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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O Dilema Palestino

Thomas Lachenmaier

No conflito árabe-israelense ocorre o encontro dos maiores contrastes. Onde falta a vontade e a capacidade para a formação de um Estado, é impossível que surja um Estado.
Quem lança um olhar retrospectivo sobre a história do conflito árabe-israelense, após o estudo dos fatos certamente chegará a uma conclusão notável: o povo árabe já poderia ter fundado seu próprio Estado palestino diversas vezes. E isso teria acontecido com o consentimento de Israel e da sociedade internacional. Essas oportunidades de ouro, no entanto, foram desperdiçadas pelo lado palestino. E não apenas isso: elas foram encerradas com as mais amargas batalhas, guerras, intifada e terror contra Israel. Por que isso é assim?
A primeira data relacionada a essa incapacidade é 14 de maio de 1948. Nesse dia, os judeus e os palestinos deveriam ter criado um Estado respectivamente para cada povo. Eles estavam devidamente autorizados através de uma resolução concedida pela ONU. No calor dos atuais debates fica esquecido que os palestinos poderiam recentemente ter comemorado os 68 anos de existência de seu Estado soberano, ao lado de Israel, se, na primavera de 1948, eles tivessem aceitado a oferta da Organização das Nações Unidas, para a criação de um Estado próprio. Esse teria sido o primeiro Estado palestino da história.
A perda dessa oportunidade de ouro é justamente um exemplo corrente do modo de agir dos habitantes árabes do Oriente Médio. O mesmo aconteceu no Acordo de Oslo, em 1993 ou no ano de 2000, quando o então primeiro-ministro Ehud Barak fez amplas propostas, mas não encontrou parceiros.
Em setembro de 2008, o primeiro-ministro Ehud Olmert fez uma proposta ao seu colega palestino Mahmoud Abbas, para a criação de um Estado com base nas fronteiras de 1967. Olmert a considerou retrospectivamente como “a mais generosa e mais abrangente proposta já oferecida por um primeiro-ministro”. O que faltou no documento foi unicamente a assinatura de Abbas.
Por que parece ser mais atrativo continuar convencendo adolescentes a amarrarem explosivos ao corpo e detonar-se em um mercado público, a se apresentar como combatentes armados com fuzis Kalashnikov, a bombardear Israel com mísseis, ao invés de se preocupar com a organização de uma burocracia eficiente e com a agricultura, com sistemas de escoamento de esgotos e outras urgentes necessidades de infraestrutura? Como se explica a incapacidade dos palestinos em criar um Estado civilizado?
O autor israelense Obadiah Shoher escreve que é errado acusar os palestinos de não estarem dispostos a assumir responsabilidades. Antes disso, devido a fatores históricos, não haveria neles a conscientização para constituírem um Estado e nem a capacidade de realizá-lo.
O senso de um Estado pressupõe a concepção de um território e a vinculação com uma localização concreta. Os clãs palestinos, pelo contrário, são extraterritoriais. O primeiro vínculo das pessoas pertence ao clã, mas nunca está relacionado a um determinado território. Por outro lado, também o pensamento ou a inclinação pessoal do indivíduo deve corresponder às exigências de lealdade do clã – além de, por exemplo, ser dado um emprego a uma pessoa incapaz do próprio clã do que a uma pessoa capaz que pertença a outro clã. O clã, ou a tribo, é um ponto de referência diferente de responsabilidade do que o de um Estado. O Estado (enquanto for democrático) é um conjunto complexo de órgãos dotados com atribuições definidas, que se controlam reciprocamente e são mantidos à vista pela mídia livre e cujos políticos precisam se responsabilizar através de eleições transparentes. Realizar isso exige uma série considerável de condições. Onde estas não existem, não há condições de fundar um Estado.
Cada indivíduo, entre outros assuntos, precisa ajustar suas ações com uma noção sóbria de autoridade estatal. Caso ele não consiga fazê-lo, então a consequência será a existência de Estados com as características encontradas na região árabe. Por exemplo, no Egito: o ditador Mubarak foi eleito com quase 100 por cento dos votos, não havia Justiça independente, nem imprensa livre. A lealdade de um funcionário egípcio será dedicada primeiramente ao membro de seu clã familiar (mesmo que este esteja distante) ou àquele que lhe dá propina, mas não à estrutura abstrata chamada “Estado”.
A corrupção não é simplesmente uma característica difundida na sociedade, porém, a corrupção se infiltrou na constituição do Estado. Em última análise, não somente o Iêmen e a Somália são “estados problemáticos”. Também as nações árabes não dominam nenhuma forma de constituição estatal adequada aos requisitos atuais.
No lado palestino não houve o desenvolvimento de uma identidade de povo. Fala-se de um povo palestino somente depois que Yasser Arafat escreveu essa ideia sobre as bandeiras da guerra política contra Israel. Nunca antes houve uma nação palestina, nem mesmo alguma constituição estatal.
O conflito árabe-israelense tem relação com isso, sendo que nele há a colisão de duas experiências e ordens de valores em relação ao conceito de responsabilidade, de povo e de Estado. No lado palestino não houve o desenvolvimento de uma identidade de povo. Fala-se de um povo palestino somente depois que Yasser Arafat escreveu essa ideia sobre as bandeiras da guerra política contra Israel. Nunca antes houve uma nação palestina, nem mesmo alguma constituição estatal. “Povo palestino” existe no sentido de “ser contra Israel”, mas não para uma constituição concreta de algum formato que se queira atribuir para um modo de convivência estatal.
Israel, no entanto, é exatamente o contrário de tudo isso. Os israelitas certamente representam o povo mais antigo que existe. Os hebreus, de acordo com os conceitos atuais, formam um povo desde a era do bronze. Além disso, sua existência é especialmente devida a Deus – ao menos é essa a visão dos crentes judeus e cristãos. A Bíblia não escreve somente que Deus escolheu o povo de Israel para ser “o seu próprio povo” (Dt 7.6; 14.2 – ARA).
A Escritura Sagrada diz, ainda, justamente a respeito desse povo, que ele foi “criado” por Deus. É o que lemos no Salmo 100.3, ou em Isaías 43.1, onde consta: “Mas agora assim diz o Senhor, aquele que o criou, ó Jacó, aquele que o formou, ó Israel: ‘Não tema, pois eu o resgatei; eu o chamei pelo nome; você é meu’”.
Não apenas a identidade do povo de Israel persiste desde um tempo incomparavelmente longo, mas também sua identidade como nação que existiu antigamente em uma constituição estatal e hoje existe novamente. O Estado de Israel já existia há 3.000 anos.
Assim, no Oriente Médio, ocorre um choque entre duas realidades diametralmente opostas. É notável que os políticos palestinos considerem sua luta também como uma luta contra a autenticidade histórica de Israel, como uma luta contra a memória. Isso nos remete ao Salmo 83, onde menciona os inimigos de Deus, que O odeiam e levantam sua fronte desafiadora e dizem: “Venham, vamos destruí-los como nação, para que o nome de Israel não seja mais lembrado!” (v. 4).
Simples Verdade
A luta contra a memória do povo de Israel une os inimigos de Deus já desde milênios. Do mesmo modo como Hamã queria extinguir a memória do povo de Israel e eliminar os israelitas, conforme relata o livro de Ester, assim hoje o presidente iraniano Hassan Rouhani ambiciona varrer Israel do mapa. Também a administração muçulmana do Monte do Templo se opõe a essas provas do passado, que atestam a existência do povo e do Estado de Israel. No âmbito das obras subterrâneas no Monte do Templo, eles destroem os achados da antiguidade e os jogam no lixo. Eles pretendem eliminar a memória da história de Israel. Os arqueólogos israelenses se empenham para ainda salvar alguns vestígios.
No conflito árabe-israelense há a colisão de conceitos diferentes em relação ao povo, à nação e ao Estado. Ali também acontece o confronto entre dois mundos contraditórios referentes à fé no deus bélico Alá e no Deus da Bíblia.
A guerra permanente dos palestinos contra Israel não resultará na criação de um Estado palestino porque, em última análise, eles nem têm esse objetivo, e porque não existe neles a vontade nem a capacidade para a formação de um Estado. Não haveria um Estado palestino, mesmo se os inimigos de Israel conseguissem destruir o país e apagá-lo do mapa. Nesse caso simplesmente restaria uma porção de terra devastada entre o Mar Mediterrâneo e o deserto que passaria a pertencer, ora a um, ora a outro país vizinho – assim como aconteceu durante 2.000 anos. No entanto, para essa faixa de terra, para Israel, a Bíblia promete um futuro diferente. — Thomas Lachenmaier (factum-magazin.ch)

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

VISITANDO O MAJESTOSO MONTE ARBEL


O Monte Arbel é uma montanha deslumbrante na Baixa Galileia que tem vista para o Mar da Galiléia. E, oh, garoto, oferece algumas vistas maravilhosas da área!

Seus maravilhosos penhascos são vistos por milhas ao redor, mas, na verdade, estar no topo das falésias é um daqueles momentos imperdíveis - é realmente um lugar mágico para pegar algumas vistas deslumbrantes sobre o Golan Heights, e até mesmo o Monte Hermon. E não só as vistas são deliciosas, há algumas caminhadas espetaculares na área, incluindo o acesso a uma parte do Jesus Trail.

O parque nacional que está localizado aqui também inclui restos de uma comunidade antiga que uma vez habitou este topo da montanha, e você pode explorar ruínas antigas de uma sinagoga, e até mesmo caminhar até algumas trilhas no penhasco que revelam uma impressionante fortaleza de cavernas no penhasco. Não surpreendentemente fácil de chegar, então, se você tiver um problema de mobilidade, você provavelmente vai querer ignorar esse pequeno desvio ...

Você não encontrará muitas árvores em Mount Arbel (a alfarrobeira solitária pode ser vista por quilômetros ao redor), mas cuidado com alguns animais selvagens interessantes, incluindo falcões, lobos e morcegos. Talvez não seja surpreendente, o parque fica perto antes da escuridão entrar ...

O ponto mais alto do penhasco no monte Arbel fica a cerca de 181 metros acima do nível do mar e a cerca de 390 metros acima do mar da Galiléia. O próprio penhasco foi criado como resultado do Rift sírio-africano e das falhas geológicas que produziram os vales.

Hoje em dia, existem quatro aldeias que vivem no topo da montanha (Kfar Zeitim, Arbel, Kfar Hittim e Mitzpa), mas, para serem honestos, eles são de pouco interesse se você estiver em um horário apertado.

COISAS PARA VER EM MONTe ARBEL

Não perca as ruínas da sinagoga, e a fortaleza da caverna (que é cerca de uma caminhada de 3 horas), bem como os vários vigias deslumbrantes, incluindo o vigia Carob (ao lado da árvore solitária na cimeira da montanha) e o vigia Kinneret, que fornece Você com aqueles tiros do Mar da Galileia como o acima - não se esqueça da sua câmera!

CAMINHADAS NO MONTE ARBEL

Como mencionado, há algumas caminhadas fantásticas no Monte Arbel, especialmente para os mais aventureiros. Aqui estão alguns dos recomendados:

Faça uma nota mental: a trilha "vermelha" desce da área de entrada para a Fortaleza da Caverna. Recomenda-se caminhar por esta trilha. A trilha "preta" desce da vigia da alfarrobeira para a fortaleza da caverna, que é altamente recomendável para caminhar para baixo.

Para a vigia da alfarrobeira:  uma trilha de loop, acessível para caminhantes, marcada em preto. A trilha começa na área de estacionamento, atinge a vigia da alfarrobeira e retorna à área de estacionamento. Comprimento da caminhada:  30 minutos

Para a fortaleza da caverna:  uma trilha de loop com uma subida e subida íngremes, mais adequada para caminhantes experientes. Pegue esta trilha da seguinte forma: deixe a área de estacionamento na Vigilância de Carob Tree (marcada em preto). De lá, continue para o leste, descendo o penhasco, usando a mão e os pés na rocha. Junte-se à trilha "vermelha" e continue para o oeste até a Fortaleza da Caverna, e de lá de volta para a área de estacionamento. Comprimento da caminhada:  3 horas.

Para a Primavera Arbel:  Uma trilha unidirecional em uma encosta íngreme, usando as mãos complicadas e as bases do pé no penhasco. A trilha "negra" sai da área de estacionamento e continua até a Vigia da alfabeto, daqui até a fortaleza da caverna, e descendo a encosta até a Primavera Arbel. Comprimento da caminhada:  2-3 horas. Observe que é recomendável que um veículo o pegue perto da aldeia de Wadi Hammam.

Para a sinagoga:  uma trilha rápida e fácil; A trilha deixa uma pequena área de estacionamento ao lado da estrada, passando por Moshav Arbel. Chega à sinagoga na aldeia Talmudic de Arbel e retorna à área de estacionamento. Comprimento da caminhada:  30 minutos.

Da Sinagoga à Primavera Arbel:  A trilha sai da pequena área de estacionamento perto da estrada que ultrapassa Moshav Arbel, chega à sinagoga na aldeia Talmudic e retorna à área de estacionamento. Comprimento da caminhada:  1,5-2 horas.

VISITANDO MOUNT ARBEL

O horário de funcionamento é limitado ao parque; Durante o verão, está aberto das 8h às 17h e fecha às 16h durante o inverno.
Originalmente publicado no iGoogledIsrael.com 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

"O maior título da minha vida foi quando me firmei com Jesus", diz ex-jogador Zinho

Falando sobre as dezenas de vitórias que acabou acumulando em sua carreira, Zinho revelou que considera que seu maior título é o de 'filho de Deus'.
"O maior título da minha vida foi quando me firmei com Jesus", diz ex-jogador Zinho

Ser tetracampeão do mundo pela Seleção Brasileira de Futebol pode parecer uma emoção indescritível, mas segundo o ex-jogador de renome mundial, Crizam César de Oliveira Filho - mais conhecido como Zinho - nem mesmo esta conquista se compara ao sentimento de plenitude que é entregar sua vida a Jesus.

A declaração foi feita pelo ex-jogador em um bate-papo com o pastor Maurício Fragale para o programa "Nova Talk", no qual ele compartilhou um pouco mais de seu testemunho.

Já no início da entrevista, Zinho conta que apesar de seus parentes contarem uma história descontraída sobre a sua relação com o esporte já desde criança, hoje ele compreende que o futebol fazia parte do cumprimento dos planos de Deus em sua vida.

"Quando eu tinha três anos de idade, na Copa de 70... um tio meu tinha uma casa em Petrópolis e a gente foi para lá. O Brasil foi campeão do mundo e os meus primos saíram para comemorar. Ninguém me viu indo atrás deles e muito menos eles", contou.

"Na época, a minha mãe era católica e ficou rezando, pedindo para eu aparecer, agarrada com o sapatinho meu que ficou em casa e, justamente, foi o do pé esquerdo. Eu sou canhoto no futebol, a direitinha era só para tocar a bola. E a minha mãe ficava: 'O meu filho tem que aparecer, abençoa, protege, se ele aparecer, um dia ainda vai ser jogador de futebol, esse pezinho esquerdo aqui ainda vai dar muita alegria", acrescentou.

Zinho reconhece que acima da "profecia" de sua mãe, já estava a ação soberana de Deus sobre sua vida.

"É aquela coisa de mãe, da fé. Claro que não foi por causa disso, Deus já tinha um plano para a minha vida, mas todo mundo, a família toda conta essa história quando eu comecei a 'engatinhar' no futebol, que foi alguns anos depois"

Maior título
Falando sobre as dezenas de vitórias que acabou acumulando em sua carreira, Zinho revelou que considera que seu maior título está fora do esporte.

"Saí da Baixada para ser campeão do mundo pela Seleção e voltei para a Baixada, para ajudar o Nova Iguaçu a ir para a primeira divisão. Foi muito legal esse projeto, deu certo, eu tenho esse título também na minha carreira", relatou. "Foram 29 títulos na minha carreira. Na verdade são 30, porque o maior de todos não foi como jogador, foi o de ser filho de Deus. O maior título da minha vida foi quando eu me batizei, me converti, me firmei com Jesus e aí eu ganhei o título da vida, que é ser filho de Deus".