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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

No Novo Ano tudo vai ser diferente?

No Novo Ano Tudo Vai Ser Diferente?
"No novo ano tudo vai ser diferente! Vou deixar meus maus hábitos!" Você também tomou resoluções desse tipo, usando a mudança de ano como data para uma virada em sua vida?

A cada novo ano, muitas pessoas tomam resoluções radicais para suas vidas. A mudança de ano vem acompanhada de uma certa aura de transformação, levando-nos a crer que nessa data será mais fácil romper com maus hábitos e superar fraquezas de caráter.

O que sobra de todos esses bons propósitos? O que resta das decisões tomadas em datas aparentemente significativas? Talvez alguns se lembrem que no dia 9/9/99 foram realizados muitos casamentos em diversas partes do mundo. E agora certamente os primeiros desses matrimônios já estão desfeitos. Harmonia rompida e promessas de fidelidade não cumpridas levaram ao fracasso.

Pedro garantiu certa vez a seu Mestre: "Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei" (Mt 26.35) – mas ele falhou vergonhosamente. Será que o comportamento desse discípulo não espelha nossos próprios propósitos vãos? Será que também nós não falhamos repetidamente? Paulo escreve: "Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço" (Rm 7.19). Muitos de nós procuram desculpar e minimizar suas falhas, dizendo: "Paulo também era assim..." Mas ele, nessa passagem, procura apenas demonstrar a luta entre o bem e o mal dentro de cada um de nós. Em outras passagens fica muito claro que ele estava empenhado com todas as suas forças em viver uma vida vitoriosa. Paulo prosseguia em direção ao objetivo, em direção a Cristo: "...prossigo para o alvo..." (Fp 3.14).

No caso de Daniel, a chave para sua vida vitoriosa estava muito bem definida. Ele também chegou ao ponto em que tomou uma resolução: "Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia" (Dn 1.8). Daniel conseguiu colocar sua resolução em prática porque, mesmo sob ameaça de morte, em nenhuma circunstância deixou de orar três vezes por dia ao seu Deus: "três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer" (Dn 6.10b). Esse hábito era algo natural para ele. Mas é justamente nesse ponto que todos os nossos bons propósitos falham. Estamos dispostos, temos o firme propósito de deixar de lado maus hábitos e velhos defeitos. Dizemos a nós mesmos: "A partir de 1º de janeiro vai ser para valer!" Mas falharemos vergonhosamente mais uma vez se apenas deixarmos os maus costumes de lado, sem nos habituarmos a levar uma vida realmente voltada para Deus.

Como está nossa relação com Deus? Tornou-se hábito para nós ler Sua Palavra, orar e servi-lO? Acerca de Jesus está escrito: "E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam. Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação" (Lc 22.39-40). É nesse sentido que desejo a todos um ano muito abençoado, um ano em que nossos hábitos e costumes nos levem para mais perto de nosso Senhor e Mestre. "Orai, para que não entreis em tentação!" (Peter Malgo - http://www.chamada.com.br)

Planos para o Novo Ano

Planos Para o Novo Ano

Quais são seus planos para o novo ano? Quando Davi encarregou seu filho Salomão de construir o templo, entregou-lhe planos precisos e exatos. Até está escrito: "Deu Davi a Salomão, seu filho... a planta de tudo quanto tinha em mente" (1 Cr 28.11-12a).

Deus tem um plano para cada um de nós. Os Salmos dizem que Ele manifestou Seus caminhos a Moisés, que teve condições de captar os planos de Deus, de entendê-los e de colocá-los em prática, porque havia cursado a escola do Altíssimo e permanecido nela.

Um construtor que está num terreno e olha para o projeto de construção consegue imaginar a obra que ainda não existe. Essa é sua experiência constante, ele tem prática em ler plantas e em imaginar as obras prontas.

Infelizmente muitos crentes não fazem isso. Ao invés de procurar saber o que Deus quer, eles se exercitam em preparar os seus próprios planos. Você planeja a construção da sua casa? A compra de um novo automóvel? Planeja sua carreira? O futuro dos seus filhos? Sua aposentadoria? Nada disso é errado. Mas os problemas começam quando essas coisas dominam os nossos pensamentos. O que deveríamos fazer é treinar a nossa mente constantemente a fim de aguçá-la para entender e saber os propósitos de Deus. A passividade no discipulado de Jesus leva à resignação; então não conseguimos mais reconhecer o plano de Deus.

O discipulado de Jesus pode ser definido como uma contínua permanência na escola de Deus. O Deus vivo sempre nos dará novas tarefas de casa para que cresçamos e aprendamos o que significa ser mensageiros de Cristo.

Paulo escreve: "Exercita-te, pessoalmente, na piedade" (1 Tm 4.7b). E a Epístola aos Hebreus fala dos "...adultos ...aqueles que, pela prática, têm suas faculdades exercitadas..." (Hb 5.14). Para que possamos dar lugar aos propósitos de Deus em nossos corações, é necessário que nos exercitemos constantemente e com perseverança na disciplina espiritual. Jesus Cristo, o Davi celestial, quer conduzir-nos justamente a este ponto. Isto se manifesta claramente nas instruções do rei Davi a seu filho Salomão: "...conhece o Deus de teu pai e serve-o de coração íntegro e alma voluntária! ...sê forte e faze a obra" (1 Cr 28.9-10). Se deixarmos todo o espaço de nossos corações à disposição dos nossos próprios planos, o Deus vivo não poderá desenvolver Seu plano em nós pelo Seu Espírito. Deus está disposto a gravar Seus propósitos em nosso coração pelo Seu Espírito. Mas Ele necessita de espaço para isso, do maior espaço possível – e sem reservas.

Nossos próprios planos, que se refletem em nossa alma ou em nosso estado emocional, com freqüência são um empecilho para um andar alegre a frutífero na presença do Senhor. Agora o novo ano está diante de nós com todas as suas possibilidades. Qual é o plano de Deus? Quanto mais estivermos cheios do Seu Espírito, tanto mais o Seu plano formar-se-á em nós e por meio de nós, como no caso de Davi, em quem o plano de Deus "estava nele pelo Espírito". Ou para dizê-lo com as palavras de Paulo: "...escrita... pelo Espírito do Deus vivente... em tábuas de carne, isto é, nos corações" (2 Co 3.3). Lembremo-nos sempre disso! (Peter Malgo - http://www.beth-shalom.com.br)

sábado, 22 de dezembro de 2012

Grande Alegria Para Todo o Povo

“É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).

Muitas vezes do sofrimento brota a alegria, como por ocasião do nascimento de um bebê. O milagre do Natal também foi assim. Havia chegado o ano da salvação quando o milagre divino do nascimento de Jesus adentrou nosso tempo vindo das esferas supra-temporais. Deus se compadeceu de nosso sofrimento e da miséria do pecado das pessoas que criara, e lhes enviou o Salvador. Aconteceu aquilo que Deus havia planejado, exatamente de acordo com Seu plano perfeito. Gálatas 4.4 diz: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”. Deus já havia mandado Isaías profetizar esse grande evento, fazendo-o falar como se o Natal já tivesse acontecido: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram” (Is 61.1-2). Esse acontecimento supremo da história da humanidade e do Plano de Salvação, o nascimento do Salvador Jesus, teve conseqüências tão transformadoras que, desde então, começou uma nova contagem de tempo para o mundo. Quem pode derrubar essa realidade? Todos têm de aceitar que a vinda de Jesus foi revolucionária. Outra data igualmente importante para a humanidade será o dia de Sua volta a este mundo.

Filho de Deus e Filho do Homem


Jesus não força a entrada do nosso coração, mas espera ser convidado para entrar: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Ap 3.20).
O Filho de Deus, em sua pré-existência Deus e Criador do mundo, entrou na estreita estrada de mão-única de nossa vida e deseja renovar e transformá-la radicalmente. Mas para isso precisamos abrir a porta de nosso coração para que possa entrar, uma vez que Ele não vem como ladrão arrombando-a. Ele não força a entrada, mas espera ser convidado para entrar: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo”, como está escrito em Apocalipse 3.20. O apóstolo Paulo descreve a seu filho na fé, Timóteo, o mistério da vinda de Jesus como Filho do Homem da seguinte maneira:“Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1 Tm 3.16). Segundo o sábio desígnio de Deus, para nossa salvação o Senhor Jesus deveria tornar-se homem e cumprir a mais difícil de todas as tarefas. Jesus aceitou o plano de Deus, concordou com os desígnios divinos e entregou Sua vida em sacrifício de resgate por nós. Somente Ele, que não tinha pecado, podia assumir essa incumbência. Em 1 Pedro 2.24 está escrito:“Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.” Pessoa alguma consegue imaginar o que custou para nosso amado Senhor Jesus Cristo assumir e suportar esses cruéis sofrimentos e a morte por nós. Mas o eterno Filho de Deus se dispôs a deixar Sua glória celestial para assumir a forma humana e morrer por nós pecadores como cordeiro de sacrifício! Essa é a amarga realidade – mas também a realidade salvadora, que não deve nem pode ser calada no Natal.

O que César Augusto jamais sonhou

Para que o Natal viesse a se realizar, Deus tomou providências no céu e na terra, providências que incluíam até o imperador romano. O poderoso César Augusto pode ter se iludido com a idéia de que a primeira contagem e o recenseamento da população de Canaã, juntamente com seus súditos, tenha sido fruto de sua própria sabedoria. Mas na realidade isso não foi nada mais que a execução do sábio plano divino. Entre os judeus Deus encontrou José e Maria, um casal que era temente ao Senhor e que humildemente permitiu ser guiado pela mão divina. Em Nazaré, José jamais teria tido a idéia de viajar com sua esposa grávida até a distante cidade de Belém. O que ele iria fazer ali, num lugar tão pequeno e afastado? No máximo, visitar seus parentes.
José, descendente do rei judeu Davi, vivia em Nazaré como modesto carpinteiro (tecton em grego, alguém que trabalha em edificações), em fraqueza humana mas com o caráter de umtsadiq, um justo. Deus se agradava dele, e José permitiu que anjos divinos o conduzissem através das maiores complicações, fazendo-o superar grandes obstáculos.
Maria, uma jovem judia íntegra e sincera foi eleita pela soberana vontade do Senhor para ser a mãe de Jesus. Deus “contemplou na humildade da sua serva” (Lc 1.48). O Senhor realizou através dela o maravilhoso milagre da concepção virginal. Isso já havia sido predito 700 anos antes pelo profeta Isaías: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is 7.14). O mundo se escandaliza e não aceita esse grande acontecimento como sendo real. Mas se derrubamos essa verdade, a Verdade toda cai por terra! Como poderia Deus, que criou todo o universo e as leis da natureza, ser incapaz de suspendê-las para cumprir Seus desígnios? Ele, a quem todos os elementos da natureza estão sujeitos, não precisa nos perguntar se pode fazer alguma coisa ou não. Ao realizar milagres e atos sobrenaturais, Deus está testando nossa fé e nossa disposição de confiar nEle de todo o coração.

Ruela em Nazaré, cidade onde viviam José e Maria.
Caso as Sagradas Escrituras contivessemuma única inverdade, ela seria inverossímil como um todo e não poderia mais ser chamada de Palavra de Deus. A própria Escritura explica que, no caso dessa gravidez, a natureza não esteve em ação mas foi o Espírito Santo que agiu:“Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lc 1.35,37). Já em Gênesis está escrito: “Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?” (Gn 18.14).

Se Maria soubesse

Jamais, de forma alguma, Maria foi aquilo que a igreja católica, com seus dogmas, fez de sua pessoa. Maria foi estilizada e elevada à posição de “deusa” a quem as pessoas dirigem suas orações. Ao fazer isso, estão roubando a honra do único Deus verdadeiro e do Salvador Jesus Cristo! O papa João Paulo II faz aumentar ainda mais essa devoção a Maria. Como sentimos compaixão desse povo enganado! Maria ficaria extremamente chocada se soubesse o que fizeram dela. Guardemo-nos dessa superstição mariana!
A própia Maria louva o Senhor com humildade de coração: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva...” (Lc 1.46-47). Maria! Como deixaríamos de honrar sua memória? Mas nada além disso! Deus a considerou digna de ser a mãe do Messias mas depois de Jesus ela teve outros filhos, cujos nomes são citados pela Bíblia (Mt 13.55-56).

Da manjedoura para a cruz

Em pensamento acompanhemos o jovem casal, Maria e José, em sua longa e penosa jornada até Belém. Pois lá – e em nenhum outro lugar do mundo! – deveria nascer o Salvador da humanidade como uma criança judia. Deus o predisse ao profeta Miquéias 700 anos antes: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).
Belém-Efrata, um pequeno lugarejo situado entre vinhedos e olivais, é a cidade judaica onde nasceu o rei Davi. Exatamente ali nasceu também o Messias, o futuro Rei dos reis. Belém significa casa do pão e Efrata quer dizer frutífero. Belém, pequena cidade! Como esse lugar é precioso para nós! Como nos faz feliz a época do Natal! Mas para o Messias, para o Rei e Senhor, não se achou um abrigo ou um lugar de acordo com sua importância.
Estrebaria e manjedoura não têm relação alguma com romantismo e meiguice, pois testemunham amarga pobreza. Porém, Deus o quis assim. O Senhor planejou que Seu Filho não tivesse um palácio à disposição. Sua vida sobre a terra foi, desde o primeiro momento, caracterizada por pobreza e privação. O caminho de Jesus nesta terra começou em uma manjedoura e terminou na cruz do Calvário.
Como o único sacrifício determinado por Deus, Ele trouxe expiação para nossos pecados através de Seu sangue. No madeiro maldito Ele trouxe salvação para nós pecadores. Isaías o profetizou muito tempo antes: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Is 53.7).
Dessa forma Deus nos presenteou Seu Filho Jesus no Natal – e o que fizemos de Seu aniversário? Uma festa de consumo e luxo! Será que pensamos em Seu nascimento quando estamos sentados à mesa da ceia do Natal, rodeados de familiares e amigos ou na hora em que abrimos nossos presentes?
Belém! Aqui, neste lugar, o céu se abriu e os anjos trouxeram as boas-novas a um grupo de humildes e amedrontados pastores que guardavam suas ovelhas durante a noite. A mesma mensagem que encheu seus corações de alegria é anunciada a cada um de nós ainda hoje:“E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.9-14).

Será que pensamos no nascimento de Jesus quando estamos sentados à mesa da ceia de Natal rodeados de familiares e amigos ou quando abrimos nossos presentes?
Agora Ele havia chegado! A prometida luz, a brilhante estrela da manhã, da qual os profetas falaram: “O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is 9.2). Em cumprimento de profecias do Antigo Testamento, Jesus falou a Seu povo: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (Jo 8.12; 12.46). Ele fala hoje a você e a mim! Quem permitir que a luz da graça de Deus, que é Jesus, ilumine sua vida, participará do Seu reino de paz e alegria.

O berço do cristianismo ontem e hoje

Belém! Lugar de feliz memória, berço do cristianismo! Como nosso coração se comove quando pensamos na vinda do Messias a esse lugar tão singelo. Mas hoje? É um lugar de miséria e desconsolo, dominado pelo islã. O poder do mal tenta apagar a luz do Evangelho. Tudo o que lembra a história judaica está sendo destruído e aniquilado com brutal violência em Belém.
Onde nasceu o Filho de Deus, hoje se ouve gritar “Alá akbar!” No Corão, na Sura 9.30, está escrito: “...os cristãos dizem: ‘O Messias é o filho de Deus.’ Essas são suas asserções. Erram como erravam os descrentes antes deles. Que Deus (Alá) os combata!”. Será que o Corão de fato triunfará sobre a eterna Palavra de Deus? Por que Jesus permite que o lugar de Seu nascimento seja profanado? Será que pessoas que se dizem cristãs fizeram de Belém um santuário, venerando um lugar ao invés de honrar o próprio Senhor em obediência de fé? Será que estamos dando mais honra ao que foi criado do que ao próprio Criador?

Deus não deixa que Lhe roubem Sua glória

Jesus odiava e censurava toda a hipocrisia e as cerimônias meramente exteriores. Hoje não é diferente. Ele procura por corações sinceros, que produzam gestos de amor movidos pelo Espírito. Colossenses 1.10 nos conclama: “a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus”. Todos os gestos apenas exteriores são uma abominação para Deus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas, adornais os túmulos dos justos” (Mt 23.27-29).
De que adianta ajoelhar-se no local onde Jesus nasceu? O que trazem as peregrinações para a Terra Santa se a imundícia dentro do coração não é reconhecida e muito menos tirada? De que servem as pomposas festas de Natal se a impureza e a desobediência continuam a crescer desordenadamente em nosso coração? Se desejamos que Deus se agrade de nossa vida, precisamos andar humildemente pelo caminho estreito, seguindo os passos de Jesus em nosso viver e em nosso querer. Jesus entra onde encontra corações receptivos. Pessoas de coração aberto para Deus têm a promessa de O verem face a face.
Jesus não quer apenas ser convidado de honra em uma festa; Ele deseja ser o Senhor de nossa vida e reinar em nossos corações! Por isso, preparar a obrigatória festa em dezembro não resolve nosso problema interior mais profundo. Só a entrada de Jesus em nosso próprio coração nos traz aquilo que tanto ansiamos e esperamos.

O “menino Jesus” vai voltar!


O Natal deste ano poderá ser um Natal muito feliz, apesar das dificuldades e problemas, para todos os que experimentaram o perdão dos pecados através do sangue de Cristo.
Em todos os Natais, quando celebramos o nascimento de Jesus, não fiquemos apenas pensando no pequeno e indefeso bebê na manjedoura. Jesus é o Senhor, o Rei de todos os reis, que em breve voltará triunfante. É para esse acontecimento grandioso que devemos direcionar nossa atenção.
Onde ainda impera a escuridão do pecado, a luz da Sua graça pode iluminar cada recanto. Ele mesmo diz em João 8.12: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”. Hoje, mais do que nunca, Jesus envia pessoas que levam mundo afora a clara luz do Evangelho, mensageiras da paz àqueles que vivem angustiados por seus pecados ainda não perdoados. O poder das trevas se levanta e tenta impedir que a luz avance e que o plano de paz divino se concretize em muitos corações. Mas Jesus é o Vencedor! Coloquemo-nos do Seu lado! O que Isaías ouviu Deus dizer a respeito de Seu Filho Jesus irá se cumprir integralmente:“Pouco é seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra” (Is 49.6). Logo, Zacarias 2.10 é válido também para nós e podemos nos alegrar juntamente com Israel: “Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho e habitarei no meio de ti, diz o Senhor”. Nossa alegria será plena quando virmos Israel se alegrando conosco pela volta de Jesus.
O Natal deste ano poderá ser um Natal muito feliz, apesar das dificuldades e problemas, para todos os que experimentaram o perdão dos pecados através do sangue de Cristo. Em Jesus, desejo a você um Natal de genuína alegria, com as bênçãos de Deus! (Burkhard Vetsch -http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2004.

Revista mensal que trata de vida cristã, defesa da fé, profecias, acontecimentos mundiais e muito mais. Veja como a Bíblia descreveu no passado o mundo em que vivemos hoje, e o de amanhã também. Assine aqui »

sábado, 15 de dezembro de 2012

Conselhos para quem sobreviver a dezembro de 2012

“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (Jesus Cristo, contando a parábola da figueira – Mateus 24:36)

Onde você estará após 21 de dezembro de 2012? Um grupo de ocultistas acredita que você cessará de existir. Pessoalmente, depois de consultar meu amigo e cardiologista “Tony”, se não me cuidar melhor, estarei também na Glória.

A PROFECIA MAIA

Para quem ainda não está antenado nessa história de que haverá uma catástrofe devastadora em 21 de dezembro de 2012, eis um resumo:
Os maias que desenvolveram uma bem evoluída civilização entre 250 a 900 d.C. onde hoje existem os estados do Sul do México, estendendo-se pela Guatemala, Belize, El Salvador e Honduras, deixaram para trás templos das suas divindades, pirâmides, uma história de carnificina contra seus inimigos e pelo menos três calendários diferentes.
Entre os seus calendários, o mais impressionante é o de “Conta Longa” ou “Longa Contagem”, que teve início em 11 de agosto de 3114 a.C.(1) Ao contrário da maioria dos calendários que tem como base o numeral 10, este tem o numeral 20 e terminará 5126 anos mais tarde. Ou seja, em 21 de dezembro de 2012. Não há mais qualquer registro a partir de 22 de dezembro de 2012.
Apesar dos maias nunca terem afirmado que esta data seja o final do mundo, os ocultistas concluem: um grande cataclisma deverá ocorrer no dia 21/12/12 e ele impactará nosso planeta Terra de uma forma descomunal.

OCORRERÁ EM 21 DE DEZEMBRO DE 2012

Um dos autores que mais esmiuçou o que ocorrerá no dia 21/12/12 foi Patrick Geryl, um belga, astrônomo amador e escritor. Será supostamente um conjunto de catástrofes naturais e eventos astronômicos assustadores.
“É um acontecimento que só se experimenta uma vez na vida, quando se consegue sobreviver a ele. Incrivelmente belo, e, ao mesmo tempo, desesperadamente mortal. Pior do que o pior dos pesadelos”,(2) sentencia Geryl.

Geryl afirma que o campo magnético solar será invertido e enormes labaredas solares serão lançadas no espaço causando “um curto-circuito no dínamo da Terra”.
Geryl afirma que o campo magnético solar será invertido e enormes labaredas solares serão lançadas no espaço causando “um curto-circuito no dínamo da Terra”.(3) O campo magnético da Terra também se “inverterá com catastróficas consequências, como terremotos, erupções vulcânicas e deslizamentos de terra”.(4) Provocará “ondas gigantescas” que farão os últimos tsunamis asiáticos parecerem marolas.
Outros profetas (Adrian Gilbert e Maurice M. Cotterell) desta Catástrofe Maia reforçam que naquele dia a Terra ficará “sujeita a terremotos, enchentes, incêndios e erupções vulcânicas.”(5)
A quase totalidade dos habitantes do nosso planeta será aniquilada.

CONSELHOS AOS SOBREVIVENTES DE 21 DE DEZEMBRO DE 2012

Aqueles que conseguirem entrar em embarcações especiais à prova de naufrágio sobreviverão.
Aos sobreviventes, Patrick Geryl repassou esses “sagrados mandamentos”:
  1. “A civilização que surgir depois do cataclismo precisará ter um imenso respeito pela natureza [...]
  2. Os bosques e selvas ocuparão um lugar central nas cidades do futuro, que deverão ser muito pequenas.
  3. Para evitar a contaminação, a população mundial terá que ser limitada, embora, logo depois da catástrofe, repovoar possa ser uma prioridade.
  4. Nunca mais se deverá construir instalações nucleares [...]
  5. A alimentação antinatural, que é prejudicial à saúde e exige grandes quantidades de energia para sua produção, deverá ser proibida por lei. [...]
  6. As dietas à base de frutas e verduras deverão ser promovidas [...]
  7. A meditação e o jejum têm que ocupar um lugar central na luta contra as enfermidades infecciosas e de outros tipos.”(6)

E A VIDA CONTINUA...

Essa idéia bíblica e ocultista que haverá um fim do mundo nos leva a um formidável paradoxo: Alguns ficam consolados, outros aterrorizados. É mister que ambos sentimentos existam, pois o próprio Jesus disse que naquele dia do grande julgamento final os terráqueos terão dois destinos eternos: “E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna” (Mateus 25:46).

Agradeçam a Deus por estarem vivos e peçam Sua bênção para enfrentarem mais um dia.
Agora, gostaria também de deixar alguns conselhos para os que sobreviverem à sexta-feira 21/12/12 e, claro, acordarem na manhã seguinte de sábado:
  1. Agradeçam a Deus por estarem vivos e peçam Sua bênção para enfrentarem mais um dia. Até mesmo eu espero estar vivo, depois dos carões do meu cardiologista.
  2. Continuem sem acreditar naqueles profetas que marcam o dia do nosso tão esperado fim do mundo.
  3. Não esqueçam de ir às compras, pois faltam poucos dias para o Natal... (esta observação, naturalmente, é irônica).
O que importa mesmo é mantermos viva a bendita esperança da volta de Cristo, baseada nas firmes promessas bíblicas e não em calendários e cálculos sem credibilidade.
Aleluia! Maranata, ora vem Senhor Jesus! (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa -http://www.chamada.com.br)

BIBLIOGRAFIA

  1. Diamond, Jared, Colapso: Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso. Editora Record, Rio de Janeiro, RJ, 2009, sexta edição, páginas 206-207.
  2. Geryl, Patrick, O Código de Órion: O fim do mundo será mesmo em 2012? Editora Pensamento-Cutrix Ltda, São Paulo, SP, 2006, página186.
  3. Id. Páginas 179.
  4. Id.
  5. Gilbert, Adrian, e Maurice M. Cotterell, As Profecias Maias: Desvendando os mistérios de uma civilização perdida. Editora Nova Era. Rio de Janeiro, RJ, 2006, terceira edição, página 269.
  6. Geryl, Patrick, O Código de Órion: O fim do mundo será mesmo em 2012?, páginas 148-149.
Samuel F. M. Costa É médico gastroenterologista com parte de sua formação acadêmica nos Estados Unidos. Dr. Samuel Costa é um pesquisador minucioso e há muito tempo se dedica à analise e estudos de idéias controvertidas quanto à fé cristã. Em 1996, lançamos sua primeira obra literária: “A Nova Era: Um Passo Para a Manifestação do ‘Maitreya’ e da Prostituta Babilônia”. Aprofundando-se ainda mais no estudo do esoterismo, escreveu “Os Anos Obscuros da Mocidade de Jesus Cristo”. Samuel Costa reside com sua esposa e filhos na cidade de Recife, no nordeste do Brasil.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Encontro de Voluntários do Programa A Bíblia nos Hospitais em Belo Horizonte



Com o intuito de incentivar e treinar quem trabalha em prol de pessoas que estão passando por momentos de grande sofrimento, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) organiza o Encontro de Voluntários do Programa A Bíblia nos Hospitais. O evento será em 15 de dezembro, às 14 horas, na Secretaria Regional da SBB em Belo Horizonte.
Na programação estão previstas encenações com a “Dra. Ceritoninha”, da Associação Cristã de Capelania Hospitalar e do grupo “Curando com um Sorriso”, da Igreja Batista da Lagoinha. Também está programada a palestra “Capelania Hospitalar: Um Ato de Amor”, ministrada por Silas Procópio, capelão do Instituto Renal de Contagem e Belo Horizonte.
Outra atividade prevista é a elaboração de projetos que visam o fortalecimento do vínculo familiar no ambiente hospitalar, a ser comandada por Gemar Amorim, capelão e assistente social da Associação Remar do Brasil, e de Cristina Almeida, enfermeira e assistente social do Hospital Municipal de Sete Lagoas.
Confirme sua presença pelos telefones (31) 3343-9121, 3343-9115 ou 0800-727-8888.
Serviço
Encontro de Voluntários do Programa A Bíblia nos Hospitais
Data: 15 de dezembro de 2012 (sábado)
Horário: das 14 às 17 horas
Local: Secretaria Regional da SBB em Belo Horizonte
Endereço: Rua Caldas da Rainha, 2070 – São Francisco – Belo Horizonte – MG
Informações e confirmação de presença: (31) 3343-9121, 3343-9115 ou 0800-727-8888

A PROFECIA MAIA E O SURGIMENTO DE UMA RAÇA SUPERIOR


“Se o que o profeta proclamar em nome do Senhor não acontecer nem se cumprir, essa mensagem não vem do Senhor. Aquele profeta falou com presunção. Não tenham medo dele” (Deuteronômio 18:22 - NVI)

Já sabíamos! Vários filmes, como: O Planeta dos Macacos (1968), O Dia depois de Amanhã(2004), Eu Sou a Lenda (2007), 10.000 a.C. (2008), Presságio (2009), 2012: Fim dos Dias(2008), 2012 (2009), entre outros, trataram desse tema: uma raça superior sobreviverá a uma grande catástrofe.
Com a famosa “profecia maia” às portas, alguns profetas esotéricos estão insistindo nessa mesma tecla. Deixe-me explicar melhor.

Da Atlântida passando pelos egípcios e maias

A lendária ilha de Atlântida, primeiramente descrita pelo filósofo Platão, nunca existiu. No entanto, foi na modernidade que alguns começaram a levar a sério a falácia de Atlântida. Na Antiguidade ninguém considerava tal possibilidade. Para os historiadores renomados, Atlântida continua sendo uma ilusão e anedota.
Porém, de acordo com o esotérico Patrick Geryl, em 21 de fevereiro de 21312 a.C, Atlântida foi destruída parcialmente, e totalmente destruída em 27 de julho de 9792 a.C., quando desapareceu sob as águas.(1)
Ainda segundo Geryl, milhares de pessoas sobreviveram ao cataclismo de Atlântida e estas deram origem à civilização egípcia e, provavelmente, também aos maias. Concluindo, para Geryl os egípcios seriam, com certeza, descendentes da Atlântida e os maias teriam forte possibilidades de sê-lo (2)
Mais: baseados em suas escrituras e códigos secretos, tanto para os maias, quanto para os egípcios, a data do fim desta era, como a conhecemos hoje, será em 21-22 de dezembro de 2012.
O que estaria previsto para acontecer em dezembro de 2012 seria algo semelhante ao que ocorreu com Atlântida. Permita-me continuar citando Patrick Geryl, no seu livro O Código de Órion:
“Segundo os maias, haverá uma mudança nos pólos magnéticos no Sol no ano 2012. Então, do interior do Sol, serão liberadas enormes forças eletromagnéticas com poder desconhecido. Labaredas gigantes enviarão uma descomunal onda de partículas à Terra. [...]
As partículas eletromagnéticas do Sol penetrarão em todos os pontos da Terra, gerando uma intensa radiação, tanto em luminosidade quanto em radioatividade. [...]
Segundo Geryl, milhares de pessoas sobreviveram ao cataclismo de Atlântida e estas deram origem à civilização egípcia e, provavelmente, também aos maias. Foto: ruínas maias em Chichén Itzá, México.
O núcleo de ferro da Terra é magnético e, devido ao deslocamento desse núcleo, a Terra começará a se mover para o outro lado.”(3) [...]
“A Terra começará a girar em sentido contrário e os pólos se inverterão!”(4) [...]
“Em conseqüência, a crosta terrestre exterior se soltará, ou seja, ficará ‘flutuando’, sem estar mais presa a seu ‘padrão’. O planeta se inclinará milhares de quilômetros em poucas horas. [...]
Em resumo, o mais horrível dos pesadelos não se igualará a essa destruição.”(5) [...]
“Quando, depois de horas e horas, a onda carregada de partículas declina, o magnetismo do interior da Terra pode se restabelecer. Contudo, os pólos se moverão também porque o que se encontra mais perto do Sol terá sofrido todo o impacto. A crosta terrestre deixará de flutuar, acompanhada novamente de terremotos apocalípticos, com porções de terra desmoronando, uma atividade tectônica desconhecida e vulcões em erupção. Mas então, como se isso não bastasse, virá uma catástrofe ainda maior: com a inércia, o movimento dos oceanos não se deterá e uma onda gigantesca cobrirá a terra. Segundo a antiga tradição, essa onda chegará a ter um quilômetro e meio de altura”.(6)
Claro, como ocorreu com a suposta Atlântida, uma raça de terráqueos sobreviverá e re-inventará uma nova civilização.

A violenta espiritualidade maia

Bem, os maias, apesar de registrarem no seu calendário de “Conta Longa” o dia 22 de dezembro de 2012 como sua última data, nunca falaram em fim do mundo. Entretanto, podemos inferir que este dia, para eles, poderia ser o final de uma era e o início de outra. O fato é que em matéria de espiritualidade os maias não são exemplos para nós.
a) O panteão dos maias:
Nicholas Saunders é pesquisador sobre as civilizações pré-colombianas e escreveu no seu livro Américas Antigas,:
“O mais importante deus masculino era Itzamná (Casa do Lagarto), representado na arte como um homem velho e descrito como a divindade da escrita e do aprendizado.”(7) [...]
Era um deus de múltiplas formas. “Em seu papel de criador do mundo, Itzamná era chamado de Hunab Ku. [...] Itzamná parece ter sido o deus da realeza maia, especialmente em outra de suas formas, o Kinich Ahau, ou Deus Sol.”(8) [...]
“O consorte de Itzamná era Ix Chel (‘Senhor do Arco-Íris’). Durante o período maia clássico, ela estava associada com a Lua. [...] Nessa época, era representada como uma mulher velha tendo cobras no lugar de cabelos e adepta da feitiçaria.(9) [...]
Desenho de um Jaguar pronto para saborear um coração que acabou de ser arrancado de um tórax humano — em Chichén Itzá, México.
Kinich Ahau, o deus Sol, era ou uma divindade própria ou uma das formas de Itzamná. [...] A paixão maia (e ameríndia) pela transformação é revelada pela mudança de forma de Kinich Ahau em Deus Jaguar.(10) [...]
O importante deus da chuva era conhecido como Chac, e também deve ter sido uma divindade singular ou talvez uma manifestação de Itzamná.”(11) No famoso Cenote Sagrado, um poço natural localizado em Chichen-Itzá, México, foram encontrados inúmeros esqueletos de homens, mulheres e crianças vítimas de sacrifício ao deus da chuva.
Muitas outras divindades fazem parte deste panteão.
b) Inimigos eram sacrificados e o sangue entregue aos deuses:
Até a primeira metade do século XX, acreditava-se que os maias fossem um povo pacífico e não violento com os seus conquistados. Porém, com a revelação de um conjunto de murais coloridos nas ruínas da cidade de Bonampak, no México, este conceito mudou totalmente. Hoje, sabemos que a civilização maia tinha como sua forte identidade e legitimidade o derramamento de sangue, a fúria, a selvageria e um implacável requinte de torturas.
Ainda segundo Saunders:
“Para os maias clássicos, nada era tão poderoso como o sangue humano para unir os humanos ao reino sobrenatural.”(12)
As milícias maias foram ensinadas a capturar guerreiros inimigos da linhagem real. Elas tentavam não matar os capturados para que fossem trazidos presos e sacrificados aos deuses.(13)
“Uma interpretação desse tipo de milícia é que, para os maias, o sangue era a liga que unia o Universo, evitando que suas inúmeras partes caíssem em um caos cósmico político e social. Os deuses desejavam sangue e era dever das dinastias maias fornecê-lo em um grande número de rituais. Mais do que tudo, talvez o poder simbólico do sangue santificasse e legitimasse as complexidades do poder político da civilização maia clássica. Como um líquido sagrado, o sangue de indivíduos de alta classe era derramado em ocasiões especiais – para dedicar um novo templo piramidal, para designar um novo herdeiro e para coroar um novo rei. A imaginação dos maias não conhecia limites quando se tratava de inventar maneiras de humilhar, torturar e finalmente sacrificar as suas vítimas.”(14)
c) Os reis eram sumos sacerdotes e divinos:
O historiador e geógrafo americano, Jared Diamond, relatou no seu livro Colapso:
“Na sociedade maia, o rei também funcionava como sumo sacerdote, com a responsabilidade de ministrar rituais astronômicos e de calendário, e assim trazer chuva e prosperidade. O rei alegava ter o poder sobrenatural de trazer chuva e prosperidade por causa de sua confirmada relação familiar com os deuses. Ou seja, havia um acordo tácito quid pro quo: os camponeses sustentavam o estilo de vida luxuoso do rei e de sua corte, alimentavam-nos com milho e carne de veado e construíam os seus palácios porque o rei lhes havia feito grandes promessas. [...] os reis sempre entravam em conflito com seus camponeses no caso de seca, porque isso era equivalente à quebra de uma promessa real.”(15)

Uma boa justificativa para os que não forem arrebatados


Em que a civilização maia, aterrorizada por demônios, era mais espiritualmente evoluída do que a nossa?
Fico a pensar, em que a civilização maia, aterrorizada por demônios, era mais espiritualmente evoluída do que a nossa? Povo pagão, ensopado no caldeirão das trevas, sem qualquer chance de ser liberto pelo sangue redentor de Jesus Cristo.
Segundo alguns filmes, geralmente após grandes cataclismos, uma nobre geração de pessoas espiritualmente mais evoluídas consegue escapar da hecatombe e reiniciar uma nova civilização. Seria supostamente o surgimento de uma raça elitizada e mais desenvolvida.
Por que esta idéia é tão explorada nos filmes? Pasmem! Os ufólogos da Nova Era pregam que após uma grande catástrofe que sobrevirá à Terra, um povo menos evoluído será abduzido por discos voadores para ser reciclado em outro planeta (provavelmente estão se referindo ao Arrebatamento da Igreja de Cristo), enquanto os que ficarem na terrinha gozarão de uma nova ordem mundial. Sensacional justificativa satânica para o Arrebatamento da Igreja e a Tribulação que se seguirá. Sobre este assunto, confira nosso livro A Agenda Secreta .
Quanto a essa história do calendário maia prever o fim do mundo para dezembro de 2012, não se desesperem, pois vem aí o calendário asteca. De acordo com os cálculos astecas (civilização mesoamericana que surgiu mais de um século após os maias), o mundo terminará em 2027. Acredito que antes de chegarmos nesta última data, assistiremos a mais um filme hollywoodiano, desta vez intitulado “2027” com uma iluminada raça ressurgindo dos escombros.
Estamos de fato nos acostumando com essa idéia de falsas datas para “fins do mundo”. No entanto, não devemos perder de vista aquele momento grandioso do único final (e recomeço) do mundo: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:27). Maranata! (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa - http://www.chamada.com.br)

Bibliografia

  1. Geryl, Patrick, O Código de Órion: O fim do mundo será mesmo em 2012? Editora Pensamento-Cutrix Ltda, São Paulo, SP, 2006, páginas 37-38.
  2. Id, páginas 146-147.
  3. Ibid, página 29.
  4. Ibid, página 33.
  5. Ibid, páginas 33-34.
  6. Ibid, página 31.
  7. Saunders, Nicholas J., Américas Antigas: As Grandes Civilizações. Madras Editora Ltda. São Paulo, SP, 2005, páginas 75-76.
  8. Id, páginas 76-77.
  9. Ibid, página 77.
  10. Ibid, página 77.
  11. Ibid, página 77.
  12. Ibid, página 75.
  13. Ibid, página 81.
  14. Ibid, página 81.
  15. Diamond, Jared, Colapso: Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso. Editora Record, Rio de Janeiro, RJ, 2009, sexta edição, página 207.
Samuel F. M. Costa É médico gastroenterologista com parte de sua formação acadêmica nos Estados Unidos. Dr. Samuel Costa é um pesquisador minucioso e há muito tempo se dedica à analise e estudos de idéias controvertidas quanto à fé cristã. Em 1996, lançamos sua primeira obra literária: “A Nova Era: Um Passo Para a Manifestação do ‘Maitreya’ e da Prostituta Babilônia”. Aprofundando-se ainda mais no estudo do esoterismo, escreveu “Os Anos Obscuros da Mocidade de Jesus Cristo”. Samuel Costa reside com sua esposa e filhos na cidade de Recife, no nordeste do Brasil.

FONTE: Chamada da Meia Noite

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Melhor Presente de Todos

O Natal é a época do ano em que enfrentamos shoppings lotados, gastamos até o último tostão e estouramos o limite do cartão de crédito tentando comprar presentes para todos os que amamos – e até para alguns que não amamos. 

Mas o maior presente de todos não custa nem um centavo. Não é preciso ficar em pé numa loja apinhada de gente esperando ser atendido para poder comprá-lo. Não é preciso esvaziar a carteira para pagar por ele. E não é preciso sacar o cartão de crédito e acrescentar mais um débito à sua conta já sobrecarregada.

De fato, não é possível comprar esse presente. Tudo o que podemos fazer é recebê-lo. Outra pessoa o comprou para nós. E lhe custou tudo o que tinha.

Na verdade, ele é um presente de muitas facetas, como uma jóia – mas muito melhor. Ele nunca sai de moda. Não se pode perdê-lo. Ele não pode ser arrancado, nem roubado. Ele jamais se quebra, nem precisa de conserto. Não precisamos comprar uma garantia para ele. Além disso, à medida que o tempo passa, ele vai melhorando cada vez mais.

Esse presente existe em quantidade suficiente para todas as pessoas do mundo. Infelizmente, muita gente não sabe nada a respeito dele, ou não entende que tudo o que precisa fazer é pedi-lo. Ninguém jamais tem seu pedido recusado.

Esse é o melhor presente de Natal que alguém pode receber. Aqui estão algumas coisas que vêm junto com ele: perdão dos pecados (Ef 1.7), paz (Jo 14.27), amor (Rm 8.35), vida eterna (Jo 3.16), vida abundante (Jo 10.10), a garantia de uma herança (Ef 1.3,11,14) e um corpo novinho em folha, no futuro (1 Co 15.50-54).
O Melhor Presente
Para receber esse presente, tudo o que você tem a fazer é concordar com Deus e admitir que você é pecador. A Bíblia diz: “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque” (Ec 7.20). Se você já fez alguma coisa que o próprio Deus não faria, você está fora dos padrões dEle (Lv 20.7; Rm 3.23). Portanto, está qualificado a receber esse presente. Na verdade, você precisa dele. Foi por isso que Deus o preparou para você.

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo [o Messias] morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Jesus recebeu o castigo pelos pecados que você cometeu, porque Ele o ama. E, porque Ele é Deus, ressuscitou dentre os mortos e está pronto a dar-lhe o presente da vida eterna. Tudo o que você tem a fazer é pedir.

Mas como você pode ter certeza de que Ele realmente lhe dará esse presente? Porque Ele mesmo diz: “O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). 

Você não gostaria de receber agora mesmo o presente da vida eterna que Deus tem para lhe dar? Basta pedir. Será o melhor presente que você já ganhou na vida. E não existe melhor época para recebê-lo do que agora! (Israel My Glory - http://www.ajesus.com.br)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Livros Cristãos Gratuítos: O QUE É A FÉ ESPIRITUAL?

- SERMÕES NO EVANGELHO DE LUCAS (II)


Nosso Senhor Entrou na História da Humanidade
Descrição

Foi Jesus Cristo quem mudou a história deste mundo. Nosso Senhor veio a essa terra para salvar todo ser humano dos pecados do mundo e se tornou o pão da nova vida para os que creem no evangelho da água e do Espírito. Na verdade, foi para nos dar uma nova vida, a nós que estávamos condenados ao inferno por causa dos nossos pecados, que nosso Senhor veio à nossa procura. Jesus veio a essa terra para dar uma nova vida àqueles que creem no evangelho da água e do Espírito. E por este dom da graça, nós fomos salvos. Nosso Senhor não veio a essa terra com outro propósito a não ser salvar a nós, que fomos criados à imagem de Deus, dos seus pecados. Na verdade, o Senhor veio a essa terra com um único propósito: dar uma nova vida a todos nós, que estávamos corrompidos pelos nossos pecados e condenados a ser destruídos para sempre por causa deles.

o Editor

Na verdade, nosso Senhor conhecia todas as fraquezas e imperfeições do ser humano. E foi por isso que ele veio pessoalmente a essa terra para nos salvar de todas as nossas iniquidades. Em outras palavras, Deus é o Salvador que veio nos livrar de todos os nossos pecados porque sabia o quanto todos nós éramos fracos e falhos e que, por essa razão, não podíamos guardar sua lei. Jesus Cristo, o Pastor da humanidade, teve misericórdia de nós e ficou feliz em nos salvar. Foi por isso que nosso Senhor levou todos os nossos pecados sobre seu corpo ao ser batizado por João Batista, e depois foi crucificado como propiciação por nós levando todos estes pecados. Agora, já que entendemos o propósito pelo qual o Senhor veio a essa terra, todos nós temos que aceitar seu amor crendo no evangelho da água e do Espírito. Portanto, neste Natal, vamos dar graças ao Senhor entendendo perfeitamente o significado dessa data.

Peça agora seu exemplar gratuíto: http://www.bjnewlife.org/portuguese/printedbook/printbook_edition.php?bid=936#


domingo, 18 de novembro de 2012

MPF em SP pede retirada da frase 'Deus seja louvado' das notas de reais

A Procuradoria da República no Estado de São Paulo pediu à Justiça Federal que determine a retirada da expressão “Deus seja louvado” das cédulas de reais.
A ação pede, em caráter liminar, que seja concedido à União o prazo de 120 dias para que as cédulas comecem a ser impressas sem a frase, anunciou nesta segunda-feira (12) a procuradoria. Dessa forma, a medida não gerará gastos aos cofres públicos, diz o Ministério Público Federal em São Paulo.
“O Estado brasileiro é laico e, portanto, deve estar completamente desvinculado de qualquer manifestação religiosa”, cita a procuradoria, como um dos principais argumentos da ação.
Uma das teses da ação é que a frase “Deus seja louvado” privilegia uma religião em detrimento das outras. Como argumento, o texto cita princípios como o da igualdade e o da não exclusão das minorias.
O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, reconhece que a maioria da população segue religiões de origem cristã (católicos e evangélicos), mas lembra que o país é um Estado laico. “Imaginemos a cédula de real com as seguintes expressões: 'Alá seja louvado', 'Buda seja louvado', 'Salve Oxossi', 'Salve Lord Ganesha', 'Deus Não existe'”, argumenta.
A ação também pede à Justiça Federal que estipule multa diária de R$ 1,00 caso a União não cumpra a decisão. A multa teria caráter simbólico, “apenas para servir como uma espécie de contador do desrespeito que poderá ser demonstrado pela ré, não só pela decisão judicial, mas também pelas pessoas por ela beneficiadas”.
Representação
A procuradoria disse que recebeu, em 2011, uma representação questionando a frase nas notas. No inquérito, a Casa da Moeda informou ao órgão que cabe ao Banco Central a emissão e a “definição das características técnicas e artísticas das cédulas”.
A inclusão da expressão nas cédulas aconteceu em 1986, por determinação do então presidente José Sarney, de acordo com informações do Ministério da Fazenda passadas à procuradoria. Em 1994, com o Plano Real, a frase foi mantida pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, supostamente por ser “tradição da cédula brasileira”, apesar de ter sido inserida há poucos anos, diz.
Ainda segundo a procuradoria, para o BC o fundamento legal para a existência da frase nas cédulas é o preâmbulo da Constituição, que afirma que ela foi promulgada “sob a proteção de Deus”.
O procurador Dias lembra, em nota, que não existe lei autorizando a inclusão da expressão religiosa nas cédulas brasileiras.

sábado, 17 de novembro de 2012

“Nada a Perder”: Igreja Universal faz evento em presídio para o lançamento do livro do bispo Edir Macedo

“Nada a Perder”: Igreja Universal faz evento em presídio para o lançamento do livro do bispo Edir Macedo
O livro biográfico do bispo Edir Macedo, “Nada a Perder”, foi apresentado a um grupo de detentos do presídio Inspetor José Martinho Drummond, na cidade de Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, MG.
Na ocasião, o bispo Mauro Celso representou o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e falou aos 140 detentos reunidos para o evento, ressaltando a história do bispo que foi preso nos anos 1990: “Momentos de angústia e superação da história de Edir Macedo, nunca antes contada, com um relato detalhado dos dias em que ficou preso em uma delegacia de São Paulo, agora vão ajudar outras pessoas na cadeia”, afirmou.
De acordo com informações do site do bispo Macedo, a recepção ao evento, por parte dos detentos do presídio mineiro, foi calorosa: “A expectativa deles em receber o livro era grande, pois já conhecem o nosso trabalho e acreditam em Edir Macedo. Com a leitura, eles vão refletir, vão se sentir melhor, e terão mais fé, o que é muito importante na situação em que se encontram”, afirmou o bispo Mauro Celso.
Entre os presentes ao evento, estava o superintendente de Segurança Prisional, André Mourão, que afirmou ser importante as ações de interação com os detentos: “A assistência religiosa no sistema prisional é muito importante. Através do trabalho de evangelização, o detento fica mais tranquilo. Aqui dentro, ele procura um colo, e Deus é esse colo. A partir da leitura, eles compreendem, entendem seus erros, se recuperam e, alguns, até são convertidos”.
Segundo informações do PublishNews, o livro “Nada a Perder” é o segundo livro mais vendido em todo o Brasil no ano de 2012, com mais de 163 mil cópias comercializadas até hoje. A publicação fica atrás apenas do polêmico “50 Tons de Cinza”, de E. L. James, superando publicações como “A Guerra dos Tronos”, de George R. R. Martin, e “Steve Jobs – A biografia”, de Walter Isaacson.
Fonte: Gospel+

domingo, 11 de novembro de 2012

Igreja do Evangelho Quadrangular: "61 ANOS ABENÇOANDO O BRASIL".


Fundada em São João da Boa Vista - São Paulo, a 15 de novembro de 1951, pelo missionário da Foursquare Church Gospel, Pastor Harold Edwin Williams, auxiliado pelo Pastor Jesus Hermirio Vasquez Ramos. O primeiro natural de Los Angeles e o segundo natural do Peru.

A obra começou numa casa na cidade de Poços de Caldas, junto com uma escola de inglês, indo depois para São João da Boa Vista, onde foi construído pelos fundadores um pequeno templo.

Em 1952 vieram para a capital de São Paulo realizar campanhas evangelísticas a convite de um pastor da Igreja Presbiteriana do Cambuci e pouco tempo depois foram para uma tenda de lona no mesmo bairro. De lá foram para o bairro da Água Branca e então para o salão da Rua Brigadeiro Galvão.

A tenda passou então a viajar pelo Estado de São Paulo como a tenda número um, enquanto nos salões da rua Brigadeiro Galvão as senhoras da igreja começaram a ajudar um irmão que havia trabalhado muito tempo com um circo e que as ensinou a costurar tendas.  As tendas compradas ou fabricadas na própria igreja saíram peregrinando por lugares como Casa VerdeAmericana,LimeiraVitóriaCuritiba e vários outros. Numa onda contagiante, o movimento crescia e cada tenda dava origem a um novo núcleo que se constituía em uma nova igreja.

Na década de 1960, já sob a liderança do Pastor George Russell Faulkner, estabeleceu-se a meta de levar a mensagem a cada capital de Estado, sendo depois espalhada nos outros municípios. As tendas passavam e deixavam uma nova comunidade formada. Os finais das décadas de setenta e oitenta foram marcados pelo evangelismo dinâmico e pela construção de grandes e belos templos.

Em 1997, a igreja contava com 5.530 templos e obras novas (que estão funcionando em 2026 templos, 1778 salões e 1726 tabernáculos de madeira), além de 4000 congregações e pontos de pregação, que funcionam sob a responsabilidade das igrejas locais.

Ao todo eram 2887 ministros, 1488 aspirantes e 10648 obreiros credenciados (deste total de 15023 membros do ministério, 5951 eram mulheres). Trabalhavam ainda 38000 diáconos e diaconisas, com um total de aproximadamente 1.600.000 membros.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A bênção da humildade

A revista alemã "Focus" publicou uma reportagem sobre o tema "Eu, eu, eu". Ela tratava do culto ao eu – que aumenta cada vez mais em meio à nossa população – no qual cada um se considera cada vez mais importante. Cresce a sociedade que quer levar vantagem em tudo, que não recua diante de nenhum meio para alcançar seus objetivos. É indiferente se outros têm de sofrer com isso – o que importa é que se consiga o primeiro lugar. Um dos lemas em curso entre a juventude é: "Eu sou mais eu".

Também esta é mais uma prova de que a Palavra de Deus é confiável, pois ela diz o seguinte acerca dos "últimos dias": "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos" (Mt 24.12). Quem não cuida e não vigia, torna-se cada vez mais egoísta e nem o nota, mesmo sendo cristão. O egocentrismo, o culto ao eu se infiltra onde a Palavra de Deus é deixada de lado – e com isso é deixado de lado o relacionamento íntimo com Jesus Cristo. David H. Stern traduz essa passagem muito acertadamente da seguinte maneira: "O amor de muitas pessoas esfriará porque a Torá se afasta cada vez mais delas" (Novo Testamento judaico). Não se convive mais com a Sagrada Escritura. Mas é só através do contato com a Palavra de Deus, através do amor do Espírito Santo e da comunhão com Jesus Cristo que adquirimos a capacidade de sermos humildes.

Satanás abandonou a Palavra de Deus por seu orgulho sem limites – e caiu. Igualmente cristãos que não mais são dirigidos pela Palavra de Deus e pelo Seu Espírito Santo se tornam vítimas do orgulho. Tornam-se ambiciosos e se acham cada vez mais importantes – e a causa de Jesus é empurrada para segundo plano.

No Evangelho de Lucas um acontecimento nos mostra como o orgulho se manifesta e quais as suas conseqüências: "Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhe uma parábola: Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, e te diga: Dá o lugar a este. Então irás, envergonhado, ocupar o último lugar. Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas. Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado" (Lc 14.7-11).

O Senhor nota quando somos orgulhosos

"Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares..." O orgulho é uma coisa que nós, como filhos de Deus, não gostamos de expor publicamente, pois sabemos que é constrangedor quando é notado.
O orgulho começa no coração. O orgulho é algo sorrateiro, que entra devagarinho em nosso coração, mudando nossa motivação e mudando a base de nosso querer e de nosso agir. Em geral não usamos de violência para chegar mais à frente. Tudo começa muito sutilmente, nos insinuamos com cuidado. Fazemos um jogo duplo com outros, colocando o olho nos melhores lugares.

O Senhor olha diretamente para dentro do coração e fala: "A soberba do teu coração te enganou..." (Ob 1.3).
Não creio que as pessoas da nossa história foram derrubando cadeiras e mesas para chegarem à frente e alcançarem os melhores lugares. Provavelmente eles foram cuidadosos e educados, mas agiram com um alvo em vista, que era o de ocupar o lugar de honra. Mas o Senhor o notou! Pensemos nisso: o primeiro que descobre orgulho em nossa vida é o Senhor – e Sua reação não se fará esperar. Ele olha diretamente para dentro do coração e fala: "A soberba do teu coração te enganou..." (Ob 1.3).

Orgulho não é coisa pequena

Poderia-se dizer que o que aconteceu aqui é uma bagatela da qual nem vale a pena falar. Tentar conseguir o melhor lugar em uma mesa não é muito bonito, mas também não é tão trágico assim; certamente existe orgulho pior. Mas o fato de Jesus ter notado o acontecido e de ter comentado a respeito mostra claramente como o orgulho é terrível aos olhos de Deus. Por quê?

1- Porque o orgulho procede de um cristianismo sem cruz

Em Filipenses 2.5-8 encontramos um padrão para nossa mentalidade e para nossas intenções: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz." Sua humilhação consistiu em não exigir o que era direito Seu. Ao invés de insistir em Sua semelhança com Deus, Ele humilhou-se a Si mesmo. Ele, diante de cuja palavra o Universo se abala; Ele, que é adorado e exaltado por todos os anjos criados; Ele, que não é criatura mas o próprio Criador – Ele se humilhou, sim, "tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz." Essa mentalidade que Jesus Cristo possuía é esperada de nós também. E quem não tem essa mentalidade não vive com a cruz e com o Crucificado, mas é contrário à cruz de Cristo. Uma pessoa assim, no fundo, é inimiga da cruz de Cristo por continuar sendo orgulhosa.

2- Porque o orgulho tem sua origem nas mais terríveis profundezas, ou seja, no próprio diabo

Satanás queria ser como Deus: "...subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo".

Nele nasceu o orgulho: "Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades no Norte" (Is 14.13).Satanás queria ser como Deus: "...subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo" (v. 14). Por isso o orgulho é tão terrível diante dos olhos de Deus e é condenado por Deus desde sua menor raiz.

3- Porque o orgulho provém da falta de temor de Deus

Em Provérbios 8.13 está escrito: "O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho, e a boca perversa, eu os aborreço." O resultado da falta de temor de Deus sempre é o desprezo do nosso próximo, com uma valorização acentuada de si mesmo. Assim, os fariseus e escribas daquela época escolheram para si os melhores lugares à mesa. Onde os outros iriam sentar era indiferente para eles.
Hoje igualmente a falta de temor de Deus cresce ao ponto de chegar a um ódio pelos outros. Pessoas orgulhosas têm dificuldades em se relacionar com os outros e estão sempre prontas para brigar. Pois o orgulhoso tenta alcançar seus próprios alvos mesmo às custas da união. Por isso somos exortados tão seriamente: "Nada façais por partidarismo, ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo" (Fp 2.3).

4- Porque o orgulho sempre traz consigo a queda

Provérbios 16.18 diz: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda." A Bíblia Viva diz: "A desgraça está um passo depois do orgulho; logo depois da vaidade vem a queda." Isso combina exatamente com o que o Senhor Jesus diz em Lucas 14.8-9: "Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então irás, envergonhado, ocupar o último lugar."Na prática, o orgulho não nos leva a sermos mais reconhecidos e importantes no Reino de Deus, mas acontece exatamente o contrário: quando somos orgulhosos, somos cada vez menos importantes para o Reino de Deus, até ao ponto de sermos totalmente desqualificados.
Quem se considera muito importante como candidato a obreiro no Reino de Deus, facilmente pode ser degradado ao patamar de um jumento, o que pode ser ilustrado com muito acerto com o seguinte episódio: certa vez um seminarista, muito convencido e cheio de si, falou a um servo de Deus: "Deus precisa de mim. Quero servi-lO." O servo de Deus respondeu: "Jesus só falou uma vez que precisava de alguém – e esse alguém era um jumento" (comp. Mc 11.3).

Quem se considera muito importante como candidato a obreiro no Reino de Deus, facilmente pode ser degradado ao patamar de um jumento.
Muitas vezes o orgulho não produz uma ampliação nos horizontes, uma expansão no ministério para o Senhor, como os orgulhosos muitas vezes pensam e querem, mas exatamente o contrário: eles se tornam imprestáveis para o serviço cristão e se tornam pequenos no Reino de Deus. A Bíblia diz em 2 Coríntios 10.18:"Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e, sim, aquele a quem o Senhor louva."
Por Jesus ter se humilhado tanto na cruz,"...Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome" (Fp 2.9). E exatamente este mesmo princípio Jesus reafirmou em Lucas 14.11: "Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado."

5- Porque a humilhação vem, muitas vezes, por meio de outras pessoas

É disso que o Senhor fala em Lucas 14.8b-9: "...para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então irás, envergonhado, ocupar o último lugar." Mesmo que o orgulho esteja relativamente escondido e se manifeste em segredo, um dia ele aparece e a humilhação se torna do conhecimento de todos. Meio que sorrateiramente, sem chamar muita atenção, alguns convidados se assentaram nos melhores lugares. Mas quando o anfitrião mandou que eles tomassem os lugares inferiores, todos ficaram sabendo.
É curioso observar que as pessoas orgulhosas são, muitas vezes, humilhadas exatamente por aquelas pessoas que elas queriam adular e agradar. No reino de Assuero, por exemplo, um certo Hamã gozava de todos os privilégios possíveis concedidos pelo rei (Et 3.1). Mas tão logo, através de Ester, sua esposa judia, Assuero ficou sabendo dos planos e das intenções orgulhosas de Hamã (ele queria enforcar o judeu Mardoqueu, por não o bajular, e queria mandar matar todos os judeus em um dia pré-determinado), iniciou-se a queda de Hamã de uma maneira que ninguém conseguiria deter: Hamã acabou enforcado juntamente com seus filhos (Et 7.10; 9.25).

6- Porque o orgulho produz insegurança

Muitas vezes as pessoas que têm uma tendência ao orgulho se mostram muito seguras de si, mas, na verdade, elas são movidas por uma estranha insegurança. Elas não estão firmes, não sabem qual o melhor caminho para si e não são confiáveis nas coisas espirituais. E isso acontece porque elas estão em um falso caminho, e porque no fundo de seu coração sabem que podem cair de onde se encontram: "Pois todo o que se exalta será humilhado..."

7- Porque só as pessoas humildes são íntimas do Senhor

Lucas 14.10 diz: "Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas." No início dizíamos que os orgulhosos levam uma vida que passa longe da cruz de Cristo, até contrária ao Senhor, e que os humildes, ao contrário, têm uma vida com Cristo em seu centro; essas pessoas vivem da Sua Palavra e têm a mentalidade do Senhor. Por isso, na parábola que estamos tratando, só o convidado humilde é chamado de "amigo": "Amigo, senta-te mais para cima." O Senhor não disse: "Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando"(Jo 15.14)?!
Só os humildes têm suas fronteiras ampliadas, só os humildes são exaltados. Por quê? Porque eles têm a mesma mentalidade que o seu Mestre. Ele disse: "Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado" (Lc 14.11).

O caminho para a verdadeira humildade


Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a tua lei.
Só através de muita oração, e não através do simples pedido: "Senhor, humilha-me!" é que chegamos à humildade; somente através de uma decisão consciente de nossa vontade, que se transforma em ação, é que chegamos à humildade verdadeira. Jesus Cristo humilhou-se a si mesmo, pois a Bíblia diz: "...a si mesmo se humilhou" (Fl 2.8). Ele disse: "...agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a tua lei" (Sl 40.8).
Na nossa parábola, o Senhor mostra como se pratica a humildade:
– "...não procures o primeiro lugar..." (Lc 14.8);
– "...vai tomar o último lugar..." (v. 10);
– "... o que se humilha..." (v. 11).
É imprescindível assumir uma atitude como João Batista teve, quando disse, olhando para Jesus: "Convém que ele cresça e que eu diminua" (Jo 3.30). É por isso que João Batista era tão grande aos olhos de Deus. O Senhor testemunhou acerca dele: "Entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João" (Lc 7.28). Por isso é tão necessário eleger diariamente o caminho da humildade e ficar nele: "Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte" (1 Pe 5.6). Amém. (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
Norbert Lieth É Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética. Logo após sua conversão, estudou em nossa Escola Bíblica e ficou no Uruguai até concluí-la. Por alguns anos trabalhou como missionário em nossa Obra na Bolívia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. Nesse ano, voltou à Suíça e é o principal preletor em nossas conferências na Europa. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.