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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Senador Magno Malta ‘ARREBENTA’ o Governo sobre morte de cristãos


Senador Magno Malta, durante sessão plenário do Senado Federal desta terça-feira (24), não poupou palavras e arrebentou com o governo federal sobre sua omissão diante do assassinado de cristãos pelos terroristas do Estado Islâmico. Ele também se pronunciou sobre a postura do governo com relação a questões diplomáticas com a Indonésia e a Venezuela.

FONTE: www.verdadegospel.com.br

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

CAMPANHA "É IMPOSSÍVEL MAS DEUS PODE" ACONTECE NO PRÓXIMO DIA 18 EM AMERICANA

Ao se deparar com situações incontroláveis ​​críticos com a saúde do seu filho, a Missionária Quadrangular Credenciada Lisa Penberthy foi inspirada por Jeremias 33 a orar por um milagre.
Algumas semanas atrás, a nossa família estava enfrentando situações críticas. Fui para a cama sentindo um pouco ansiosa, não tenho certeza que no dia seguinte iria realizar. Mas eu estava determinada a confiar no Senhor.
Quando acordei no dia seguinte, a ansiedade da noite anterior tinha sido substituído com expectativa de expectativa para o que o Senhor poderia fazer e o que Ele faria. Eu cobri o dia em oração, e meu coração foi ainda mais expectante. Uma questão emocionante tinha começado mexendo em minha mente:"Por que não um milagre"
Lembrei-me de que o profeta não tão popular, Jeremias tinha precisava de um milagre. Ele fielmente entregue a palavra do Senhor a Judá, mas as pessoas não estavam interessados ​​em ouvi-lo. Pessoas apedrejaram e ameaçaram matá-lo. Em um ponto, ele foi jogado na prisão, porque as pessoas se irritaram com a sua mensagem.
Mas Jeremias sabia que o Senhor tinha falado, e ele sabia que era sua a responsabilidade de declarar essa palavra. Em Jeremias 33, quando parecia que Jeremias tinha atingido o fundo do poço, Deus mostrou-se com palavras de conforto e encorajamento: "Pede-me e vou dizer-lhe alguns segredos notáveis ​​sobre o que vai acontecer aqui" ( . TLB, v 3 ) .Jeremiah precisava ouvir o Senhor dizer: "Pergunte-me." Poder e presença de Deus estavam disponíveis para pedir.
Eu tinha pedido por um milagre para a nossa família, e temos um! Eu e meu marido tomou o nosso filho mais novo, Alaster, para seu encontro anual equipe craniofacial. Sabíamos que a possibilidade de sua precisando não uma, mas duas cirurgias era muito forte. Mas meu coração estava expectante: "Por que não um milagre"
Aos oito meses de idade, Alaster foi diagnosticado com uma insuficiência velofaríngea; aos 20 meses de idade, ele foi diagnosticado com uma fissura de palato submucosa. Ambas as condições contribuir para atrasos de fala e dificuldades de deglutição. Como o cirurgião plástico começou a delinear os próximos passos, ele reexaminado boca de Alaster. Ele passou os dedos em todo o telhado da boca de Alaster várias vezes e, em seguida, virou-se para nós e disse: "Ele não tem uma fissura de palato submucosa anymore. Ele está curado. "
Recebemos um milagre naquele dia, e estamos na expectativa para mais. A outra situação que eu estava tão preocupado ainda não está resolvida, mas estamos confiando no Senhor para o próximo milagre em nossa família.
Jeremias 33: 3 diz: "Pede-me e vou dizer-lhe alguns segredos notáveis ​​sobre o que vai acontecer aqui." Eu desafio vocês hoje para pedir ao Senhor sobre as situações que você enfrenta. Por que não um milagre?

CAMPANHA É IMPOSSÍVEL MAS DEUS PODE!
VENHA PARTICIPAR CONOSCO!

Igreja do Evangelho Quadrangular "TEMPLO DA ALIANÇA
Ministério Pastor Antonio Martins
Rua Mercúrio, 235 - Jardim Alvorada - Americana - São Paulo, Brasil

FONTE: IEQ TEMPLO DA ALIANÇA

domingo, 15 de fevereiro de 2015

As Fronteiras de SODOMA Estão Sendo Ultrapassadas?


O Senhor Jesus descreveu os tempos anteriores à Sua volta em glória como dos mais terríveis que já houve. Ele falou de um Apocalipse vindouro, que aconteceria como julgamento sobre todo o mundo, antes dEle mesmo voltar. Este tempo é descrito como semelhante aos "dias de Noé e de Ló". Os dias de Ló eram a época de Sodoma, donde procede a palavra "sodomia". Naquela sociedade as pessoas viviam inteiramente segundo suas inclinações e paixões. Elas comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam, sem se importarem com Deus. Pretendia-se estabelecer uma era de bem-estar sem Deus. Ao mesmo tempo a imoralidade tomava conta, de modo que a homossexualidade fazia parte do cotidiano (Gn 19.4-5).

Quando analisamos nossos dias, somos levados a pensar que as fronteiras de Sodoma já estão sendo ultrapassadas. Como em muitos outros países, os debates a respeito do tema têm sido muito acirrados na França:

O confronto entre a direita e a esquerda tem apresentado atualmente uma violência incomum, porque a maioria esquerdista pretende legalizar a união de casais homossexuais. Deste modo, os partidários do primeiro-ministro Lionel Jospin estão cumprindo uma promessa eleitoral. Trata-se de estabelecer um contrato para todos os casais – quer sejam homossexuais ou heterossexuais...
Apontando para Sua vinda em grande poder e glória, o Senhor Jesus disse: "O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar" (Lc 17.28-30). Em Gênesis 18.20 lemos porque Deus castigou de tal maneira as cidades corrompidas no vale do Jordão: "Disse mais o Senhor: Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito."

Não temos a intenção de apontar o dedo friamente para nossa sociedade, pois todos nós somos pecadores necessitados de redenção. Também não pretendemos pintar um cenário de terror apocalíptico. Pelo contrário, queremos lembrar que o Senhor procura atualmente homens de oração dedicados, que se colocam na brecha (Ez 22.30), da mesma forma como Abraão o fez (Gn 18.22-33). O texto ressalta que Abraão não ameaçou nem julgou a Sodoma – e nem mesmo esperou satisfeito pelo julgamento ameaçador de Deus. Pelo contrário, ele colocou-se diante do Senhor e intercedeu por Sodoma e Gomorra.

Mas, naturalmente também é preciso falar a verdade com clareza, mesmo que não se queira mais ouvi-la e sob o risco de sermos acusados de fanáticos fundamentalistas. O Senhor Jesus Cristo, que morreu na cruz como um criminoso, sem ter cometido pecado, tomou nossos pecados sobre si para que nós – libertos de toda culpa – possamos tornar-nos participantes do reino de Deus. Quem, entretanto, fecha a porta do seu coração para o Senhor Jesus, rejeita a oferta de Deus de completo perdão dos pecados e, assim, exclui a si mesmo do reino de Deus. Aquele, porém, que entrega sua própria vida e a deposita aos pés de Jesus, vai recebê-la. Foi o que o próprio Senhor disse com relação à mulher de Ló:"Quem quiser preservar a sua própria vida perdê-la-á; e quem a perder, de fato a salvará" (Lc 17.33). (Norbert Liethhttp://www.chamada.com.br)

Norbert Lieth É Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética. Logo após sua conversão, estudou em nossa Escola Bíblica e ficou no Uruguai até concluí-la. Por alguns anos trabalhou como missionário em nossa Obra na Bolívia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. Nesse ano, voltou à Suíça e é o principal preletor em nossas conferências na Europa. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.

FONTE: Chamada da Meia-Noite

sábado, 14 de fevereiro de 2015

‘Aborto só vai a votação por cima do meu cadáver, diz Eduardo Cunha

O Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reafirmou na segunda-feira (9) ser “radicalmente contra” a votação de qualquer projeto de legalização do aborto no Brasil. Em entrevista ao site do jornal ‘Estado de S. Paulo’, Cunha foi taxativo: “Vai ter que passar por cima do meu cadáver para votar”. “Os projetos têm um rito, não é qualquer um que apresenta um projeto e vota. Quem aprova urgência com 257 votos, quem tem maioria, tem que pautar. Eu disse que sou radicalmente contrário e sou mesmo. Mas não tem nenhum projeto. O pessoal fala como se tivesse algo na pauta, e eu estivesse tirando da pauta, mas não existe isso”, disse Cunha. O presidente da Câmara é evangélico e foi eleito para o cargo com apoio da bancada evangélica, inclusive de deputados de partidos da oposição que preferiram Cunha por sua orientação religiosa.

Fonte: Estadão

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Desastre nuclear ou pecado - o que é mais perigoso?


Norbert Lieth
Muitas pessoas, preocupadas com a preservação do meio ambiente, temem que um dia "o mundo possa acabar" por causa de um desastre nuclear. Na Alemanha, por exemplo, está sendo realizado um plano de desativação das usinas atômicas. Entretanto, os perigos que realmente ameaçam nosso mundo são o pecado e o afastamento cada vez maior do Criador. O mais profundo sofrimento da humanidade não ocorrerá por causa da explosão de algum reator nuclear, mas devido aos vindouros juízos de Deus.
Isso não significa que devemos ser cidadãos irresponsáveis com relação ao meio ambiente. É preciso evitar tudo que possa prejudicá-lo, pois somos responsáveis pela criação. Entretanto, hoje em dia, as prioridades estão sendo claramente invertidas e as verdadeiras razões das aflições da humanidade não são levadas em consideração. As maiores catástrofes da história mundial foram conseqüência da obstinada persistência no pecado. O Dilúvio não foi provocado por fatores de desequilíbrio ambiental, mas porque "a terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência" (Gn 6.11) e Ele resolveu "dar cabo de toda carne" (v. 13). Sodoma e Gomorra não desapareceram por causa de um desastre nuclear, mas devido aos pecados abomináveis cometidos nessas cidades, que foram julgadas conforme a vontade de Deus. Também no futuro, o maior perigo não virá de reatores nucleares, mas da potência explosiva do pecado.
Vamos lembrar quatro coisas que são mais perigosas do que qualquer ameaça nuclear:
1. A crescente injustiça, a negação de que Deus é o Criador e a Sua exclusão da vida da sociedade humana trazem consigo a degeneração dos homens: "A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato" (Rm 1.18-21).
2. A negação de Jesus como o Filho de Deus ressuscitado dentre os mortos, como a Verdade absoluta, e a rejeição da salvação através dEle provocam o acúmulo de uma "força atômica" espiritual que Satanás vai liberar através do Anticristo: "então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos" (2 Ts 2.8-10).
3. O constante aumento da maldade, a perda de qualquer padrão moral, a quebra de todas as leis e o amortecimento das consciências prejudicam mais o meio ambiente do que todos os reatores nucleares juntos. O profeta Oséias já escreveu: "O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios. Por isso, a terra está de luto, e todo o que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem. Todavia, ninguém contenda, ninguém repreenda; porque o teu povo é como os sacerdotes aos quais acusa" (Os 4.2-4).
4. A crescente oposição mundial ao povo judeu e ao seu direito à terra de Israel, representa um perigo maior para o mundo do que qualquer ameaça nuclear. Deus disse: "Congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a minha terra entre si" (Jl 3.2). "E, com grande indignação, estou irado contra as nações que vivem confiantes; porque eu estava um pouco indignado, e elas agravaram o mal" (Zc 1.15).
A busca pessoal por Jesus Cristo, entretanto, liberta-nos do medo que domina o mundo. Ele nos oferece abrigo e segurança para o futuro. Devemos lembrar que a terra não está entregue a si mesma, nem ao acaso, mas se encontra nas mãos dAquele que sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder: Cristo. É o que Paulo diz em Hebreus 1.3: "Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas". (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Álbum da Eyshila é destaque em importante portal de música; confira!


Um dos maiores portais de música digital do mundo, o Kboing, destaca em sua página inicial o mais novo álbum da Eyshila, ‘Deus no Controle’. O CD foi lançado no final de 2014 e vem sendo muito bem recebido pelas pessoas que ouvem cada uma das 13 faixar que compõem o repertório.

Não perca tempo e acesse o site do Kboing para conferir este super lançamento da Eyshila em parceria com a Central Gospel Music e seja abençoado.

Adquira você também esse belo álbum Deus no Controle por meio da loja virtual da Editora Central Gospel, ou peça pelo televendas (21) 2187-7000. Outra opção é pelo iTunes

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ezequias – o Homem Que Confiava em Deus


Wolfgang Bühne
No terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá. Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém; sua mãe se chamava Abi e era filha de Zacarias. Fez ele o que era reto perante o Senhor, segundo tudo o que fizera Davi, seu pai”. 2Reis 18.1-3
O Rei Ezequias é um dos reis de Judá, ao lado de Josias, em cujo reinado Deus concedeu um reavivamento impressionante. Isso aconteceu numa época em que o juízo de Deus já havia sido comunicado ao povo através dos profetas Oséias e Isaías e que se cumpriu através dos babilônios poucas décadas depois da morte de Ezequias.
No entanto, pouco antes do ocaso, Judá teve esse reavivamento espiritual, uma reforma radical e abrangente. É isso que nos relatam os livros de Reis (2Rs 18-20) e de Crônicas (2Cr 29-32), além do profeta Isaías (Is 36-39).
Estima-se que Ezequias reinou nos anos 715-686 a.C. (alguns consideram o período de 726-697 a.C.), em todo o caso, foi a época em que grande parte do Reino do Norte – Israel – devido à sua idolatria, havia sido levado cativo pelos assírios. Assim, era um período de opressão espiritual e de insegurança, com perspectivas de um futuro deprimente.
É interessante observar que, nos livros de Reis e de Crônicas, a vida de Ezequias é relatada sob perspectivas diferentes:
O livro de 2Reis ressalta as reformas políticas e morais implementadas por Ezequias, enquanto 2Crônicas relata detalhadamente sobre a purificação do Templo e o restabelecimento dos cultos, incluindo a festa da Páscoa, aspectos estes que são totalmente omitidos em 2Reis.

Despertamento no fim dos tempos do povo de Deus

A história de Ezequias é especialmente atual e desafiadora porque nós – Igreja do Novo Testamento – nos encontramos igualmente no fim dos tempos. Esta começou notadamente por ocasião do Pentecoste, porém– se observarmos corretamente os sinais dos tempos – atualmente se encontra no último estágio.
Já no Século XVI, Martinho Lutero escreveu um ensaio alertando sobre a apostasia no Cristianismo da sua época.
Já no Século XVI, Martinho Lutero escreveu um ensaio (“Von der babylonischen Gefangenschaft der Kirche” - “Sobre o Cativeiro Babilônico da Igreja”), alertando sobre a apostasia no Cristianismo da sua época. Quanto mais temos motivos hoje para alertar contra as influências liberais, esotéricas e de fanatismo que ocorrem em igrejas que se denominam “evangélicas”!
Mesmo assim, são poucas as personalidades conhecidas que falam em um reavivamento mundial, de uma futura “segunda reforma”, da “transformação” de povos e nações inteiras ao Cristianismo, etc.
Já há vinte anos, o missiólogo C. P. Wagner, que se auto-denomina “apóstolo” do Cristianismo atual – profetizava que, até que ele morresse, haveria “18 milhões de cristãos na Turquia!”[1]
Além disso, não faz tanto tempo que a organização evangélica mundial “AD 2000”, juntamente com a organização católica “Evangelização 2000”, pretendiam oferecer “um mundo majoritariamente evangelizado” como presente a Jesus no Seu 2.000º aniversário.
Naquela época havia vários “profetas” dizendo que “Deus quer que nos preparemos para o maior avivamento de todos os tempos” e , na opinião deles, “esta é a melhor época, de todos os tempos, para viver com Deus”.
Se, porém, analisarmos com seriedade a situação das igrejas que se consideram evangélicas, pelo menos no mundo ocidental, precisamos concluir que, na maioria dos países, o testemunho cristão está extinto ou sob ameaça de extinção.
No entanto, isso não deve ser motivo de resignação. Apesar de que, nas cartas do Novo Testamento, não haja promessas de um avivamento global para os tempos finais, mas uma tendência para a apostasia, mesmo assim Deus pode, a qualquer tempo e em qualquer lugar, promover avivamentos locais e que podem se expandir. É exatamente isso que podemos aprender da história de Ezequias e também de Josias, em cujas épocas – no fim dos tempos de Israel – Deus concedeu esses avivamentos impressionantes e imprevisíveis.
Um exemplo atual da ação de Deus é a China onde, na nossa opinião, estamos observando o maior avivamento de todo o mundo.
Um exemplo atual para isso é a China onde, na nossa opinião, estamos observando o maior avivamento de todo o mundo e que, no entanto, ocorre sem grandes alardes e que talvez nem seja observado pelos próprios cristãos na China, porque eles somente conseguem acompanhar o desenvolvimento espiritual de seu imenso país em âmbito apenas regional. Lá não existem – pelo menos oficialmente – publicações ou informativos cristãos que relatem sobre o avivamento nas diversas províncias e que, por exemplo, apresentem estatísticas sobre o enorme crescimento da chamada “Igreja Subterrânea”.

“Tempestade tropical” inesperada e repentina

É significativo que o avivamento à época de Ezequias, aparentemente, ocorreu sem que tivesse havido um histórico anterior de vida espiritual do povo de Deus. Ao menos não lemos nada sobre reuniões de oração públicas ou secretas que muitas vezes acontecem durante anos antes de um avivamento. Podemos observar isso diversas vezes na história posterior da Igreja, porém, não parece ter sido o caso no fim dos tempos de Israel. Fica a impressão que não havia nenhuma condição de prognosticar esse avivamento, mas que ele lembra uma repentina “tempestade tropical”, como Martinho Lutero, em 1524, a retratou acertadamente e de modo impressionante:
Queridos alemães, comprem enquanto o mercado está com portas abertas; recolham enquanto houver o brilho do sol e tempo bom; aproveitem a graça e a Palavra de Deus enquanto estiver disponível! Saibam isto: A graça e a Palavra de Deus são como uma tempestade tropical e que não volta mais para o lugar onde ela já passou. Ela esteve com os judeus; no entanto, o que passou, passou, agora eles não tem mais nada. Paulo a levou para a Grécia. O que passou, passou; agora eles têm o turco. Roma e a terra latina também a tiveram; o que passou, passou, agora eles têm o Papa. E vocês, alemães, não pensem que a terão para sempre, pois, a ingratidão e o desprezo não permitirão que ela fique. Por isso, apanhem e segurem aqueles que conseguem apanhar e segurar! Mãos preguiçosas devem ter um ano difícil.[4]

Condições desfavoráveis

Ezequias cresceu em um ambiente ímpio. Seu pai Acaz foi um rei extremamente cruel e ímpio. É inimaginável que o seu filho tenha sido preparado com uma formação especial “bíblica” para suas futuras atribuições. Somente a menção expressa do nome da mãe Abi (abreviatura do nome Abijah [“Deus é meu pai]) e do pai desta, Zacarias (“o Senhor lembra”) parecem indicar que, por parte da mãe, pode ter havido uma influência positiva.
Isso seria um grande consolo e um incentivo para as mães que, ao lado de pais não crentes ou não espirituais, educam os filhos para o Senhor e os preparam para que se tornem discípulos de Jesus.
Ainda assim, por razões que nós desconhecemos, o filho do ateu Acaz recebeu o nome “Ezequias” (“Deus é minha força”) quando nasceu e, de fato, Ezequias posteriormente viveu de modo que honrou o nome de Deus – ele confiava em Deus!
Confiou no Senhor, Deus de Israel, de maneira que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele” (2Rs 18.5).
Esse rei, cuja confiança em Deus não foi superada por nenhum outro rei entre o povo de Deus, de fato, deveria incentivar-nos ao estudo e à imitação!
Outra peculiaridade na vida de Ezequias é que, quando clamou ao Senhor, sua vida foi acrescida de exatos 15 anos. Como confirmação para isso, Deus fez a sombra do relógio solar retroceder 10 graus.
Finalmente Ezequias é um dos poucos reis que, ao término de sua vida, não estava marcado por pecados ou idolatria, mas pelas “boas obras”. Ele não morreu “sem ser encontrado” (como aconteceu com Jorão, um de seus antecessores), pelo contrário, ele foi sepultado com honrarias e na presença de todo o povo (2Cr 32.32-33).

Avivamento sempre ocorre por graça

Destas poucas observações, vistas até agora, podemos aprender que o avivamento sempre é uma manifestação da graça de Deus. Não é possível organizar um avivamento. Não há uma fórmula confiável para tanto, ao contrário do que algumas personalidades, tanto da história recente como da história antiga da Igreja, tentaram comprovar inutilmente.
O avivamento sempre é uma manifestação da graça de Deus. Não é possível organizar um avivamento. Não há uma fórmula.
O avivamento sempre é uma dádiva de Deus. Às vezes é uma resposta de Deus às orações insistentes e intensivas, porém, outras vezes é uma “chuva passageira” não programável. Isso pode nos trazer esperança e nos encorajar, também em nossa época em que as circunstâncias externas e a situação do povo de Deus apontam para qualquer outra coisa, menos para um avivamento.
Preguiça, mornidão, indiferença e conformação ao mundo são características marcantes entre os cristãos na Europa. Livros do mercado evangélico como“Gottesdienst ohne Mauern” (Cultos sem muros”) ou “Die Welt umarmen” (“Abraçar o Mundo”, ambos os títulos em tradução livre) sem querer descrevem a situação atual das igrejas também em nosso país e que foi descrito acertadamente por A.W.Tozer, há mais de 50 anos:
Fomos criados para nos relacionarmos com anjos, arcanjos e serafins, sim, com o próprio Deus que criou a todos – fomos chamados para sermos como águias voando livremente pelos ares, mas que, agora, afundamos a ponto de estarmos ciscando ao lado de galinhas comuns nos quintais das fazendas – isto, assim eu penso, é o pior que poderia ter acontecido a este mundo”.[5]
Ou, ainda, não menos drasticamente:
Uma igreja debilitada arremeda um mundo forte a se divertir com pecados astuciosos – para a sua própria vergonha eterna.[6]
Atualmente, como cristãos, em nossa latitude é mais comum presenciarmos “momentos sublimes de inutilidade” do que algum sinal de avivamento. No entanto, um monte de esterco pode se tornar em adubo para uma grande área de lavoura. Por isso, a história de Ezequias deveria nos encorajar para “esperar grandes coisas de Deus e fazer grandes coisas para Deus”, como disse, fez e vivenciou William Carey, o missionário pioneiro na Índia.
O fim dos tempos nunca deve ser motivo de resignação ou servir de álibi para a indolência. Muito menos serve de calmante para a desobediência!
“Em cada crise há uma oportunidade”. Nos últimos anos ouve-se constantemente essa afirmação, vinda de todas as direções – tanto de políticos como também de executivos economistas. Por isso, o baixo nível espiritual ou as atuais crises nas igrejas deveriam ser um incentivo, não para investir em “piedosas bolhas de ar”, mas para voltar às raízes e aos sólidos fundamentos da nossa fé.

A importância de modelos espirituais

A sabedoria popular diz que “figuras moldam”. Da mesma forma, um modelo pode marcar e influenciar o curso de uma vida. Ezequias tinha um modelo, um parâmetro para sua vida, no qual ele podia e queria se orientar e comparar. Era um modelo que o ajudou a fazer aquilo que era certo aos olhos de Deus:
Fez ele o que era reto perante o Senhor, segundo tudo o que fizera Davi, seu pai” (2Rs 18.3)
Como o seu pai físico, o rei Acaz, era um homem ímpio e, assim, inadequado para marcar positivamente a vida espiritual de seu filho, Ezequias procurou por orientação entre seus antepassados e encontrou Davi, o rei de Israel, o “homem segundo o coração de Deus”.
É uma bênção quando se encontra, no pai físico, um modelo e alguém que orienta nos caminhos de Deus. É o que lemos, por exemplo, no caso do rei Azarias que foi marcado positivamente pelo seu pai Amazias (2Rs 15.3). Sobre Amazias, a Bíblia relata:
Fez ele o que era reto perante o Senhor, ainda que não como Davi, seu pai; fez, porém, segundo tudo o que fizera Joás, seu pai” (2Rs 14.3).
Quando eu era um cristão jovem, fiquei muito impressionado com uma cena que Wilhelm Busch descreveu na biografia de seu irmão: “Johannes Busch – ein Botschafter Jesu Christi” (“Johannes Busch – um Mensageiro de Jesus Cristo”, em tradução livre).
Os dois filhos estavam, em pé, junto ao esquife de seu pai – Wilhelm com 24 anos de idade e Johannes com 16 anos. Eles estavam se despedindo de um homem, o seu amado pai, pastor e famoso evangelista e que foi um brilhante modelo para eles:
Nós dois ficamos por muito tempo, quietos, junto ao esquife. Então nos damos as mãos, ao lado do esquife, numa aliança silenciosa: Queríamos absorver a herança do pai, queríamos amar ao Salvador.[7]
Essa cena é uma ilustração comovedora para as palavras de Provérbios 17.6: “...a glória dos filhos são os pais”.
Que grande bênção é para nossos filhos quando, como pais e mães, podemos lhes deixar tal herança! Provavelmente a maioria dos pais não imagina quão precioso é esse presente que eles proporcionam para toda a vida a seus filhos e filhas, quando estes, já em tenra idade, podem amar e viver com o seu “pai herói”.
Entrementes, minha esposa Ulla e eu nos tornamos avós de um número crescente de netos. Para nós sempre é uma experiência especial quando observamos como os pequenos olham admirados para o seu pai quando ele se destaca em alguma atividade esportiva ou em brincadeiras ou também em suas atitudes durante o dia-a-dia. (Naturalmente, o mesmo é verdade para as mães!).
Temos a convicção que tais experiências são uma influência muito positiva para a saúde espiritual e psicológica dos filhos e, de fato, representam um “adorno” ou “tesouro” de valor inestimável para toda a vida deles.
Hoje há muitos jovens cristãos à procura de modelos na família ou na Igreja e se decepcionam quando não os encontram.
Hoje há muitos jovens cristãos à procura de modelos na família ou na Igreja e se decepcionam quando não os encontram ou não correspondem às suas elevadas expectativas. No entanto, podemos consultar nossa lista de “antepassados espirituais” e estudar as biografias de homens e mulheres cuja vida foi exemplar, desafiadora e orientadora.
Oswald Sanders expressou isso muito bem:
Se estiver certo que podemos conhecer uma pessoa pelos amigos que ela tem, então também é possível reconhecê-la através da leitura de sua biografia, pois ela reflete a sua fome interior e o seu desejo. (...) Para um líder, as biografias sempre são emocionantes porque elas transmitem personalidades. Nenhum outro gênero literário é capaz de transmitir melhores ensinamentos sobre os caminhos de Deus para a sua gente, além da Bíblia. Não é possível ler sobre a vida de grandes homens e mulheres sem que isso provoque entusiasmo e surja o desejo de uma realidade semelhante.[8]
Cito apenas alguns exemplos de como a leitura de diários e biografias influenciou decisivamente a vida de muitos cristãos:
- Os diários de David Brainerd inspiraram e incentivaram, entre outros, a Jonathan Edwards, John Wesley, William Carey, Henry Martyn, David Livingstone e Jim Elliot;
- A biografia de George Whitefield deixou marcas inextinguíveis em C.H. Spurgeon e em Georg Müller;
- Através dos diários de Georg Müller, por sua vez, Hudson Taylor e muitos outros adquiriram ânimo para se dedicar às Missões, unicamente na confiança em Deus;
- E quem consegue contar quantos homens e mulheres, da nossa geração, que foram desafiados a ter uma vida dedicada a Jesus, baseados no diário de Jim Elliot: “À Sombra do Altíssimo”?

O modelo de vida decisivo

Contudo, na avaliação de boas biografias, não devemos e não queremos nos tornar “luteranos”, “calvinistas”, “menonitas”, “wesleyanos”, “metodistas” ou outros “...istas”. Também a vida e a obra desses homens devem apontar para o nosso Senhor Jesus – cuja vida e exemplo deve ser e permanecer como o único “modelo original” perfeito para nossas vidas. Assim como Ezequias não se contentou apenas com os antepassados tementes a Deus, como Asa, Josafá, etc, mas tomou a Davi como modelo, assim também nós – na apreciação de nossos pais e mães espirituais – devemos permanecer “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus...” (Hb 12.2). (Wolfgang Bühne -chamada.com.br)

Notas

  1. C.P. Wagner, Der Herrschaftsbereich der Himmelskönigin, Solingen: Ed Gottfried Bernard, 2001, p.32.
  2. W. Bühne, Die Propheten kommen, Bielefeld: CLV, 2 Ed., 1995, p.135 (comparar toda a explanação p. 135-163).
  3. Rick Joyner, Die Engel, die Ernte und das Ende der Welt, Wiesbaden: Projektion J, 1993, p.22-23.
  4. Martin Luther, An die Ratsherren aller Städte deutschen Landes, dass sie christliche Schulen aufrichten und halten sollen, URL: http://www.lutherhaus-eisenach.de/lutherhaus_lutherzitate.htm (1ª parte) e hhttp://clv-server.de/pdf/fut/206/04.pdf (2ª parte), download em 18/01/2013.
  5. A.W. Tozer, Verändert in sein Bild, Bielefeld: CLV, 2ª Ed. 2012 – Meditação para o dia 16/Jan.
  6. A.W. Tozer, Wie kann man Gott gefallen? , Bielefeld: CLV, 2001, p.50.
  7. Wilhelm Busch, Johannes Busch – Ein Botshcafter Jesu Christi, Wuppertal: Aussaat Verlag, 6ª Ed. 1960, p.67.
  8. Oswald Sanders, Geistliche Leiterschaft, Bielefeld: CMV, 2003, p.96-97.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

A Palavra de Deus: Nosso Guarda e Guia

O homem frutífero do Salmo 1 medita na Palavra de Deus "de dia e de noite", não por um sentido de obrigação, mas porque tem nela o seu "prazer". Em sua mente e em seu coração, continuamente, a Palavra de Deus o guarda e o guia. Como isso é essencial! Lógica e bom senso são úteis. No entanto, sem a Palavra de Deus (que transcende a sabedoria humana) para nos guardar e guiar, somos suscetíveis a tentações e a erros, especialmente quando esses últimos são apresentados convincentemente "em nome de Deus" por aqueles que são respeitados como líderes cristãos.
Deus opera por meio de Sua Palavra: "A palavra que sair da minha boca, não voltará para mim vazia" (Is 55.11a)"Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti" (Sl 119.11). E Satanás opera para remover a Palavra de Deus do coração do homem: "...vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração" (Mt 13.19). Quando isso lhe é vantajoso, Satanás cita as Escrituras (Mt 4.6) e tenta pervertê-las com o propósito de enganar. Ele inspira os falsos profetas com "novas revelações" que subvertem a Palavra. Temos muitos desses "profetas" na Igreja hoje em dia.

Advertência Sobre os Falsos Profetas

A Palavra de Deus repetidas vezes adverte contra falsos profetas. Precisamos dar ouvidos a essas advertências. Jesus mesmo disse: "Acautelai-vos dos falsos profetas" (Mt 7.15)."Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos... operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mt 24.11,24). Cristo avisa claramente sobre um movimento de falsos sinais e maravilhas nos últimos dias, promovido pelos falsos profetas. Paulo compara esses falsos profetas a Janes e Jambres, que se opuseram a Moisés e Arão (2 Tm 3.8) com sinais e maravilhas operados pelo poder de Satanás.
Pedro advertiu que assim como houve falsos profetas no tempo do Antigo Testamento,"assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras..." (2 Pe 2.1). O apóstolo João declarou que já em seus dias "muitos falsos profetas têm saído pelo mundo" (1 Jo 4.1). Quanto mais, portanto, deveríamos nós estar alertas quanto aos falsos profetas à medida que a apostasia profetizada para os últimos dias atinge o seu clímax, preparando o mundo e uma falsa igreja para a chegada do Anticristo! Conhecer, amar e obedecer à Palavra de Deus é o único meio seguro de não sermos enganados.
Qualquer uma das seis marcas dos falsos profetas que a Bíblia oferece serve como identificação suficiente: (1) por meio de sinais e maravilhas eles desviam pessoas para servirem a deuses falsos (Dt 13.1-4); (2) suas profecias não se realizam (Dt 18.20-22); (3) eles contradizem a Palavra de Deus (Is 8.20); (4) eles produzem maus frutos (Mt 7.18-20); (5) todos falam bem deles (Lc 6.26); (6) eles negam que Jesus, o único Messias, veio de uma vez por todas na carne (1 Jo 4.3).
Muitos que professam conhecer a Deus e servi-lO têm pouca ou nenhuma sede por Sua Palavra.
Como é trágico que a carta pessoal de amor e orientação de Deus para Seu povo seja tão negligenciada hoje por aqueles que se chamam crentes! Muitos que professam conhecer a Deus e servi-lO têm pouca ou nenhuma sede por Sua Palavra. Em vez disso, buscam sinais e maravilhas, experiências emocionais, novas revelações, o último "mover" do Espírito, ou os dons em lugar do Doador. Como resultado, são suscetíveis a todo "vento de doutrina" (Ef 4.14) e caem vítimas de falsos mestres que "...movidos por avareza, farão comércio de vós com palavras fictícias..." (2 Pe 2.3)"supondo que a piedade é fonte de lucro" (1 Tm 6.5).A mentira popular da "semente de fé" – a idéia de que uma contribuição para um ministério abre a porta para milagres e prosperidade – engana e promove cobiça entre os milhões que ignoram a Palavra de Deus.
O cumprimento das profecias bíblicas é a grande prova da existência de Deus, de que a Bíblia é Sua Palavra, e de que Jesus Cristo é o Salvador prometido. As falsas profecias de muitos dos atuais líderes cristãos são um sinal de alarme estridente. É preciso ouvi-lo! A maior parte das seitas se baseia em falsas profecias que, se apontadas, oferecem uma maneira eficaz de abrir olhos cegos e libertar os membros de tais seitas.

Os Falsos Profetas no Decorrer da História

Entre os falsos profetas das muitas eras da História se encontram vários papas. Como exemplo, a encíclica papal de Gregório XI em 1372 (In Coena Domini) pronunciou o domínio papal sobre todo o mundo cristão, secular e religioso, e decretou a excomunhão para todos que não obedecessem ao papa e não lhe pagassem impostos. In Coena foi confirmada por papas subseqüentes, e em 1568, o papa Pio V jurou que ela deveria permanecer como lei eterna. No entanto, em 1870, dois meses depois do Vaticano pronunciar o dogma da infalibilidade papal, Roma foi libertada do domínio do papa pelo exército italiano, e o papa Pio IX se refugiou no Vaticano, tudo que restara de um vasto império.
Imitando os papas, Sun Myung Moon, da Igreja da Unificação, profetizou décadas atrás queele iria conquistar o mundo. Maharishi Mahesh Yogi, fundador do movimento de Meditação Transcendental, declarou que 1975 seria o primeiro ano da "Era da Iluminação", 1977 seria o "Ano da Sociedade Ideal", e 1978 seria o "Ano da Invencibilidade de Todas as Nações". Nenhum comentário precisa ser feito. Herbert W. Armstrong profetizou que a sua Igreja Mundial de Deus seria arrebatada para a antiga cidade de Petra em 1972 e que Cristo voltaria à Terra em 1975 (uma data favorita de muitas seitas). No final dos anos 70, Elijah Muhammad profetizou para seus seguidores muçulmanos negros que o retorno de Deus à América do Norte era iminente.
O mormonismo se vangloria de seus profetas – mas todos eles são falsos. Em 1833, o profeta fundador, Joseph Smith, profetizou que os Estados Unidos sofreriam vários desastres sem igual ("peste, granizo, fome e terremotos") que extirpariam os ímpios (não-mórmons) da terra, deixando os mórmons seguros em seu refúgio de Sião, em Missouri. Em vez disso, os mórmons emigraram (fugidos) para Utah. Entre as muitas outras profecias falsas de Smith está a declaração, feita em 1835, de que Cristo voltaria dentro de 56 anos, e que muitos dos que então viviam "não provariam a morte até que Cristo voltasse".[1] O sucessor de Smith, Brigham Young, profetizou que a guerra civil americana não produziria a libertação dos escravos.
As falsas profecias de Charles Taze Russell formaram a base do que viria a ser a Sociedade Torre de Vigia e a seita Testemunhas de Jeová. Russell declarou que a segunda vinda de Cristo tinha ocorrido invisivelmente em outubro de 1874, que o Senhor estava verdadeiramente presente, e que em 1914, os fiéis (os 144.000) seriam trasladados ao céu e os ímpios destruídos. Armagedom, que começara em 1874, culminaria em 1914 com a derrubada geral dos governantes da Terra e o fim do mundo. Charles T. Russell, ainda na terra, morreu em 1916.
No começo da década de 20, os Testemunhas de Jeová distribuíram nas ruas e de porta em porta um livro intitulado Millions Now Living Will Never Die (Milhões Hoje Vivos Jamais Morrerão). Foi profetizado: "O ano de 1925 é uma data definitiva e claramente marcada nas Escrituras, ainda mais clara que a de 1914... podemos esperar confiantemente que o ano de 1925 marcará o retorno de Abraão, Isaque e Jacó e dos fiéis profetas antigos... na condição de perfeição humana."[2] Os Testemunhas de Jeová chegaram a construir uma casa na cidade de San Diego, na qual os patriarcas deveriam morar, e tentaram passar a escritura em nome do Rei Davi. (A casa foi discretamente vendida em 1954.)
No começo dos anos 40, os Testemunhas de Jeová estavam afirmando que o Armagedom,que estava apenas há alguns meses adiante, colocaria um fim à Segunda Guerra Mundial, e que a derrota dos nazistas traria o reino de Deus à terra.[3] Seu livro Children (Filhos) sugeria que planos de casar e constituir família deveriam ser adiados até depois do Armagedom. Que longa espera! Sem desistir, profetizaram depois que o reino milenar de Deus começaria em 1975. Uma vez mais os Testemunhas de Jeová receberam ordens de não fazerem planos para este mundo, inclusive casar e ter filhos. Muitos abandonaram seus empregos, venderam suas casas e dedicaram-se a ir de porta em porta vendendo literatura e propagando a seita.
O Adventismo do Sétimo Dia (ASD) também se originou com falsas profecias sobre a volta de Jesus Cristo. Tudo começou com William Miller, que predisse que Cristo voltaria em 1843 (data que foi revisada para 22 de outubro de 1844). Miller admitiu seu erro. No entanto, a profetisa do ASD, Ellen G. White, que repetidas vezes endossara a profecia de Miller, insistiu que Cristo havia retornado de fato, mas não para a terra. Em vez disso, Ele havia entrado no "santo dos santos" no céu, "para fazer expiação por todos quantos se mostrassem merecedores dos seus benefícios."[4] Merecedores? Muitas citações podem ser fornecidas para provar que Ellen White ensinava a salvação pelas obras. Eis aqui algumas:
Nossos atos, nossas palavras, até mesmo nossos motivos mais secretos, todos têm seu peso na decisão de nossos destinos... embora... esquecidos por nós, nossas obras darão seu testemunho de justificação ou condenação.[5]
Quando qualquer pessoa tiver pecados que permaneçam no livro de registros, pelos quais não se arrependeu e que não lhe foram perdoados, seus nomes serão apagados do livro da vida...[6]
Cada um de vós deve... trabalhar com toda força para redimir as falhas de sua vida passada. Deus vos colocou num mundo de sofrimento para vos provar, a fim de ver se sois dignos de receber o dom da vida eterna.[7]
Este ensino do "juízo investigativo" é a doutrina fundamental e a principal heresia do Adventismo do Sétimo Dia: que a expiação de Cristo não foi completada na cruz, mas que começou em 1844 no céu, e depende de nossas obras. De acordo com Ellen White, o sangue de Cristo, ao invés de fazer "expiação pela alma" (Lv 17.11) e de nos "purificar de todo o pecado" (1 Jo 1.7), levou o pecado ao céu: "Nossos pecados foram, de fato, transferidos para o santuário celestial pelo sangue de Cristo".[8] Assim Cristo tinha que começar a obra de purificar o santuário celestial (dos pecados que o Seu sangue levara até lá!) por meio do "juízo investigativo". Ellen White declarou que "ministros que não aceitassem essa mensagem salvadora estariam impedindo a obra de Deus" e que "o sangue das almas permanece sobre eles".[9] Os seguidores de William Miller que adotaram esse engano se tornaram Adventistas do Sétimo Dia.
Ellen White fez várias profecias falsas: que "a antiga cidade de Jerusalém jamais seria reconstruída",[10] que ela estaria viva por ocasião do Arrebatamento,[11] que Cristo iria retornar antes da abolição da escravatura,[12] que os Adventistas que estivessem vivos em 1856 estariam vivos por ocasião do Arrebatamento,[13] e muitas outras. No entanto, seus escritos são reverenciados como se fossem parte da Escritura Sagrada. O décimo sétimo artigo das Crenças Fundamentais do Adventismo do Sétimo Dia afirma:
O Dom de Profecia: Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma marca de identificação do remanescente fiel da Igreja e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como mensageira do Senhor, seus ensinos são uma fonte contínua e autorizada de verdade que suprem à igreja o consolo, a orientação, a instrução e a correção.

Profetas Modernos "Inexperientes"

Falsos profetas continuam entre nós e, muitas vezes, são vistos e ouvidos em programas de rádio e televisão evangélicos. Por exemplo, lá pelo fim de 1975, Kenneth Copeland profetizou: "Quando chegar o mês de janeiro [de 1976], vocês verão mais do derramar da glória de Deus do que em toda a história do mundo... membros amputados serão reimplantados pelo poder de Deus... instantaneamente... os cabelos de homens carecas crescerão e formarão uma farta cabeleira... globos oculares surgirão onde antes não existiam... Deus fará com que o seu automóvel... que faz quinze quilômetros com um litro de combustível, faça uma média de cem quilômetros por litro... o mesmo velho carro!" Essas são apenas algumas das falsas profecias de Copeland, para não falar de suas falsas doutrinas.
Falsos profetas continuam entre nós e, muitas vezes, são vistos e ouvidos em programas de rádio e televisão evangélicos.
As falsas profecias e as "palavras de conhecimento" proferidas pelos associados de John Wimber e suas Igrejas Vineyard (da Vinha) encheriam vários volumes. O reavivamento das gargalhadas que se originou em Toronto e sua última variação (que se espalha como fogo no capim seco) em Brownsville, Pensacola (Flórida/EUA), produziu uma nova geração de falsos profetas. A falta de cumprimento é desculpada com a idéia de que os profetas de hoje são "diferentes" e erros são normais durante o processo de aprendizado, até que os profetas ganhem experiência. Imagine Jeremias dizendo: "Eu erro muitas vezes, mas estou melhorando"!
Benny Hinn é o mais popular dos televangelistas/operadores de milagres de hoje, e muitas de suas falsas profecias estão documentadas no livro The Confusing World of Benny Hinn (O Confuso Mundo de Benny Hinn). Em 31 de dezembro de 1989, Benny Hinn disse: "O Senhor também está me dizendo que por volta de 1994 ou 1995, mas não depois disso, Deus destruirá por fogo a comunidade homossexual americana... O Canadá experimentará um poderoso reavivamento que começará na Colúmbia Britânica, na costa oeste... nos próximos três anos." Basta uma falsa profecia para estabelecer alguém como falso profeta, e as de Benny Hinn são uma legião. Ele nem mesmo consegue dar seu testemunho correto. No livretePTL Family Devotions (Devoções Familiares PTL) ele diz: "Eu fui salvo em Israel em 1968", mas numa mensagem de 1983, em Saint Louis, ele disse: "Foi no Canadá que eu nasci de novo, pouco depois de 1968". No entanto, no livro Bom Dia, Espírito Santo, ele afirma ter-se convertido em 1972, durante seu último ano no colegial. Mas ele abandonou a escola antes de chegar ao terceiro colegial. Afinal, quando é que ele foi salvo?

Obediência à Palavra

Por três anos, noite e dia, Paulo chorou e advertiu os presbíteros de Éfeso da apostasia que se aproximava e que alguns dentre eles seriam os seus líderes (At 20.29-31)! Como é pequena nossa preocupação com a condição espiritual da Igreja, quando comparada com a de Paulo! E qual foi o remédio que ele ofereceu? Não foi batalha espiritual, nem jejum e oração, mas obediência a Deus e à Sua Palavra: "Agora vos encomendo ao Senhor e à palavra da sua graça" (v. 32).
Há um grande movimento que promove "oração e jejum em busca de reavivamento". Isso soa tão bem! Mas os líderes desse movimento se recusam a dar ouvidos à Palavra de Deus, e promovem o ecumenismo e as heresias! Não precisamos desse tipo de reavivamento! Precisamos de arrependimento por não obedecermos à Palavra de Deus. Precisamos de reforma, não de reavivamento! Há ocasiões em que oração e jejum são errados. Depois da derrota em Ai, Deus disse a Josué que a oração era imprópria porque Israel tinha pecado (Js 7.10-13). Que tragédia experimentar um "reavivamento" liderado por falsos profetas que promovem falsas doutrinas!
Nem todos os Adventistas do Sétimo Dia abraçam as heresias de Ellen G. White. Oremos para que os líderes do Adventismo do Sétimo Dia admitam as falsas profecias de Ellen White e se arrependam de suas doutrinas erradas. Oremos para que líderes evangélicos enfrentem o fato de que suas fileiras estão cheias de falsos profetas. Oremos por um grande clamor contra doutrinas antibíblicas. Oremos para que os líderes evangélicos de hoje corrijam fielmente os falsos profetas.
E que o restante de nós sejamos fiéis em nossas pequenas esferas de influência. Que Deus nos ajude a amar a Sua Palavra, a meditar nela de dia e de noite, a obedecê-la em nossa vida diária, e a lutarmos firmemente contra a perversão dessa Palavra pelos falsos mestres e falsos profetas de nossos dias. Que Sua Palavra seja de fato, nosso guarda e guia! (Dave Hunt, TBC 3/97, traduzido por Carlos Osvaldo Pinto — chamada.com.br)

Notas:

  1. History of the Church (vol. 2), 182; (vol. 5) 336.
  2. "Millions Now Living Will Never Die", The Watchtower (15 de julho de 1924), 89.
  3. The Watchtower, dezembro de 1941.
  4. Ellen G. White, The Great Controversy, 480.
  5. Ibid., 486-490.
  6. Ibid., 483.
  7. Ellen G. White, Testimonies for the Church (vol. 3), 530.
  8. Ellen G. White, The Spirit of Prophecy (vol. 4), 266.
  9. Ellen G. White, Early Writings, 234.
  10. Ibid., 75.
  11. Ibid., 15-16.
  12. Ibid., 35, 276.
  13. Ellen White, Testimonies, 131-132.
Dave Hunt (1926-2013) — Devido a suas profundas pesquisas e sua experiência em áreas como profecias, misticismo oriental, fenômenos psíquicos, seitas e ocultismo, realizou muitas conferências nos EUA e em outros países. Também foi entrevistado freqüentemente no rádio e na televisão. Começou a escrever em tempo integral após trabalhar por 20 anos como consultor em Administração e na direção de várias empresas. Dave Hunt escreveu mais de 20 livros, que foram traduzidos para dezenas de idiomas, com impressão total acima dos 4.000.000 de exemplares.