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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Livros impressos absolutamente grátis: Os Princípios Elementares de Cristo

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Descrição

Para todos nós que cremos em Deus, a fé e a crença dos Apóstolos proporcionaram importantes lições espirituais. A fé deles se tornou um estimável tesouro em nossos corações, porque eles criam no evangelho que continha a justiça de Deus. Entretanto, todos nós precisamos urgentemente ter essa fé. Todo aquele que crê em Jesus deve conhecer a justiça de Deus e acreditar nela, e ele deve anunciá-la em todo o mundo, pois somente assim todos também poderão vir a conhecer essa justiça e crer nela. E através da Palavra de Deus, todos os pecadores devem conhecer Sua justiça. E eles devem crer, porque é assim que eles poderão receber a justiça de Deus através da fé. Sem a fé que permite que alguém alcance a justiça de Deus pela Sua Palavra, ninguém pode aceitar o Senhor como seu Salvador. Nós devemos voltar agora à verdadeira fé que conhece e crê na justiça de Deus, pois somente aqueles que acreditam nessa justiça de Deus podem se tornar Seus sacerdotes reais. Os sacerdotes reais aqui referem-se àqueles que receberam a remissão de seus pecados por crer na justiça de Deus. Nós podemos nos tornar verdadeiros crentes que possuem essa fé verdadeira somente crendo na justiça de Deus e nos tornando Seu povo justo. Isto é mais do que possível para todos nós que temos a mesma fé que os Apóstolos tiveram.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Outras Traduções das Escrituras Sagradas

Outras traduções começaram a ser desenvolvidas por cristãos novos nas línguas copta (Egito), etíope (Etiópia), siríaca (norte da Palestina) e em latim – a mais importante de todas as línguas pela sua ampla utilização no Ocidente. Por haver tantas versões parciais e insatisfatórias em latim, no ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras.

Com o objetivo de realizar uma tradução de qualidade e fiel aos originais, Jerônimo foi à Palestina, onde viveu durante 20 anos. Estudou hebraico com rabinos famosos, e examinou todos os manuscritos que conseguiu localizar. Sua tradução tornou-se conhecida como "Vulgata", ou seja, escrita na língua de pessoas comuns ("vulgus"). Embora não tenha sido imediatamente aceita, tornou-se o texto oficial do cristianismo ocidental. Neste formato, a Bíblia difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.

Na Europa, os cristãos entraram em conflito com os invasores godos e hunos, que destruíram uma grande parte da civilização romana. Em mosteiros, nos quais alguns homens se refugiaram da turbulência causada por guerras constantes, o texto bíblico foi preservado por muitos séculos, especialmente a Bíblia em latim na versão de Jerônimo.

Não se sabe quando e como a Bíblia chegou até as Ilhas Britânicas. Missionários levaram o evangelho para Irlanda, Escócia e Inglaterra, e não há dúvida de que havia cristãos nos exércitos romanos que lá estiveram no segundo e terceiro séculos. Provavelmente a tradução mais antiga na língua do povo desta região é a do Venerável Bede. Relata-se que, no momento de sua morte, em 735, ele estava ditando uma tradução do Evangelho de João. Entretanto, nenhuma de suas traduções chegou até nós. Aos poucos, as traduções de passagens e de livros inteiros foram surgindo.

Descobertas Arqueológicas

Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã. Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó.

Durante nove anos, vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumran, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do Cristianismo.

Estes documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C.

Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de 100 a.C. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas.

Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.

As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar Morto e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores da Bíblia. Elas têm ajudado a resolver várias questões a respeito de palavras e termos hebraicos e gregos, cujo sentido não era absolutamente claro. Antes disso, os tradutores se baseavam em manuscritos mais "novos", ou seja, em cópias produzidas em datas mais distantes da origem dos textos bíblicos.

Primeiras Escrituras Impressas

Na Alemanha, em meados do século 15, um ourives chamado Johannes Gutenberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim. Cópias impressas decoradas à mão passaram a competir com os mais belos manuscritos. Esta nova arte foi utilizada para imprimir Bíblias em seis línguas antes de 1500 – alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão. E em outras seis línguas até meados do século 16 – espanhol, dinamarquês, inglês, sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês.

Finalmente as Escrituras realmente podiam ser lidas na língua destes povos. Mas essas traduções ainda estavam vinculadas ao texto em latim. No início do século 16, manuscritos de textos em grego e hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a chegar à Europa ocidental. Havia pessoas eruditas que podiam auxiliar os sacerdotes ocidentais a ler e apreciar tais manuscritos.

Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de estudo e aprendizado foi Erasmo de Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Em 1516, sua edição do Novo Testamento em grego foi publicada com seu próprio paralelo da tradução em latim. Assim, pela primeira vez, estudiosos da Europa ocidental puderam ter acesso ao Novo Testamento na língua original, embora, infelizmente, os manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem relativamente recente e, portanto, não eram completamente confiáveis.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Os Batistas no Brasil: A Convenção Batista Brasileira

Sua Origem

Em 1882, quando foi organizada a Primeira Igreja Batista, voltada para a evangelização do Brasil, já existiam duas outras igrejas batistas, organizadas por imigrantes norte-americanos, residentes na região de Santa Bárbara do D'Oeste e Americana, São Paulo.
Os casais de missionários batistas norte-americanos, recém chegados ao Brasil, Willian Buck Bagby e Anne Luther Bagby, os pioneiros; e Zacharias Clay Taylor, Kate Stevens Crawford Taylor, auxiliados pelo ex-padre Antônio Texeira de Albuquerque, batizado em Santa Bárbara D'Oeste; decidiram iniciar a sua missão na cidade de Salvador, Bahia, com 250.000 habitantes. Ali chegaram no dia 31 de agosto de 1882 e no dia 15 de outubro, organizaram a PIB do Brasil com 5 membros; os dois casais de missionárias e o ex-padre Antônio Teixeira.

Este foi o início

Nos primeiros vinte e cinco (25) anos de trabalho, Bagby e Taylor auxiliados por outros missionários e, por um número crescente de brasileiros, evangelistas e pastores, já tinham organizado 83 igrejas, com aproximadamente 4.200 membros.

Organização da Convenção

Segundo José dos Reis Pereira, Salomão Guinsburg foi a primeira pessoa a pensar na organização de uma Convenção Nacional dos Batistas Brasileiros.
Mas, somente em 1907, a idéia foi concretizada. A. B. Deter, Zacharias Taylor e Salomão Guinsburg concordaram em dar prosseguimento ao plano. Eles conseguiram a adesão de outros missionários e de líderes brasileiros, inclusive Francisco Fulgêncio Soren, que tinha, inicialmente, algumas reservas.
A comissão organizadora optou pela data de 22 de junho de 1907 para organizar a Convenção, na cidade de Salvador, quando transcorreriam os primeiros 25 anos do início do trabalho batista brasileiro, também começado na referida cidade.
No dia aprazado, no prédio do ALJUBE, onde funcionava a PIB de Salvador, em sessão solene, foi realizada a primeira Assembléia da Convenção Batista Brasileira, composta de 43 mensageiros enviados por Igrejas e organizações. A casa estava cheia. O clima era de festa, celebrando o que Deus fizera a partir daquele início tão pequeno!
Criada a Convenção, foi eleita sua primeira diretoria: Presidente - Francisco Fulgêncio Soren; 1º Vice-presidente - Joaquim Fernandes Lessa - 2º Vice-presidente - João Borges da Rocha; 1º Secretário - Teodoro Rodrigues Teixeira; 2º Secretário - Manuel I. Sampaio; Tesoureiro - Zacharias Taylor. A motivação básica da criação da Convenção foi missões e falava-se na evangelização de Portugal, do Chile e da África. Foram criadas além das duas Juntas Missionárias, Missões Nacionais e Missões Estrangeiras (hoje Missões Mundiais) outras juntas: para a Casa Publicadora Batista, para Escola Bíblica Dominical, para União de Mocidade Batista, para Educação e Seminário, e para a Administração do Seminário. Ao todo 7 Juntas.
As áreas de Missões, Educação Religiosa e Publicações, Educação Teológica e Educação, foram as que receberam maior atenção dos convencionais.

Fonte: CBB

Igreja Batista Central: História da Central em Nova Odessa/SP

Igreja Batista Central

O ano era o de 1950, o mundo ainda sentia o alívio do cessar fogo da II Guerra. O ocidente respirava otimismo e prosperidade, a Europa se reconstruía impulsionada pelo plano Marshall, enquanto o muro de Berlim dividia o mundo, dizendo seria as futuras décadas do pós-guerra.
No Brasil, este ano foi particularmente agitado. Em abril daquele ano Getúlio Vargas anunciara sua candidatura à eleição presidencial, depois de quase dez anos como ditador do Estado Novo, e quinze anos à frente da nação, se lança como candidato às eleições diretas. Com campanha baseada na defesa da industrialização e na ampliação dos direitos trabalhistas, no dia 03 de outubro de 1950 é eleito Presidente, 5 anos após deixar o poder, recebendo do dia 31 de janeiro de 1951 faixa presidencial do ex-presidente Eurico Gaspar Dutra. Aqui no estado de São Paulo vivíamos em ritmo de progresso, financiado pelo capital do café, este já substituído por uma agricultura mais diversificada graças as inúmeras crises e a novas culturas trazidas pelos imigrantes.

Assim chegamos na pacata Nova Odessa de 1950, município agrícola, de cultura diferenciada pela influência dos imigrantes alemães, letos e, em menor grau, de norte-americanos. Somos considerada uma nação que não valoriza a sua história, a desconhecemos ou conhecemos de forma equivocada. Nós, povo de Deus, devemos conhecê-la melhor para vermos sua ação nela., Ele age na história sobretudo através do seu povo. A história do povo de Deus nunca seguiu paralela à história humana, corria dentro dela influenciando e sendo influenciada, por isso que os historiadores concordam que o fato de maior impacto na história foi a vida e morte de Jesus Cristo. Por isso dizemos: “O curso da História foi mudado numa cruz!”.
Fazendo coro a esta verdade, na manhã do dia 31 de dezembro de 1950, um grupo de 31 abnegados irmãos numa só alma e coração asseveraram: “Senhor, em Teu nome nos organizamos em Igreja”. E com absoluta certeza, do seu trono , Jesus confirmou com sua Palavra: “ as portas do inferno não prevalecerão contra vós e estarei convosco todos os dias da vossa vida.”

Tudo começou numa sala de estar do bairro Vila Azenha, o Pr. Emílio Veidman, um evangelista de talento e sua irmã, Ema Veidman, membros da 2ª Igreja Batista em nossa cidade, na casa do irmão Joaquim Raimundo dos Santos (tio das irmãs Santos), o qual evangelizou um bom número de brasileiros, pois a Segunda Igreja era constituída, na maioria, por imigrantes letos. Com o passar do tempo aquela sala ficou pequena, fato que levou a Sra. Mayme Minchin, imigrante norte-americana, a ceder sua sala de estar que era maior, para a continuação dos trabalhos. Sua casa ficava na R. Rio Branco, 557, atual casa pastoral.
A Segunda Igreja, na época, ainda era uma igreja de várias etnias, e as reuniões na residência da Sra. Mayme constituia-se numa missão aos brasileiros, tanto que após os batismos dos evangelizados, eles continuaram se reunindo ali nas tardes de domingo em classes de Escola Bíblica, pois os cultos da igreja ainda eram na língua leta; somente numa época posterior foram constituídas classes bíblicas em português.

O pastor Emílio foi embora; o trabalho cresceu e a necessidade de cultos em português se fez urgente. Esta necessidade se manifestou mais forte quando a 2ª Igreja empossava um novo líder, Pr. Arthur Stefemberg, refugiado de guerra, que não falava o português. Diante desse quadro o irmão Ernesto Sprogis idealizou a organização de um trabalho em Português, colocando a idéia para o grupo da sala da irmã Mayme.
A princípio a Igreja não queria a emancipação do grupo, mas após reuniões e diálogos, o espírito cristão e missionário prevaleceu, fazendo com que no dia 31 de dezembro de 1950 fosse organizada a Terceira Igreja Batista em Nova Odessa, com 31 membros. Estes membros foram: Ernesto Sprogis (1º vice-moderador), Benedito Lazinho dos Santos, José Moreira, Francisca Moreira, Antonia Alves, Antonia Santos, Adalia Santos, Pedro Lázaro dos Santos, Aparecida Santos, Lauzinha Santos, Helena Santos, Avelino Santos, Theofanis Santos, Olga Eberlim Santos, Maria Santos, Angelina Sanches, Catarina Welsh, José Godoy, Alice Minchin, Diva T. Sanches Welsh, Dirce Sanches, Francisca Santos, Janete Liria, Maria Aparecida Vilela, Ana Conceição Vilela, Eugenia Welsh, Simão Welsh, Elza Sprogis, Joaquim Sanches. A organização foi celebrada no dia 31 com um almoço na casa do irmão Sprogis; a vigília do dia 31foi feita juntos na Segunda Igreja.
Fato digno de nota foi o papel da Escola Bíblica no início da evangelização dos brasileiros e fundação da igreja. As reuniões das tardes de Domingo na rua Rio Branco, eram constituídas por três classes: adolescentes, que ficava a cargo da irmã Marta Deglau, crianças sob a batuta da irmã Ema Veidmam, cuja sala de aula era em um dos dormitórios adaptados; e os jovens e adultos eram ministrados pelo Pr. Emílio.

Segundo os remanescentes fundadores, a EBD tinha um papel fundamental para o funcionamento da igreja, atuando no evangelismo e na edificação dos crentes. O evangelismo se dava através da visitação intensa dos professores aos alunos e membros da comunidade nos domingos pela tarde. Quando a Igreja realizava séries de conferências, era prática comum, professores e alunos saírem às ruas , visitando de casa em casa convidando para as conferências, atividade que sempre era liderada pelo grupo da mocidade.




Justamente essa prática de visitar lares de não crentes, forneceu a Junta de Missões Nacionais a estratégia dos NEBs (núcleo de estudos bíblicos ). Este fato ocorreu por volta de 1978 sob a liderança do pastor Ilgonis Janait. O programa consistia em fazer uma pesquisa em todas as casas de um bairro, perguntando se eram ou não crentes, caso negativo era questionado se aceitavam receber estudos bíblicos. Nos lares onde eram ministrados os estudos tornava-se um ponto de pregação e posteriormente uma Missão. Esse modelo despertou o interesse da JMN, que enviou um missionário à nossa igreja para conhecer o programa.
Um fato curioso envolveu nossa Escola Bíblica em seu início. Muitas denominações evangélicas de nossa cidade, como presbiterianas e pentecostais não possuíam EBD organizada de forma que, aos domingos pela manhã, enquanto os adultos se reuniam em suas igrejas, as crianças eram trazidas a nossa Igreja para as aulas dominicais. Isso fez com que o número de alunos fosse maior que o número de membros. Hoje, podemos encontrar em muitas denominações diferentes, crentes e até pastores que testemunham que sua conversão ocorreu, quando ainda criança, sendo aluno de uma das nossas classes da EBD.
Mas certamente o que mais marcava os alunos e professores eram as festividades que organizavam. Os pic-nics no dia 21 de abril, mês da EBD, o dia das mães, o dia dos pais e o dia dos professores eram sempre esperados. Porém a festa do Natal que tinha um brilho diferente. As cantatas e peças aqui encenadas, por muitos anos eram considerada as mais lindas da região, atraindo muitos visitantes. Como hoje, cantava-se muito na Igreja; os cultos e a escola bíblica eram impulsionados por canções que contavam verdades eternas.
Neste tempo, não havia televisão e outros entretenimentos que encontramos hoje fartamente; as pessoas se interessavam por coisas simples, tudo que era realizado, todos participavam com entusiasmo. Mas quando perguntamos sobre o segredo desse sucesso a resposta não é nova e é aplicável em todas as épocas: Dedicação, consagração, compromisso com a palavra e amor. Acrescentando-se a isso o vigor da juventude - “deve-se fazer enquanto é jovem”.
Logo após a organização a Igreja continuou recebendo famílias da Segunda Igreja, como Oscar Araiun, Eduardo Liekning, que em alguns anos mais tarde juntamente com o irmão Arnaldo Mauerberg empreenderam a construção do templo. E muitos outros foram chegando por meio de conversões, de forma que a Igreja ia experimentando seus primeiros dias de crescimento.
A construção do nosso templo foi feita ao longo de vários anos, de forma que sua consagração se deu de fato nos dias do pastorado do Pr. Ilgonis Janait em 1977. Antes disso, suas dependências já eram usadas. No dia 29 de dezembro de 1957 o batistério foi usado pela primeira vez, onde a irmã Mari Lúcia Ladeia foi a primeira a descer as águas. Esta irmã atuou como 1ª secretária da Igreja, por um período de quase 20 anos.
Diversos pastores alternaram o pastorado da igreja. O primeiro deles foi o pastor Saul Carlos da Silva, assumindo a igreja em 4 de janeiro de 1953 onde ficou por oito anos, deixando por ocasião de seu falecimento. Ele era pastor em tempo parcial, dividindo o ministério com a carreira do magistério.
O Pr. Alfredo Armando Carlstron chegou logo em seguida, tomando posse em 05 de outubro de 1958, pastoreando por onze anos. Depois assumiu a liderança o Pr. Amadeu Fiori em 1º de junho de 1969, vindo a falecer em 14 de dezembro do mesmo ano, seis meses após sua posse. No final de fevereiro de 1970, assumiu a liderança da Igreja, na qualidade de evangelista, o irmão Francisco Cid. Tendo concluído o seus curso teológico, foi ordenado ao ministério no dia 11 de dezembro de 1971. Pastoreou a igreja por 4 anos.
Na sucessão, pastoreou a igreja por 10 meses o Pr. Arildo Motta dos Reis Pessoa, sendo empossado em 11 de abril de 1976. Assumiu interinamente o Pr. Ilgonis Janait, no ano de 1977, ficando por 2 anos, foi neste mesmo período que empreendeu a fundação da Faculdade Teológica batista de Campinas. No dia 21 de Janeiro de 1979 assumiu o ministério o Pr. Nilson Dimárzio, atuando por 5 anos. Na seqüência, veio o Pr. Aguinaldo Leite do Sacramento, assumindo o pastorado em 21 de setembro de 1986, permanecendo por apenas nove meses. Foi logo sucedido pelo Pr. Moacir Jordão de Almeida, que liderou a igreja por um período de dezoito meses. Em seguida veio o Pr. Carlos Nogueira Martins, iniciando o ministério em 12 de agosto de 1989, permanecendo por 4 anos. O Pr. Paulo Balaniúc começou na Central como evangelista, foi ordenado no dia 26 de maio de 1995. Com o crescimento da Igreja, havendo necessidade de ajuda especialmente na área de família, foi convidado para fazer parte do Ministério Colegiado, o Pr. Williams Balaniúc. Sua posse ocorreu no dia 27 de novembro de 1999, porém começou a atuar efetivamente no dia 9 de janeiro de 2000. Com saída do Pr. Paulo em 2002, seu pai, o Pr. Williams assumiu o pastorado da igreja até março de 2004, quando deixou o ministério para voltar à sua terra natal, Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

O atual líder da Igreja é o Pr. Davi Liepkan. Filho desta igreja que, depois de 20 anos trabalhando na causa do Senhor em outros lugares, voltou para ser o seu pastor. Veja maiores detalhes de sua vida e ministério no link: Pastor Davi

A igreja sempre foi levada a participar de missões, local com os membros enfrentando estradas empoeiradas na seca, ou enlameadas com as chuvas em carrocerias de caminhões, para realizar cultos em locais distantes como na colônia da Usina de Cillo em Santa Bárbara D’Oeste. Ou em locais mais distantes como em Rincon del Tigre na Bolívia ou em Isla Bogado no Paraguai, e atualmente na Cidade do Cabo- África do Sul, participando do sustento dos missionários. Também como frutos desta visão missionária temos, a fundação de Primeira Igreja Batista de Atibaia, Igreja Batista da Vitória e a Igreja Batista do Planalto, as duas últimas em nossa cidade e ainda a missão em Guatapará, e recentemente a de Sumaré.
Dentro desta visão missionária surgiu a idéia de se aproveitar a oportunidade de utilizar um meio de comunicação de massa para propagar as Boas Novas. Foi o que aconteceu quando a igreja tinha um programa na rádio clube de Americana. Isso foi em meados dos anos 50, década quando o rádio era um poderoso meio de comunicação.
O programa entrava no ar aos domingos às 11:55 horas, sob a liderança da mocidade. A programação consistia em apresentações ao vivo do coral jovem, acompanhado por um órgão portátil e regido pelo jovem Ilgonis Janait, havia ainda quartetos e a execução de discos com os maiores “hits” gospel do momento, como Feliciano Amaral, Luiz de Carvalho e os cantores de Sião. Pregadores se revezavam nos microfones, na maioria os próprios jovens da igreja.
Muitos fatos poderiam ser mencionados, lembranças revividas, mas não seria possível registrar todos. Podemos registrar apenas a impressão mais indelével que foi deixada nessa história: a trajetória de um povo simples, de Bíblia na mão e uma fé no coração, com a visão que Deus lhes deu no seu tempo; com acertos e erros, estenderam as fronteiras do Reino de Deus.
Eles foram os protagonistas dessa história, hoje somos nós. A história é escrita pelo povo, nas suas lutas, nos desafios que enfrentam, não como fomos ensinados a acreditar, que a história é escrita por “heróis” de capa e espada, montados em belos cavalos que dão gritos de proclamação às margens de riachos. Eu e você somos os escritores dessa história. Uma história que é escrita com poder, poder maior que o das armas, revoluções e tratados que marcaram a história humana. Este poder é o poder do perdão que vem da Cruz de Jesus, que vence o ódio e alivia a dor.
Em nossa gênese éramos em 31, hoje somos 460. Deus nos dá uma visão, para que neste tempo sejamos uma igreja relevante e com propósitos. Que venhamos a manter a mesma fé o mesmo ardor missionário, a mesma visão evangélica. Você é parte dessa história!

VISITE: www.batistacentral.com.br

IGREJA BATISTA CENTRAL
Rua Rio Branco, 575 - Centro - Nova Odessa - SP/Brasil -
Fone/Fax 55(19)3466 3192

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

“Fé e fidelidade não são apenas termos etimologicamente próximos. Seus conceitos na Palavra caminham de mãos dadas”

A Epístola aos Hebreus é um dos livros mais fascinantes de toda a Bíblia. Ela nos leva a crer que a missão da Igreja está fundamentada em Cristo. Este livro, fortemente cristocêntrico, apresenta Jesus logo no primeiro capítulo como o resplendor da glória, o herdeiro de todas as coisas, sustentador do universo, purificador de pecados, majestoso e superior aos anjos. O livro se inicia com dois versos mostrando que Deus havia outrora falado e que hoje o faz através do seu Filho, Jesus Cristo, expondo que a fé cristã não é apenas um aglomerado de informações históricas – ao contrário, ela é para os dias de hoje, um legado para nosso tempo.

Um dos principais temas do livro de Hebreus é a fé. Enquanto a fé crê no invisível, a superstição acredita no inexistente. No capítulo 11, encontramos a galeria dos heróis da fé, aqueles que traduziram o conhecimento de Deus para a vida com Deus. Se estamos sem direção, somos lembrados de que Abraão saiu de sua terra sem nem ao menos saber para onde ia, mas na dependência de Deus seguiu para a Terra Prometida. Se estamos no fim da vida, nos lembramos de Jacó, que terminou seus dias prostrado em seu cajado, adorando ao Senhor. Já se sentimos o peso da responsabilidade sobre nós, vemos Moisés conduzindo uma nação inteira durante 40 anos de peregrinação por um deserto. Caso soframos discriminação, vemos que Raabe, uma prostituta, foi escolhida por Deus para ser da linhagem de Davi. Sim, a fé é transformadora e consoladora, fundamentada em um Deus que controla o incontrolável.

O texto aos hebreus afirma que eles creram, e portanto, obedeceram. Assim, seu conteúdo nos apresenta uma fé não utilitária e fundamentada nos desejos humanos, mas sim obediente, fundamentada nos desejos de Deus. Não é manipulada pelo homem, mas sim um instrumento para que o homem seja usado por Deus. Desta forma, o autor da Carta aos Hebreus nos fala que pela fé ruíram as muralhas de Jericó, reinos foram subjugados, promessas foram cumpridas, mortos ressuscitaram e até bocas de leões famintos foram fechadas. Esta fé nos ensina que o impossível pode, a qualquer momento, acontecer, se o Senhor assim desejar.

Há, porém, o outro lado das ações fundamentadas na fé, pois o livro nos diz que estes que creram, possuidores de fé, foram torturados, passaram pela prova de açoites, foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos ao fio da espada, andaram peregrinos. É a fé que nos prepara para continuar crendo, mesmo no vale da sombra da morte – uma fé que não apenas produz resultados, mas prepara o cristão para passar pelo vale do sofrimento sem deixar de crer no Senhor.

Hebreus nos diz também que somos estrangeiros e peregrinos. Isso se refere àqueles que estão de passagem pela terra e nos lembra de que não é aqui que devemos guardar nossos mais preciosos investimentos. Afinal, os bens desta terra são transitórios, e a eternidade nos aguarda. Ajuntemos, pois, tesouros nos céus. Fé e fidelidade não são apenas termos etimologicamente próximos. Seus conceitos na Palavra caminham de mãos dadas. Devemos, portanto, crer para a fidelidade e não apenas para nosso contentamento. Abraão, que creu, saiu de sua terra sem saber para onde ir; simplesmente, obedeceu. Uma igreja que crê é uma igreja que sai para mostrar Jesus ao mundo, que nega a si mesma, a seus interesses e tesouros transitórios para investir na eternidade; uma comunidade de fé que não deseja ser honrada na terra, mas sim, ser sal da terra. Crer é confiar, mas não apenas isto. É também permanecer no caminho e obedecer.

Ronaldo Lidório é pastor presbiteriano, doutor em Antropologia Cultural. Atuou como plantador de igrejas na África Ocidental, em Gana, entre os índios konkomba, durante nove anos. Atualmente lidera uma equipe missionária entre diversas etnias indígenas na Amazônia brasileira. É consultor da World Evangelical Alliance e outras organizações em projetos de evangelização e plantação de igrejas em áreas resistentes

Bill Robinson, pastor e ex-detento, planeja montar uma cadeia cristã nos EUA

Um dos objetivos do sistema prisional é a recuperação e a ressocialização do condenado. Pois uma cadeia dos Estados Unidos promete mais do que isso – a ideia é oferecer ao detento um ambiente cristão mesmo atrás das grades. O projeto é do pastor Bill Robinson, ele mesmo um ex-presidiário que mudou de vida após conhecer a Cristo. Já existem diversas unidades prisionais de caráter privado nos EUA, mas esta seria a primeira de inspiração cristã. Ainda há questões legais a serem discutidas, mas o Departamento de Correções, que gere o sistema penitenciário, vê com simpatia a proposta. A prisão, a ser instalada no estado de Oklahoma, receberia condenados na última etapa de suas penas, que seriam atendidos por equipes formadas exclusivamente por evangélicos. Além de trabalhar para gerar recursos para o sistema e para suas famílias, os reclusos teriam a oportunidade de estudar numa universidade cristã, que planeja montar um campus na prisão.

Governo americano divulga relatório anual sobre liberdade religiosa no mundo e elogia Brasil


A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, apresentou o relatório anual do governo sobre liberdade religiosa no mundo. O documento, que analisa as restrições, abusos e melhoras para garantir a diversidade de culto, serve como balizador para a política externa dos EUA nessa área. O relatório aponta novamente Mianmar, China e Irã como os países que cometem “severas violações” contra a liberdade religiosa, ao lado de nações como Sudão, Eritreia, Coreia do Norte e Arábia Saudita. O relatório destaca ainda que os maiores abusos acontecem em países com “estritos regimes autoritários”, que controlam a religião como parte da vida civil. O levantamento cita o caso de Mianmar, onde somente budistas têm acesso a cargos públicos. Já na comunista Coreia do Norte, milhares de pessoas estão presas em campos de concentração por sua convicção religiosa.

As informações sobre a América Latina dizem que a liberdade religiosa é “amplamente respeitada”, com exceção de Cuba, ainda fechada sob o regime castrista, e Venezuela, de onde vêm relatos de discriminação contra grupos religiosos não alinhados ao presidente Hugo Chávez, como os judeus e setores progressistas da Igreja Católica. Hillary citou o Brasil como bom exemplo de avanços, mencionando a criação de leis e instrumentos de denúncia contra a intolerância religiosa

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Significado Espiritual de Três Lugares

Na história do nascimento de Jesus, que mais uma vez celebramos com muita alegria neste Natal, três lugares desempenham um papel significativo. São locais históricos, visitados por muitas pessoas. Mas também podemos analisar seu sentido simbólico, e dele extrair profundas lições espirituais. Havia razões para Jesus nascer justamente em Belém. Sua fuga para o Egito tinha motivos, e não foi por acaso que Ele cresceu na cidade de Nazaré.

1. Belém
“E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).
Penso que Deus, ao afirmar: “...Belém, ...pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá”, está nos dizendo que ama os pequenos, e que Jesus veio justamente para os que nada representam neste mundo, que normalmente não são vistos nem notados no meio da multidão. Deus, porém, vê a todos. Para Deus, você não é uma entre milhares de pessoas. Imagine a cena: o Deus Eterno, que sempre existiu, tornou-se homem em Jesus, nasceu e foi enrolado em faixas e deitado em uma manjedoura numa estrebaria em Belém. Lá, onde tudo cheirava a comida e a esterco de animais, Jesus veio ao mundo. Certa vez, alguém disse: “Muitos homens quiseram ser deuses, mas só um Deus desejou ser homem”. O Senhor se humilhou tão profundamente para nos elevar até o céu. Ao escolher um lugar tão insignificante para o nascimento de Seu Filho, Deus está nos transmitindo a mensagem de que se importa com os “pequenos” e com os que não são nada diante do mundo. Jesus veio para buscar e salvar o perdido, o desprezado, o miserável e o de coração quebrantado.

2. O Egito
O Egito é usado na Bíblia como símbolo de escravidão, jugo e cativeiro. Lá viviam os israelitas nos tempos de Moisés, em uma terra estranha, longe da sua pátria. Os judeus eram obrigados a fazer trabalho pesado e eram oprimidos pelos egípcios. Mas chegou o dia de seu êxodo, de sua libertação da escravidão. Israel foi conduzido à liberdade para servir a Deus. Naquela ocasião, os israelitas foram resgatados pelo sangue de um cordeiro. Quando Jesus, o Cordeiro de Deus, esteve no Egito, isso indica que Ele é o Grande Libertador.

Existe tanta opressão e escravidão neste mundo, mais do que imaginamos. Quantos são escravos do pecado, de seus instintos, de suas paixões e vícios. Pela sua própria força não conseguem se livrar dessas amarras. Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.34,36). Muitos já afirmaram que não são como gostariam de ser, que sempre caem nos mesmos erros, que constantemente ficam irados e repetidamente fazem coisas que imaginavam ter superado. Seu desejo sincero é amar aos outros, mas às vezes isso parece impossível.
Outros permitem que seu interior seja corroído pelo ódio, pela inveja, por ciúme e desamor. São prisioneiros de si mesmos, sem que o queiram. Como seria maravilhoso se todos pudessem se livrar dessas amarras do mal!
Jesus veio para nos libertar. Ele é o Cordeiro de Deus sem mácula, que deu Seu sangue por nós, para nos resgatar. Todos estão debaixo do poder do pecado e vendidos ao Diabo. Muitos pensam que mandam em si mesmos, mas são regidos por um poder de fora. Pensam ser livres, mas são escravos. “Aquele que pratica o pecado procede do Diabo, porque o Diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do Diabo” (1 Jo 3.8). Essa é a lição espiritual que podemos aprender ao estudar o significado que o Egito tem na Bíblia.

3. Nazaré
Nazaré era uma das cidades de má reputação em Israel, um lugar muito desprezado. Por isso, Natanael chegou a perguntar em certa ocasião: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1.46). Mas justamente Jesus é chamado de “Jesus de Nazaré”. Isso significa que Jesus não se identifica com o pecado, mas identifica-se completamente com o pecador. Jesus colocou-se voluntariamente no lugar dos desprezados e de má fama, dos acabados, dos indigentes, dos criminosos, dos sem valor algum e de todos aqueles que não têm um bom nome. Ele veio para todas as camadas da sociedade. Para Jesus, ninguém é ruim demais para receber Sua graça. E ninguém é muito bom, sem precisar dela. Nazaré nos lembra que Jesus veio para todos, ama a todos e se identifica com cada um de nós. (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br/)Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2005.

Centro Cultural da Bíblia tem nova exposição

Um nostálgico passeio de trem serviu de inspiração para o cenário da nova exposição em cartaz no Centro Cultural da Bíblia, que pretende mostrar a trajetória das Escrituras Sagradas no Brasil e a sua influência na vida das pessoas.

A mostra “Os Caminhos da Bíblia no Brasil” tem duas réplicas de estações de trem, que servem como painéis e expositores. Chamadas de O Começo e A Difusão, essas plataformas dão uma seqüência histórica da Bíblia no Brasil, desde 1808 até os dias atuais. Ao final do percurso, há um local onde o visitante pode escrever um depoimento sobre a influência da Bíblia em sua vida.

Conheça os destaques e as obras que estarão expostas em cada estação:

Estação 1 – O Começo
Esta estação mostra os principais eventos relacionados às Escrituras Sagradas no século XIX, como a decisão da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, sediada na Inglaterra, de imprimir exemplares para envio a colônias portuguesas, em 1808. No ano seguinte, foram doados 12 mil exemplares de Novos Testamentos a essas colônias, entre elas, o Brasil. Outro fato é a chegada de um lote de mil Bíblias e 1,5 mil Novos Testamentos livres de imposto e em língua portuguesa, em 1823, no porto de Pernambuco, com a permissão do governo. O século XIX foi marcado também pela crescente imigração européia. Esses imigrantes, em sua maioria cristãos, traziam suas Bíblias na bagagem.

Traduções: A primeira tradução em português das Escrituras feita no Brasil foi a Versão Brasileira, concluída em 1917. Para as línguas indígenas, a tradução pioneira foi do Evangelho de João, feita em 1923, para a língua dos índios macushi.

:: 1898 – Revisão da versão de João Ferreira de Almeida, que recebeu o nome de Revista e Corrigida. A Bíblia Sagrada contendo o Velho e o Novo Testamento. Lisboa: Depósito das Escripturas Sagradas, 1898.

:: 1790 – Versão de Figueiredo, elaborada a partir da Vulgata pelo padre Antônio Pereira de Figueiredo. Foi publicada em sete volumes, depois de 18 anos de trabalho. Bíblia Sagrada, reedição da versão de Antonio Pereira de Figueiredo. São Paulo: Editora das Américas, 1950.

:: Bíblias em alemão, em espanhol e em inglês, trazidas por imigrantes, no final do século XIX

:: Bíblia em Macushi e Português, publicada pela Sociedade Bíblica Internacional.

:: 1917 – Versão Brasileira. Elaborada a partir dos originais, foi produzida durante 15 anos por uma comissão de especialistas e sob a consultoria de alguns ilustres brasileiros, entre eles Rui Barbosa, José Veríssimo e Heráclito Graça.

:: Londres, Lisboa e Rio de Janeiro: Sociedade Bíblica Britannica e Estrangeira, 1917.

Estação 2 – A Difusão
Duzentos anos depois da chegada das primeiras Bíblias, milhões de Escrituras já foram distribuídas no país. Só no ano de 2007, seis milhões de Bíblias, Novos Testamentos e porções bíblicas foram distribuídos no Brasil apenas pela Sociedade Bíblica do Brasil. Por meio de programas sociais, essa atividade também tem alcançado diversos segmentos da sociedade, entre eles os deficientes visuais, os povos indígenas, as crianças e os estudantes, os ribeirinhos, a população carcerária e pessoas em leitos de hospitais.

Graças a esse trabalho de distribuição e ação social, a Bíblia é hoje o livro mais lido no Brasil. Essa leitura é facilitada pelas edições da Bíblia em diversos formatos: multimídia, publicações infantis, Bíblias de Estudo, seleções bíblicas, Bíblia em braile e Bíblia em áudio.

Traduções: Para acompanhar a dinâmica das línguas, as editoras cristãs se preocupam em fazer novas traduções, ou revisar traduções já existentes. Entre estas, destacam-se a Nova Tradução na Linguagem de Hoje e a Almeida Revista e Atualizada.

::2001 – Nova Versão Internacional A Bíblia em ordem cronológica. Edição autorizada da obra de Edward Reese. São Paulo: Editora Vida, 2003.

::1932 – Versão de Matos Soares, elaborada em Portugal Traduzida da Vulgata e anotada pelo Padre Matos Soares. São Paulo: Paulinas, 1964. 18. edição.

::1992 – O Novo Testamento na língua Nambikuára Língua indígena brasileira falada por um grupo de índios do Mato Grosso e Rondônia Niterói, RJ: Liga Bíblica do Brasil, 1992.

::2000 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

::1956 - Edição Revista e Atualizada, de João Ferreira de Almeida, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil. Rio de Janeiro: Sociedade Bíblica do Brasil, 1956.

::Bíblia Sagrada: Edição comemorativa do centenário da Proclamação da República do Brasil: 1889-1989. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, edição Revista e Corrigida Brasília, DF: Sociedade Bíblica do Brasil, 1989.

::Bíblias de estudo (Almeida, NTLH, Família) e Bíblias para Crianças

Serviço
Centro Cultural da Bíblia
Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
Endereço: Rua Buenos Aires, 135 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Telefone: (21) 2221-9883
Entrada gratuita

Megacampanha da SBB chega a 25 mil participantes

Lançada oficialmente em junho de 2009, a megacampanha da SBB É tempo de ouvir a Palavra de Deus em torno da audição da Bíblia continua com adesão crescente em todo o país. Até outubro último, tinham sido formados perto de 1,6 mil grupos de audição do Novo Testamento, num total de 25 mil participantes.

Além disso, para ouvir a Palavra de Deus, foram distribuídos aos grupos inscritos aproximadamente cinco mil exemplares da Bíblia em áudio, gravada no formato MP3. O material contendo o Novo Testamento está disponível em duas traduções: Almeida Revista e Atualizada (RA) e Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH).

Acesse o site da campanha www.tempodeouvir.org.br e participe!

Campanha da SBB é aplicada em curso teológico

Alunos de teologia de Juiz de Fora (MG) praticam a campanha em sala de aula.

Lançada pela SBB em março de 2009, a megacampanha É tempo de ouvir a Palavra de Deus, que visa formar grupos para escutar o Novo Testamento, já tem milhares de participantes pelo país, alguns deles inclusive entre o segmento acadêmico cristão.

Prova disso é o pioneiro trabalho realizado na Escola Teológica Pastor Sebastião Vieira de Souza, de Juiz de Fora (MG). A professora de Bibliologia aderiu à campanha e introduziu a audição bíblica como forma de avaliação de sua turma. “Montamos grupos de audição com 25 alunos em substituição à tradicional prova”, compartilhou a docente, Elienai Castellano. “Desafiamos os alunos a ouvirem todo o Novo Testamento pelo período de três meses. A avaliação dessa atividade será no começo de 2010”, contou.

A aceitação da turma em ouvir a literatura bíblica superou as expectativas da professora: “Todos aqueles que assumiram esse compromisso de fé têm demonstrado grande satisfação. Os alunos contam que, ao ouvir os capítulos bíblicos, sentem como se estivessem ouvindo a voz do próprio Cristo e não conseguem parar de ouvir.”

Participe e inscreva-se na campanha pelo site http://www.tempodeouvir.org.br/

Igreja Anglicana celebra 200 anos com Bíblia personalizada


Por meio do projeto Bíblia de Afinidade da SBB, a tradicional Igreja Anglicana Episcopal de São Paulo lançou em novembro sua Bíblia personalizada. Com texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), a edição especial é comemorativa ao bicentenário (1810-2010) do anglicanismo no Brasil.

A obra possui encarte com 200 páginas. No início, contém o histórico da instituição e, na parte final, veicula o Livro de Oração da própria igreja.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009