por consequência, não percebe os cristãos como importantes, apenas como diferentes e, com frequência, irritantes. A igreja cristã tem sido considerada irrelevante e nossa mensagem como fantasia ou base de opressão das liberdades individuais.
Ao perceber isso, nossa reação é de tentar explicar a relevância de nossa mensagem ou, ainda pior, tentar modificar a mensagem para se encaixar no diálogo do mundo. Mas aí reside o perigo. Com frequência cristãos não conseguem lidar com a tensão de sermos diferentes, de sermos algo fora do padrão – curiosamente o sentido original de relevância. Queremos ser considerados importantes, queremos ser convidados para nos sentar nas mesas de diálogo e reflexão. Queremos que o mundo preste atenção e nos considere cultos, inteligentes e “conectados” com a realidade, portanto relevantes.
Concordo com esta expectativa, mas é fundamental não deformarmos a mensagem do evangelho para conquistarmos visibilidade ou aceitação. Vejamos com cuidado como Jesus Cristo, aquele que é o próprio evangelho, nos alertou quanto a momentos como este:
16Eu os estou enviando como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas. 17Tenham cuidado, pois os homens os entregarão aos tribunais e os açoitarão nas sinagogas deles. 18Por minha causa vocês serão levados à presença de governadores e reis como testemunhas a eles e aos gentios. 19Mas, quando os prenderem, não se preocupem quanto ao que dizer, ou como dizê-lo. Naquela hora, será dado o que dizer, 20pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito do Pai de vocês falará por intermédio de vocês. (Mateus 10.16-20)
Ao enviar seus discípulos, Jesus não pediu que eles se preocupassem em ser relevantes, em dialogar com a cultura ideológica ou religiosa da época; ele pediu que proclamassem seu evangelho. Na verdade, o que ele deu a entender é que seus enviados seriam perseguidos, aprisionados, injustiçados e desprezados. E, é importante destacar, seu testemunho não seria por meio de palavras sábias, mas de palavras fiéis, dadas pelo próprio Espírito Santo.
Em outra passagem muito conhecida (Atos 2.42-47), Lucas afirma que a igreja em Jerusalém, logo no início, gozava da “simpatia de todo o povo”. Esta simpatia não era fruto de um discurso bem afinado com os momentos social e cultural de Israel. Na verdade o povo via e admirava como os cristãos viviam, como demonstravam uma fé viva e sincera. No entanto, é importante que ninguém se engane: um pouco mais adiante, em Atos 13, lemos que:
1Nessa ocasião, o rei Herodes prendeu alguns que pertenciam à igreja, com a intenção de maltratá-los, 2e mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3Vendo que isso agradava aos judeus, prosseguiu, prendendo também Pedro durante a festa dos pães sem fermento.
Algum tempo depois, Herodes, com grande habilidade política, percebeu que perseguir cristãos aumentava sua popularidade entre os judeus (os mesmo que simpatizavam com a igreja no início). Por isso promoveu uma perseguição oficial.
Nosso estilo de vida deve dar testemunho e um discurso fiel atrairá alguns, mas irritará muitos (Atos 17.32). Nossa busca como igreja não deve ser primariamente por relevância, ou provavelmente cairemos em distorções do próprio evangelho. Jesus não nos autorizou a modificarmos o evangelho para obter o máximo de relevância. Ele nos chama a viver em amor, que será nosso testemunho mais poderoso (João 13.34-35), e a proclamar em verdade, o que será libertador (João 8.32).
Minha oração por você, por mim, por meu amigo mencionado acima e por tantos outros líderes que buscam relevância é que nossa vida demonstre o poder de Deus e que nosso falar proclame a verdade dele, e não palavras doces para a cultura atual enquanto infiéis ao Senhor. Somos chamados a ser profetas que anunciam o caráter de nosso Deus e não intelectuais que entretêm um mundo perdido.

Nota

  • Retirado do Dicionário Online Michaelis.